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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Uma posição cega do Ministério da Educação

Na sua sanha persecutória contra os colégios privados em associação o Ministério da Educação não se coíbe de tentar afastar juízes. Inventando mesmo razões que tribunais superiores desmascaram.

Como o ministério tem como objectivo político agradar ao sindicato que controla a Educação  não olha a meios para atingir o fim em vista. Agora, sentindo a terra a fugir-lhe debaixo dos pés com as decisões judiciais a darem razão aos colégios, o ministério acha que a sua função é desprestigiar a Justiça. Como se coubesse ao Estado dirimir contra um dos seus poderes mais importantes. O Poder judicial.

Esta iniciativa do ministério da Educação se não é inédita é muito rara, ainda para mais evocando razões familiares do juiz que não se provaram. Na verdade nenhuma das seis filhas do juiz frequentou a escola privada que colocou a acção judicial contra o despacho da secretária de estado que tem as filhas no elitista Colégio Alemão.

A situação se não é inédita, não será comum, garante Dantas Rodrigues, advogado especializado em Direito Administrativo, que diz não se recordar de alguma vez o Estado pedir o afastamento de um juiz por questões de parcialidade. “Isto não é normal e desvaloriza a Justiça. É uma posição de demasiada força do Estado, que está a tomar uma posição cega neste processo dos contratos de associação dos colégios”, critica. E acrescenta: “O papel do Estado não é o de levantar incidentes de suspeição contra um juiz”.

É no que dão os extremismos ideológicos. O ministério não só prejudica os alunos fechando boas escolas como agora para o fazer despretegia a Justiça. 

Um Ministério cego, surdo e prejudicial às famílias e ao próprio Estado de que faz parte.