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BandaLarga

as autoestradas da informação

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UM POVO LÚCIDO

Mais de sessenta por cento dos eleitores portugueses rejeitaram as propostas federalistas e comunistas ou neocomunistas, únicas submetidas ao seu sufrágio.

 

Recusaram envolvimento nas disputas dos grandes partidos ou dos aventureiros montados em grupelhos sem expressão, que passaram a campanha eleitoral a falar do que não será da competência do Parlamento Europeu.

 

Disseram que não estão dispostos a servir de cenário prazenteiro ao festim dos que irão auferir principesco ordenado e faustosas mordomias, sem a contrapartida de qualquer serviço útil, à conta de quem, nalguns casos, nem a si próprio consegue sustentar-se.

 

A abstenção é um acto positivo, de afirmação de uma vontade de refutar, porque mau, cada um dos projectos que foram presentes, de repúdio por um modelo político que gradualmente lhes foi imposto.

 

Ao contrário do que o presidente disse, a abstenção não é o abdicar de qualquer direito, mas o exercício do direito de manifestar contrariedade por tudo o que os políticos têm feito ou omitido.

 

Manifestação pacífica, ordeira, legítima e legal.

 

Os políticos candidatos e as estruturas parasitas que os suportam devem lembrar-se de que, todos juntos, representam menos de um terço do eleitorado. Portanto, o partido que ganhar, não terá merecido a aprovação de mais de dez por cento dos portugueses.

 

Se tivessem um pouco de bom senso, quando, daqui a pouco, se posicionarem em frente às câmaras, deveriam pedir desculpa aos abstencionistas.  Pedir desculpa pelo que já deveriam ter feito e ainda não fizeram. Pedir desculpa também por tanto verberar quem os sustenta lautamente.

 

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