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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um país em pânico

O que as sondagens sobre as presidenciais mostram é o medo que os portugueses têm de ver em Belém alguém que reforce a actual solução governativa. Repor a política ao centro é a mensagem.

Os portugueses nunca pensaram que uma solução governativa que envolvesse PCP e BE fosse possível. Não deram a maioria nem ao PS nem ao PSD na convicção que entre os dois partidos se haveria de encontrar uma solução pró União Europeia, pró-Euro e pró-Tratado Orçamental.

Marcelo é o único candidato que uma vez em Belém terá peso político para equilibrar um governo que se mostra submisso aos seus apoiantes parlamentares. PCP e BE têm-se mostrado insaciáveis mantendo refém um governo socialista que nestes dois meses de governação já deu mostras de desorientação. O custo no quadro orçamental das medidas tomadas ronda os 11 mil milhões de euros. É quanto crescerá a dívida pública.

Na Educação vemos um ministro acossado que toma medidas em cima do joelho que têm impacto na agenda das famílias dos alunos. Os sindicalistas ameaçam com greves e o PCP começa a exigir "aumentos reais" nas pensões quando sabe muito bem que tal não é possível.

O país vai a votos com a convicção que é preciso travar a corrida para o abismo. Lá fora a comunicação social agita-se sobre o que se passa em Portugal e os investidores comparam-nos à Argentina.

Para dois meses o desastre é enorme. O país já intuiu que é preciso ter em Belém alguém que trave o desvario