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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Tancos e Pedrógão Grande são consequência da austeridade

Nem sequer estou a criticar porque sei bem que quando há apertos orçamentais a forma de controlar é centralizar as decisões ao mais alto nível. Centeno faz o que tem a fazer segura o dinheiro conforme as necessidades do controlo orçamental e do défice.

Em Tancos a vídeo vigilância não funciona há dois anos. Razão ? Não é prioritário e o dinheiro não chegou a tempo. O simples arranjo da rede exterior do quartel foi solicitado há dois meses mas a autorização só chegou há dois dias.

Nos incêndios faltaram os meios. Antenas inoperacionais, helicópteros em manutenção em plena fase aguda dos incêndios. Que diabo os serviços podem não ser um exemplo de eficácia mas não podem ser assim tão maus. Tiveram que esperar a sua vez .

Na saúde há uma lista de espera que anda entre os 120 00 e os 200 000 doentes. Há dinheiro para os casos graves mas os casos programados podem esperar, pelo menos 90 dias.

É a austeridade que continua neste governo depois da austeridade mais aguda do anterior governo. O défice desceu de 11% para 4,4% com Passos Coelho e agora está a descer para 1,5% com António Costa . E o crescimento da economia não gera mais impostos de um dia para o outro.

Mas a austeridade tem este efeito negativo que pode chegar subitamente. Ardem as florestas e roubam-se paióis  militares e depois vamos a ver e num caso e noutro não houve dinheiro para manter a vigilância e a confiança.

E não se operam milhares de doentes dentro dos prazos terapêuticamente aconselháveis também por falta de meios. Há bem pouco tempo sabia-se que só 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios era utilizada.

Não há milagres.

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