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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não há rigor nas finanças públicas com base no calote

Nós por cá deixamos de poupar e o que mais fazemos é endividarmo-nos. Somados os défices do estado, da segurança social , das famílias e das empresas andamos nos 500% do PIB .

O estado cativa a eito e não paga aos seus fornecedores, como na saúde . As cativações têm este resultado .

"temos que eliminar o défice público e o externo. E o crescimento tem que ser pelas exportações e investimento e temos que olhar para a poupança. É preciso ter medidas de carinho da poupança, nas famílias e empresas", salientou. "Este Orçamento em parte aceita a prioridade do investimento e exportações em vez do consumo, mas não podem vir dizer isso cá para fora, por causa do PCP e do Bloco de Esquerda. E promove muito pouco a poupança. Baseia-se na ideia de que quem poupa é rico e quem se endivida é pobre e eu não acho que seja assim". diz Rui Rio .

Porque como já hoje é evidente a chamada "viragem da austeridade" foi feita à custa de um brutal aumento dos impostos indirectos e do aumento generalizado dos preços dos bens essenciais bem acima da inflação.

Os empresários acreditam que "o modelo seguido nos últimos anos conduziu a uma situação muito difícil de mudar. Mas temos que mudar. O Estado não se reestruturou, ao contrário das instituições e empresas e estas fazem-no com o olho no mercado. No Estado, o mercado são os contribuintes e se olharmos para a evolução da carga fiscal o que aconteceu foi o aumento cada vez mais dos impostos", segundo Nunes de Almeida.

Apre! então é esta o virar de página ?

O virar de página tão apregoado não vai além de uma esmola de uns cêntimos por mês. Se em termos pessoais e familiares não serve para nada e não contribui para mudar coisa nenhuma já para a consolidação orçamental é um peso. Mais um.

A proposta do governo PS apoiado pelo PCP e pelo BE é, em alguns casos, ainda mais baixa que a apresentada pelo anterior governo mas, isso não impede, que se um governo de esquerda aumenta as pensões mais baixas em um euro está a fazer uma política social, de combate às assimetrias e de erradicação da pobreza; se um governo de direita aumenta essas mesmas pensões em 2,5 euros, está a fazer uma política de pobreza, miserabilista, austeritária e neoliberal.

APRE ! associação de reformados e pensionistas, pesarosamente, queixa-se que o aumento é "baixíssimo", que esperavam mais, principalmente para a pensões mais baixas.

Começa toda a gente a entender o que quer dizer "não há dinheiro" . Esperemos que o PS que está no governo seja o responsável.