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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Entre a firmeza de Valls e a visão de Merkel

O primeiro ministro francês defende que a Europa tem que ser firme perante a imigração ilegal . Refugiados e aqueles que procuram uma melhoria económica, não são a mesma coisa . E não se pode esquecer que os que nos procuram nem sequer são os mais pobres de todos. Esses não têm sequer dinheiro para pagar aos traficantes . Quem não é refugiado da guerra e não tem emprego tem que voltar para o seu país de origem. Não é possível à Europa absorver todos os migrantes do mundo.

Por outro lado, a Europa não pode afundar-se na xenofobia de grupos nazis . A Europa dos direitos humanos não pode ceder nos princípios democráticos e humanitários que são a sua imagem de marca . E a demografia também não pode permitir-se enxotar população jovem numa sociedade envelhecida.

A inclusão de todos, que é o que se pede à Europa,  não é o que se pede ao resto do mundo . Os campos de refugiados da ONU que existem há setenta anos, estão aí para o provar.

Antes de socialista uma esquerda pragmática, reformista e repúblicana

Em França sopram novos ventos que mais tarde ou mais cedo vão chegar até nós. O Primeiro Ministro, socialista, quer mudar de nome ao partido e deixar de lhe chamar socialista. Quer juntar-se ao centro. Interessa-lhe governar com medidas pragmáticas que resolvam problemas concretos. Holland, com a sua imagem desgastada, olha impotente para esta discussão .

Os governos de Holland, que chegou ao poder à esquerda, revelaram-se incapazes de resolver os problemas . Não que as ideologias tenham acabado, serão sempre o húmus de onde brotarão os sonhos que fazem o mundo avançar, mas quem governa tem que se haver com problemas concretos que não pode evitar. E, aí, não há ideologias que nos valham no quadro da democracia e da liberdade.

Valls acha que mesmo a mudança do nome do partido não deve ser um tabu: diz que deverão ser fundados uma federação ou um movimento, "uma casa comum" aberta aos "progressistas', nos quais inclui os centristas de François Bayrou, antigo ministro da Educação.

Faz recordar Olaf Palme, o primeiro ministro Sueco que lançou as bases da moderna sociedade do seu país e que morreu às mãos de um nunca identificado assassino. Dizia que "tal como no futebol as grandes jogadas gizam-se ao centro".

António Costa deve estar mais do que nunca atento. Os velhos socialistas, tal como com Holland, cercam-no.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/polemica-estala-em-franca-primeiro-ministro-quer-que-partido-deixe-de-se-chamar-socialista=f894963#ixzz3GxpZEcXc