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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como os USA lidam com a sua dívida em comparação com a UE

Um orçamento central capaz de ajudar os estados membros em dificuldades, protegendo-os da especulação dos juros altos .

A união monetária da Europa continua ameaçada de colapso e hoje ainda mais do quando a crise principiou há oito anos.

A razão para tal reside numa contradição fundamental na constituição do euro: os 19 países participantes partilham uma moeda, mas gerem separadamente os seus orçamentos nacionais e cada um segue a respetiva política económica nacional. Além disso, o Banco Central Europeu não serve automaticamente de «crédito ou emprestador de último recurso», que mantém a liquidez do orçamento de Estado em caso de crise, como é habitual em todo o mundo. Como consequência disso, não existe ainda um orçamento comum nem um governo comum democraticamente eleito da zona euro. A UE carece assim da instituição absolutamente necessária para representar o bem comum da união monetária como um todo e traçar uma política que seja partilhada pelos cidadãos de todos os países-membros.

Os orçamentos públicos dos Estados Unidos estão no vermelho a 105 por cento dos resultados económicos anuais. É muito, e no entanto ninguém teme que o governo norte-americano não honre sequer uma única das obrigações emitidas. Não apenas dispõe da soberania fiscal para gerar os rendimentos necessários, como a Reserva Federal garante igualmente todos os pagamentos.

Isto faz das obrigações dos EUA o epítome de um investimento seguro.

Acima de tudo, a «cláusula de não-resgate de ajuda» destinava-se a tranquilizar o eleitorado conservador alemão.

O principio do fim dos juros baixos

Com a Europa a ser empurrada pelo ciclo da alteração dos juros nos Estados Unidos, em alta , chegou a factura para os países com elevadas dívidas como Portugal .

Mesmo com o BCE a manter a sua política de compra de dívida os juros já estão a subir. E quando o BCE deixar o programa ainda subirão mais.

Neste novo paradigma, os países e empresas mais endividados ficarão mais vulneráveis. É o caso de Portugal. Embora a dívida pública tenha descido em 2017 para o nível mais baixo em cinco anos (126,2% do PIB), continua a ser perigosamente elevada.

Este contexto será gerível se os juros não subirem muito, nem demasiado depressa. É o que tentarão fazer, a todo o custo, os bancos centrais, que terão a difícil missão de conter as pressões inflaccionistas sem arrefecer demasiado a economia. 

Mas reduzir a dívida nunca foi prioridade para o actual governo que preferiu beneficiar as suas clientelas . Está a chegar a factura.

 

 

O crescimento está de volta na Europa

Pela primeira vez em muitos anos o crescimento na Europa é superior ao dos Estados Unidos . Isto vai levar à retirada dos estímulos do BCE (compra de dívida) . Fica a inflação que ainda não chegou aos 2% objectivo do banco central europeu.

Assim, prevê que o processo de retirada de estímulos seja anunciado em Setembro e comece a ser executado em Janeiro. O que vai ter fortes consequências nos próximos dez anos .

As taxas de juro estão historicamente baixas mas vão ter que crescer . E como investir num cenário de mais crescimento, subida da inflação e menos apoio do banco central? "Comprar imobiliário na Península Ibérica".

Nos USA funciona

As Agências de Rating - as 3 maiores são americanas - aqui na Europa brincam às classificações. Hoje, li por aí, uma delas até diz que não melhora o "ranking" de Portugal porque o país está em ano de eleições. Quer dizer até a democracia já é um empecilho. Mas nos USA a coisa fia mais fino :

A Standard & Poor’s (S&P), uma unidade da McGraw Hill Financial, vai pagar 1,375 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) para, no seguimento de professos judiciais em que era acusada de intrujar investidores, ao esconder os verdadeiros riscos das obrigações suportadas por crédito imobiliário, que estiveram na base da crise financeira iniciada em 2008, avançou o Departamento de Justiça.

O estado accionou a justiça há dois anos e já aí temos o resultado. Como é costume por aquelas bandas, e ainda antes de irem a julgamento, as partes entraram em acordo para fixar a indemnização. E há gente da alta finança presa. Por cá, uma qualquer caução resolve o assunto.

BOAVENTURANÇAS

Vem aí a III Guerra Mundial unilateralmente desencadeada pelos USA e apoiada pela Europa. Porquê? Porque o Ocidente furtou-se à chantagem dos produtores de petróleo, onde estão países tão sérios e justos como a Rússia, Angola, a Venezuela e os "nababos" da "OPEP".

Os USA, que andam a desenvolver a tecnologia do "petróleo do xisto" desde 1947, imperialistas como são, baixaram o preço do crude para 60 dólares o barril, o que derrota inapelavelmente os países bem-aventurados. E, isso, é inadmissível querem lá ver.

Então a Guerra terá como teatro operacional a Europa - basta ver o governo fantoche pró-europeu de KIEVE, na Ucrânia e o afastamento da Turquia . O seu alvo principal é a Rússia e, indirectamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. O Presidente Obama pode agora adoptar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação à Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, a Europa é um participante activo, ainda que subordinado aos EUA, e assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.

Agora que o declínio do Ocidente era irreversível estragam tudo com uma guerra nuclear. Não se faz.

A maior economia do mundo cresce 5%

Enquanto todas as outras tardam em reagir, a economia dos USA já cresce a 5% .  É uma boa notícia porque tem um efeito de arrastamento a nível global como nenhuma outra. Desde logo porque é o principal mercado para as exportações da Europa.

A Reserva Federal tomou as medidas que se impunham e que o BCE tarda em implementar. Aumentar a liquidez não chega e manter os juros baixos não tem ajudado nem à retoma da economia nem à fuga da deflação. É com muita expectativa que se esperam as novas medidas especialmente a de compra de dívida soberana.

Falta agora a Alemanha abrir os cordões à bolsa e aumentar o poder de compra dos seus cidadãos para incrementar o consumo interno que, por sua vez, puxará pelas exportações dos países europeus. Incluindo Portugal que tem naquele país um dos seus mais importantes mercados de exportação.

Cuba não quer afundar-se com o colapso da Venezuela

20% do PIB de Cuba depende da ajuda da Venezuela. Apesar do imenso petróleo, a Venezuela está prisioneira de um conglomerado de interesses que mantém o povo venezuelano na miséria. São esses 300 000 barris diários de petróleo que os USA, a um preço não superior a 60 dólares , querem fornecer. E Cuba não quer ir para o fundo com o colapso da Venezuela.

A presente decisão de Cuba é um sinal claro que o Partido Comunista, as forças armadas e os serviços secretos cubanos concluíram que a Venezuela está a caminho do desastre. A sobrevivência do regime cubano dependeu sempre do apoio financeiro externo. Moscovo desempenhou esse papel na fase da "guerra fria". Seguiu-se a Venezuela.

Na próxima década USA, Canadá e México vão criar um gigante energético a nível mundial e uma área comercial e económica ainda mais integrada. O poder de atracção e influência desta área geográfica será enorme. O Partido Comunista Cubano está a tentar criar um modelo económico que encoraje o investimento e a actividade privada para garantir o seu monopólio político tal como aconteceu na China. Havana aproxima-se de Washington para tentar imitar Pequim.

PS : Paz e Guerra - Expresso

Cubanos ansiosos por Coca-Cola e McDonald's

Cuba é um país extraordinariamente pobre. "“A vida aqui é mesmo muito difícil. Em particular, espero que melhore a comida que vemos aqui chegar, se houver comércio com os EUA. Neste momento, até as cebolas se tornaram um luxo.”

Mas quem estiver à espera da chegada do primeiro McDonald’s talvez faça melhor em sentar-se: Cuba é um país pobre, onde as pessoas não têm dinheiro para extras, como um hamburger ao lanche.

Para perceber quão pobre Cuba é em relação aos EUA: o produto interno bruto cubano, diz o Banco Mundial, com dados relativos a 2011, é de 68 mil milhões de dólares. Isto é o mesmo valor que os EUA produziram nesse ano durante um dia e meio, de acordo com dados compilados pela Bloomber.

E para aqueles que não sabem ou não lhes interessa saber, Portugal, um dos mais pobres países do euro tem um PIB de 170 mil milhões de euros para uma população aproximada.

Cuba abre-se à democracia

Após meses de intensas negociações entre Cuba e os USA com intermediação do Vaticano chegou-se ao reatamento diplomático interrompido por 50 anos.

Após a saída de cena de Fidel, Raúl Castro tem dado pequenos passos na direcção da liberalização do regime. Não pode ir muito mais além sem ajuda externa, que lhe chegará, com uma maior abertura aos países do continente americano. Onde há democracias, mais à esquerda ou mais à direita mas democracias. Ora não vai ser todo um continente a converter-se.

O regime de partido único não se aguentaria após o inexorável desaparecimento da geração que lutou na Sierra Madre contra Baptista. É necessário colocar o país em posição de, chegado o momento, reunir as condições mínimas para implementar um regime liberal, pluripartidário e de economia de mercado. Exigem-no todos quantos ambicionam uma vida melhor e que de uma forma ou outra já a experimentaram. Ou em contacto com os milhões de turistas que já visitaram a ilha ou em experiências em países irmãos .

Tal como aconteceu com a ex-URSS e a China, só para falar nos dois maiores, o desenvolvimento vai acelerar com a liberalização da economia. Única forma de tirar os respectivos povos da miséria.

 

O acordo de livre comércio entre os USA e a UE

De uma importância estratégica para ambos os lados do atlântico. Trata-se, é bom de ver, de um dos desafios estratégicos mais decisivos que a Europa enfrenta e do qual dependerá, em boa medida, o seu lugar no mundo. Trata-se, do ponto de vista nacional, de uma nova oportunidade que nos é dada para conseguirmos tirar partido da globalização, em vez de sermos apenas vítimas. A indústria automóvel vê-se hoje obrigada a construir dois BMW diferentes: um para passar no teste americano e outro no teste europeu. Deixaria de ter de o fazer. Além disso, a Europa poderia resolver um dos mais sérios problemas de competitividade das suas empresas, que é o custo da energia (mais 30% do que na América). Os EUA são hoje a maior potência energética do mundo (ninguém deu por isso, mas é verdade).

E a nossa posição geográfica põem-nos no centro deste imenso mercado - UE/USA - o que daria um impulso extraordinário ao crescimento económico e à criação de emprego nos dois lados do Atlântico.