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BandaLarga

as autoestradas da informação

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UE : mais democracia, mais liberdade, maior desenvolvimento económico

O resultado ao fim destes 68 anos :   tem sido um projecto de inegável sucesso associado a mais Liberdade, a mais Democracia e a maior desenvolvimento económico.

Acima de tudo, sucesso pela expansão da Democracia a quase todo o continente europeu.

O alargamento da UE foi um agente desta difusão que permitiu democratizar os países do chamado centralismo “democrático”, em que tudo era centralismo e nada era democrático.

Isto é muito importante porque o centralismo, especialmente a partir de um certo grau, torna-se um inimigo da Liberdade e da Democracia.

Dito de outra forma, Liberdade e Democracia são sinónimos de sociedades descentralizadas, em que cada um de nós tem autonomia para viver conforme quer, para participar na comunidade e para expressar as suas vontades e preferências.

É na descentralização que se baseia a Democracia, e é na Democracia que se baseia a Paz que a parte ocidental do continente europeu teve nos últimos 68 anos.

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A União Europeia é um antídoto eficaz contra a guerra

Porque a torna inútil . Em conjunto os países europeus podem conseguir o que nenhum conseguirá sozinho.

A União Europeia não tem a forma política de um Estado, mas é supranacional e tem uma potência superior a cada um dos Estados que a integram. É esta potência superior que faz da União Europeia a plataforma de cooperação de Estados democráticos que lhes permite realizar, em conjunto, o que nenhum deles poderia concretizar isoladamente. Antes de poder ser federação ou império, a União Europeia é um dispositivo político que oferece a cada Estado-membro um suplemento de recursos e de poderes que antes só poderiam ser obtidos pela conquista e pela guerra. A União Europeia é um antídoto eficaz contra a guerra na Europa porque a tornou inútil: é mais fácil e mais seguro obter recursos e poderes pela cooperação institucionalizada e regulamentada do que pela guerra.

A União Europeia é antes de tudo um processo de paz

O ex presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso em recente entrevista colocava a questão. A União Europeia depois de sofrer duas guerras onde morreram milhões de pessoas é, antes de tudo, um processo de paz que visa evitar uma terceira guerra na Europa. E há setenta anos que a paz é uma realidade na Europa.

Como é que se pode estar contra ? Por razões ideológicas é razoável virarmos as costas aos outros países europeus e juntarmo-nos a países não europeus que não comungam das mesmas preocupações e objectivos ?

É que se as duas guerras anteriores resultaram, a primeira em 30 milhões de mortos e a segunda em 50 milhões a terceira, a surgir, com a Alemanha nuclear, bem como a França e a Inglaterra seria literalmente o fim do velho continente.

Claro que este processo de paz faz-se nos vários sectores da governação com medidas que não são mais que instrumentais. A Democracia liberal. A Economia social de mercado. O estado Social. O Estado de Direito. Há quem não goste mas 80% dos cidadãos europeus é assim que vota.

Por outro lado no mundo global actual só com a dimensão da União Europeia ( 400 milhões de pessoas) pode a Europa ombrear com os USA, a China, a Rússia e outros países bem maiores que o maior dos países europeus sozinho.

É incompreensível que a ideologia passe por cima da realidade . Para sobreviver a Europa tem que estar unida e entender-se.Não há outro caminho.

A imagem da União Europeia é a mais positiva de sempre

O povo sabe muito bem o que quer . E quer a União Europeia. 

A imagem da União Europeia (UE) está em alta entre os europeus, revela o mais recente Eurobarómetro, com um valor recorde de 68% de inquiridos a considerar que é benéfico para o seu país pertencer à Europa dos 28. Em Portugal a percentagem é ainda mais elevada: 78%.

Bem podem os anti-UE agitar os seus papões .

Só se PCP e BE se converterem à Nato e à União Europeia

Os dois partidos da esquerda parlamentar para entrar no governo teriam que se converter à NATO, à União Europeia e ao Euro.

"Colocar-se-ia a questão de saber se o PCP poderia ter a pasta da Defesa Nacional ou se o Bloco de Esquerda podia ter o lugar de ministro dos Negócios Estrangeiros. Isso implicava da parte desses partidos um compromisso que não existe neste momento. Mas a vida é assim, todos podem mudar",

Poder, podem, mas não é o caso.

A Democracia Cristã e a Europa

A democracia cristã, e a Europa.

Há 67 anos atrás era assinado o tratado de Paris. Nele nascia a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço.

Os seus seis estados fundadores são sobejamente conhecidos, República Federal Alemã, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França e Itália. Foi a primeira organização supranacional no âmbito europeu e que mais tarde culminou na origem da integração europeia e na UE. O berço da União Europeia estava ali criado.

Talvez não tenha sido muito notado, mas os seis ministros dos negócios estrangeiros que assinaram o tratado em 1951, eram membros dos respectivos partidos, democratas-cristãos de inspiração liberal.Todos eles. Os três estadistas dominantes Alcide de Gasperi, Konrad Adenaeur e Robert Schuman, lideravam respectivamente a Itália, a Alemanha e a França. Não foram os socialistas, muito menos os comunistas os responsáveis pelo nascimento da Europa tal como a conhecemos. Aliás, nessa mesma altura foi realizada uma pressão tremenda para o Reino Unido ratificar o tratado, mas o Partido Trabalhista recusou sempre com clareza. Herbert Morrison declarou mesmo “ (...) não é boa não podemos aplica-la, os mineiros de Durham não a vão aceitar”. Os interesses corporativos dos velhos sindicatos industriais determinaram a decisão do Partido Trabalhista.

É curioso e também pouco conhecido, que algo semelhante já tinha sido tentado em 1926. Sim, já em 1926 circulava a ideia de um acordo entre países europeus, sem barreiras e sem tarifas alfandegárias. Chegou inclusive a ser assinado um pacto internacional entre a França, Alemanha Luxemburgo, Bélgica e a região do Sarre (então autónoma). O grande impulsionador era então o primeiro-ministro alemão, Gustav Stresemann, também ele democrata-cristão, monárquico.

A UE tem muitos defeitos, sem dúvida, mas tem ainda mais virtudes. Essencialmente três na minha opinião. Paz duradoira, livre comércio/circulação de bens, mercadorias, capitais e pessoas e a moeda única (o que seria de nós sem o euro na crise pós-2008, pensem nisso). Para os que desvalorizam a questão da paz, relembro apenas que a Europa não tem memória de um período de paz tão longo. São 73 anos desde o final da II Guerra. Temos de recuar até à queda de Napoleão, e o congresso de Viena de 1814/1815 que teve como principal arquitecto o génio do príncipe austríaco Metternich e que se traduziu num período de paz entre 1814 e 1914, mas teve pelo meio uma violenta guerra, a Guerra da Crimeia (1853-1856)

A UE pode e deve ser melhorada. Muito. Terá até competências a mais em algumas matérias, como por exemplo a determinação das pautas aduaneira. Mas a UE não deixa de ser um grande projecto que contribuiu e contribui, para a melhoria da qualidade de vida de 500 milhões de cidadãos europeus e no final do dia, isso é o que me interessa. Que as pessoas vivam melhor.

 
 

Não há como ter um adversário externo para uma maior coesão

Trump está a fazer o papel de idiota útil . Vai adiantando ameaças à União Europeia o que leva esta a tomar medidas mais rapidamente . Agora é a defesa.

A UE enfrenta atualmente os desafios de um novo contexto geopolítico, fortemente condicionado pelo desejo expresso do Presidente norte-americano, Donald Trump, de reduzir o envolvimento dos Estados Unidos na defesa da Europa. Um Fundo Europeu de Defesa deverá ser criado em 2019 para desenvolver as capacidades militares dos Estados-membros e promover a independência estratégica da UE.

Em paralelo, Paris iniciou com oito parceiros um grupo de intervenção europeu capaz de conduzir rapidamente uma operação militar, uma evacuação de um país em guerra ou de prestar assistência em caso de uma catástrofe natural. Novas medidas para "fortalecer as iniciativas de defesa comum" serão propostas "nos próximos meses", precisou uma fonte da equipa de Macron, citada pela agência noticiosa francesa France Presse (AFP).

Com o Brêxit ( Reino Unido) e os USA a pressionarem a União Europeia não será só na área da defesa que as medidas serão tomadas mais rapidamente. Também nas relações comerciais a Europa perceberá que só em conjunto e com objectivos estratégicos comuns poderá responder capazmente.

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida

E, sim, é na Europa : A verdade, e os números não mentem, é que a tão criticada União Europeia continua a ser um (relativo) oásis em termos de justiça social. Um artigo recente do Guardian resume a questão: “parte da esquerda refere a UE como um veículo para políticas económicas neoliberais, parte da direita acusa-a de ser um monstro administrativo ineficiente”. Num Mundo em que a globalização e a digitalização são acusadas de criar desigualdade, lê-se, as políticas dos dois grandes blocos económicos provam que ela não é uma fatalidade e pode ser contida. Foi-o na Europa e só na Europa. Ao rejeitar a filosofia de Reagan e Thatcher de libertação da economia de qualquer controlo, mantendo a regulação como fiel da balança do comportamento dos mercados e seus operadores; ao assegurar a liberdade de circulação dos factores da economia transformando 28 mercados num único mercado interno; ao proteger os sistemas de segurança social como a sua própria razão de ser; ao usar os fundos estruturais para garantir níveis razoáveis (ainda que insuficientes) de convergência das zonas pobres e ricas da União; ao assegurar uma educação de qualidade e tanto quanto possível livre e gratuita, a UE evitou que a sua “economia de mercado” se transformasse numa “sociedade de mercado”. E impediu que a desigualdade, como um cancro, minasse o essencial do seu “fabrico social”.

PS, PSD e CDS aprovam defesa europeia

PCP e BE não. As divergências são cada vez maiores. Partidos pró-europeus de um lado .

Não será constituído um exército europeu nem uma especialização por país. Haverá uma maior integração e complementaridade na defesa comum europeia. Mais um passo de gigante rumo a uma União Europeia mais coesa e solidária.

PSD e PS , bem como o CDS, consideravam o mesmo: que era fundamental que Portugal integrasse o bloco inicial dos Estados-membros que estão a favor do impulso sobre a defesa europeia, mas com as reticências de que este novo empenho não podia redundar nem num Exército Comum, nem na especialização de valências das Forças Armadas.

O projeto da resolução do PSD foi entregue ainda a 20 de novembro, o do projeto do CDS foi entregue ainda a 24 de novembro. Neste mesmo dia foram também entregues os projeto do BE, e do PCP, que recomendam a não adesão de Portugal à CEP. A dos Verdes, igualmente contra a entrada de Portugal, foi admitida no dia 30.

E que não seja feita à custa dos dinheiros dos fundos de coesão.