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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida

E, sim, é na Europa : A verdade, e os números não mentem, é que a tão criticada União Europeia continua a ser um (relativo) oásis em termos de justiça social. Um artigo recente do Guardian resume a questão: “parte da esquerda refere a UE como um veículo para políticas económicas neoliberais, parte da direita acusa-a de ser um monstro administrativo ineficiente”. Num Mundo em que a globalização e a digitalização são acusadas de criar desigualdade, lê-se, as políticas dos dois grandes blocos económicos provam que ela não é uma fatalidade e pode ser contida. Foi-o na Europa e só na Europa. Ao rejeitar a filosofia de Reagan e Thatcher de libertação da economia de qualquer controlo, mantendo a regulação como fiel da balança do comportamento dos mercados e seus operadores; ao assegurar a liberdade de circulação dos factores da economia transformando 28 mercados num único mercado interno; ao proteger os sistemas de segurança social como a sua própria razão de ser; ao usar os fundos estruturais para garantir níveis razoáveis (ainda que insuficientes) de convergência das zonas pobres e ricas da União; ao assegurar uma educação de qualidade e tanto quanto possível livre e gratuita, a UE evitou que a sua “economia de mercado” se transformasse numa “sociedade de mercado”. E impediu que a desigualdade, como um cancro, minasse o essencial do seu “fabrico social”.

PS, PSD e CDS aprovam defesa europeia

PCP e BE não. As divergências são cada vez maiores. Partidos pró-europeus de um lado .

Não será constituído um exército europeu nem uma especialização por país. Haverá uma maior integração e complementaridade na defesa comum europeia. Mais um passo de gigante rumo a uma União Europeia mais coesa e solidária.

PSD e PS , bem como o CDS, consideravam o mesmo: que era fundamental que Portugal integrasse o bloco inicial dos Estados-membros que estão a favor do impulso sobre a defesa europeia, mas com as reticências de que este novo empenho não podia redundar nem num Exército Comum, nem na especialização de valências das Forças Armadas.

O projeto da resolução do PSD foi entregue ainda a 20 de novembro, o do projeto do CDS foi entregue ainda a 24 de novembro. Neste mesmo dia foram também entregues os projeto do BE, e do PCP, que recomendam a não adesão de Portugal à CEP. A dos Verdes, igualmente contra a entrada de Portugal, foi admitida no dia 30.

E que não seja feita à custa dos dinheiros dos fundos de coesão.

Nem mesmo nos tempos da Troika estivemos tão mal classificados

Novos dados do Eurostat revelam que Portugal desaponta nos rankings europeus do crescimento do primeiro semestre.

A economia portuguesa é das que menos surpreendem pela positiva quando comparada com rivais como Croácia, Bulgária, Lituânia, Letónia, Eslovénia, Polónia, Roménia, República Checa ou Estónia.

Só não estaremos na cauda da UE porque há estados mais pobres que estão prestes a entrar ( os sucessos ex-socialistas). A confirmar-se o cenário traçado por Bruxelas Portugal cairá de 19º para 20º, uma posição que jamais ocupou no ranking do desenvolvimento da UE nem mesmo nos tempos da Troika.

Que o diga a República Checa, um país com 10 milhões de habitantes que era mais pobre que Portugal há uma década, mas que agora já vale 114% do PIB per capita português. E o avanço promete dilatar. Só no primeiro semestre de 2017 conseguiu impor um ritmo de crescimento três vezes superior ao português.

Claro que depois a culpa é do PEC IV... mas com o corte feito no investimento não poderia ser de outra maneira.

PS : Expresso

Portugal e União Europeia estão numa relação

A economia melhora, o desemprego baixa e 74% dos portugueses aprovam a integração de Portugal no Euro.

“Há um aspeto estrutural/demográfico que será relevante. Já temos esta moeda há 15 anos, as pessoas que hoje são inquiridas conhecem o euro há bastante tempo. Eventualmente, alguns nem se lembram do escudo ou nunca o usaram”, refere Filipe Garcia, da consultora IMF.
 
“Apesar dos altos e baixos que teve, o euro é um projeto genericamente bem conseguido, veio trazer estabilidade, aumentou o poder de compra e a abertura ao exterior. Se as coisas agora estão melhor, as pessoas tendem a aprovar o que têm. É natural.”
 

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A gargalhada que aos portugueses apetece

Aos portugueses apetece um grande gargalhada. A chantagem de Bruxelas é agora a determinação da geringonça. A austeridade de Passos é agora a sustentabilidade das contas. O controlo do défice que nos empobrecia é agora um objectivo estratégico sem o que não conseguiremos pagar a dívida .

Quando Portugal melhora à boleia de toda a Europa é mérito do governo . Quando o governo ( do PS) faz tudo o que é necessário para o país se manter na União Europeia e na Zona Euro, a extrema esquerda aponta o dedo à derrota de Bruxelas.

Não me queixo, sempre estive com a Europa e sei bem que após anos de austeridade só pode vir o crescimento ( ainda poucochinho) . Quem bateu no chão só pode subir. Mas o governo e seus compinchas acham que o mérito é terem devolvido uma pequena parte dos rendimentos enquanto subiam os impostos indirectos ( mas são as exportações malvadas que nos estão a tirar da situação). Tirar com uma mão o que se dá com a outra. Jogar a curto prazo rezando para que nada aconteça a longo prazo.

Enquanto isso, após ano e meio de governo PS, continuamos no "lixo" para onde o governo de Sócrates nos atirou. Alguma vez havemos de sair, não ?

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Estar na Zona Euro dá uma cidadania de primeira classe

Portugal por pertencer à Zona Euro é um dos países que integra o núcleo duro da União Europeia.Tem um estatuto de primeira classe.

Tudo na economia tem custos e benefícios. Por um lado, Portugal claramente beneficiou de estar no euro. E de estar na UE. Portugal foi um dos países que mais beneficiou tanto em termos dos fundos que recebe da União como em termos de acesso aos mercados europeus. Portugal é um país com salários relativamente baixos, que pode produzir produtos de alta qualidade. Também beneficiou de estar na zona euro. Primeiro porque facilita o investimento em Portugal. Tornou mais fácil para os cidadãos e para os bancos portugueses pedir empréstimos. E pedir empréstimos não é necessariamente uma coisa má. Pedir demasiado dinheiro é que é mau. Tornou-se claro com o tempo que fazer parte da zona euro é fazer parte do núcleo duro da UE. Por isso tem sido positivo para Portugal. No entanto, há uma desvantagem maior, que é quando a crise chega, Portugal não pôde fazer o que todos os manuais dizem para fazer: desvalorizar a moeda. A realidade confirmou nos últimos dez anos a importância de uma taxa de câmbio como ferramenta de política económica.

E se o projecto da União Europeia não falhar ?

A extrema esquerda e a extrema direita defendem causas comuns principalmente no que à União Europeia diz respeito. Em Portugal e em França isso é evidente.

Por cá Joana Mortágua abandona-se ao desejo de o projecto europeu falhar. Em França, Mélenchon, quer convencer-nos que votar em Macrom ou em Le Pen é a mesma coisa. Estar contra o projecto europeu não pode ser mais diferente do que apoiá-lo. E é isso que acontece com os dois candidatos que passaram à segunda volta. O que acontece é que o candidato comunista francês também está contra a União Europeia.

E aí estão, a extrema direita e a extrema esquerda do mesmo lado numa questão fundamental. E se o projecto da União Europeia não falhar ? Como é que a esquerda vai resolver a questão se não se envolver participando de forma positiva no sucesso ?

Vai deixar-se acantonar juntamente com a extrema direita nacionalista, antidemocrática e xenófoba ? 

No BE, Miguel Portas nunca foi contra a União Europeia para só falar no seu caso. No PCP, o seu pensamento político não evolui pelo que se fica pela coerência doutrinal mesmo que desfasada da realidade.

Uma coisa é certa . Quem tem por companhia Le Pen está de certeza errado .

Uma submissão que garante a nossa sobrevivência

O país está ligado à máquina de imprimir moeda do BCE . Esta submissão é boa. Se não fosse esta submissão já teríamos entrado em colapso. É com ela que garantimos a generosa ajuda do Banco Central Europeu .

Numa triste e envergonhada entrevista o chefe da bancada parlamentar do PCP disse que Portugal devia deixar a União Europeia e o Euro e juntar-se ao Brasil, Rússia , Índia, e China ( Os chamados BRIC) . Por razões geográficas e de riqueza não será . Poucos conseguirão encontrar uma razão das muitas que preenchem a cabeça do jovem comunista . Que ele não revela .

Apontar o Brasil como uma prioridade tem pouco de imaginação já que os portugueses a descobriram há mais de 500 anos. Palpita-me que apontar o Brasil como uma prioridade é para adoçar a pílula . Quanto aos restantes o que se esperaria é que primeiro resolvessem os graves problemas que os seus povos enfrentam . Devemos exportar para lá porque são mercados gigantes ? Já o fazemos e não precisamos de voltar as costas à União Europeia .

A intenção dos comunistas ao querer sair da União Europeia é tão só trocar de submissão, para utilizar a sua narrativa. Deixar o mundo livre e juntarmo-nos ao mundo comunista. Ficava bem ao PCP e ao BE dizer a verdade aos portugueses.

Quando PCP e BE apresentarem um país comunista com sucesso económico e de amplas liberdades cívicas e políticas talvez não tenhamos de ler entrevistas tão penosas.

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Quem é que mentiu aos Ingleses ?

O Brexit levanta enormes problemas . O primeiro é que o Reino Unido não pode ficar numa situação que seja mais favorável do que as dos membros efectivos da União Europeia. Quer dizer, o Reino Unido não pode esperar poder " escolher as cerejas " . Deixar o osso e ficar com o lombo .

O mesmo povo que votou o Brexit é o mesmo que pensa como segue no gráfico seguinte :

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 Quem é que andou a mentir a esta gente para votar na saída ? Este processo do Brexit e este gráfico mostram aonde pode chegar o populismo dos "farage" deste mundo, como Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Uma maioria absoluta de votantes ingleses espera manter-se com várias ligações à União Europeia . Os mesmos que votaram pela saída, aliás, bem menos que os que se mostram agora favoráveis à União Europeia. 

O Brexit vai ser uma vacina para os povos que tanto beneficiam com a União Europeia e com a Zona Euro . E as gerações mais jovens que votaram maioritariamente pela permanência terão a sua oportunidade de voltar quando as gerações mais velhas desaparecerem .

É verdade que em democracia a base é "um homem um voto " mas os mais velhos não devem cortar horizontes aos mais novos. O Brexit é uma machadada na esperança e nos horizontes dos mais novos por quem já cá não estará.

Contra mim falo .