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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Para a Turquia a solução é a União Europeia

O Presidente da Turquia nem quer ouvir falar da solução apresentada pelo Presidente francês Uma parceria com a UE .

"A UE bloqueou as negociações sobre a adesão e transmite a ideia que o impasse nas negociações é por nossa causa. É uma injustiça, assim como é o facto de certos países da UE avançarem com outras propostas alternativas à adesão", criticou Erdogan.

 No início de janeiro, o presidente francês, Emmanuel Macron, propôs ao chefe de Estado turco uma "parceria" com a União Europeia, em vez da adesão.

"Nós desejamos uma plena adesão à UE. As outras opções não nos satisfazem", insistiu Erdogan.

Alguém diga a Erdogan que para se ser membro da UE é preciso ser uma democracia com prevalência do Estado de direito.

Todos querem entrar para a UE mas nem todos querem cumprir as regras.

Um bom acordo Brexit pode ser a solução para a Turquia e Ucrânia

União Europeia não pode continuar a alargar-se sem que primeiro consolide o que já tem. Há muitas nações saídas da ex-URSS que anseiam entrar na UE. A sua dimensão não é factor impeditivo mas no que à Turquia e à Ucrânia diz respeito a coisa muda de figura.

A Turquia com os seus 80 milhões de habitantes no seio da UE passaria a ser o segundo país com mais deputados em Bruxelas logo após a Alemanha. A Turquia da Democracia frágil, dos golpes militares , da sociedade islâmica, do Presidente pode tudo.

A Ucrânia é também um enorme país com problemas políticos, sociais e económicos que pesam e com uma relação próxima embora beligerante com a Rússia

Uma hipótese para a UE responder a estes desafios, já que a sua integração levanta inúmeros problemas, é aplicar-lhe os acordos que resultarem do Brexit. Não pertencer à UE mas ter uma ligação estreita que permita soluções intermédias enquanto o tempo vai limando os pontos mais agrestes e permitir maior aproximação.

A União Europeia é uma força centrípeta que arrasta os países europeus e os da região mais próxima com as suas capacidades e horizontes alargados. Fechar a porta não é solução mas abri-la de par em par também não, pelo menos em casos muito bem determinados. . Mantê-la entreaberta é mais seguro e mais sensato.

Os países não se deslocam nem vão na cantiga de sereia dos que querem destruir a UE em nome de uma ideologia que não oferece alternativa.

Até o Brexit que começou por ser um problema pode ser uma oportunidade .

A vitória da UE e da Zona Euro é uma pesada derrota para a extrema esquerda

Cumprem o Tratado Orçamental, reduzem o défice e fazem a gestão da dívida . A economia cresce apesar disso, ou por isso mesmo. Fazem, afinal, tudo o que consideravam impeditivo de obter os avanços.

Dos vinte oito países , vinte e sete crescem e saem da crise. Alguns saem com uma visão de longo prazo, são os que evitarão a próxima crise. Infelizmente não é o que se passa com Portugal. E claro, já hoje sabemos que esta governação manterá Portugal a divergir, a empobrecer face à média europeia.

Por cá vamos embalados pelo crescimento da Europa ( as exportações) ao contrário do que dizia o governo ( que assentava a sua estratégia na procura interna) e pelo programa de compra do BCE que mantém os juros baixos.

Face a esta situação o BE manda uns mimos ao PS que retribui e o PC diz que não há mais solução conjunta. Pudera, engolem sapos e a Europa, o seu inimigo de estimação, desmente-os em toda a linha.

Os que passaram e passam a vida a atacar a UE e a Zona Euro estão assim nesta situação paradoxal. Apoiam a governação pró-Europa do PS . Têm conseguido colocar areia na máquina e prejudicar o processo mas, no essencial, o que previam não aconteceu.

E o PS, pela voz do seu presidente, Carlos César, já veio dizer que não quer ser confundido com o BE e com o PCP e que o melhor mesmo é o PS obter uma maioria absoluta. 

E nas sondagens, na altura em que a economia cresce e há devolução de rendimentos, nem o PS obtém maioria absoluta nem BE e PCP capitalizam em votos o quer que seja e o governo tem nota negativa. 

Para os anti-UE é uma pesada e amarga derrota embora nos queiram fazer pensar o contrário. Até à próxima crise, em que voltarão à carga, de mãos livres e a fazer o que sabem fazer - protestar -  vão ter uma passeata no deserto.

Quanto aos que estão ao lado da Europa e da Zona Euro estão onde sempre estiveram. A favor e a apoiar uma obra política e social que manterá a Europa na primeira linha mundial.

Uma pesada derrota para aqueles que querem Portugal orgulhosamente só. 

Duas mensagens a reter do Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal:

1ª) A economia e o emprego vão continuar a crescer em Portugal até o final de 2020, puxados pela recuperação do investimento e por uma procura externa favorável.

2ª) No final de 2020 a distância entre o rendimento médio dos portugueses e a média da zona euro será superior à que era no início do século.

Esta é também a grande derrota das políticas do governo - continuaremos na cauda da Europa e a empobrecer face à média da zona euro.

Tudo poucochinho como António Costa nos habituou.

 

 

 

A longa depressão do Euro está a acabar

Foi manifestamente exagerado o anúncio da morte do Euro, bandeira do PCP e do BE, que perderam em toda a linha.

Não só apoiam um governo que no essencial cumpre as regras do Tratado Orçamental como agora vêem o ministro das finanças do governo em que participam ser nomeado presidente do Eurogrupo.

É difícil ter maior derrota. O Euro e a Zona Euro estão economicamente a crescer, o sistema financeiro está controlado, os países sob programa estão a sair da recessão, os juros estão historicamente baixos . Sobram as dívidas que já pagam juros mais (muito) baixos, o crescimento da economia absorve uma parte e o programa de compra do BCE garante a sustentabilidade de todo o sistema.

O próximo ano vai ser um ano de reformas no sistema bancário, na fiscalidade e no aprofundamento da solidariedade entre países. Macron, presidente da França, já colocou em cima da mesa a possibilidade de se avançar para a mutualização da dívida (mas só da futura).

Entretanto, Tony Blair ex-primeiro ministro do Reino Unido, face aos problemas que o seu país sente com o Brexit, vem propor novo referendo, sustentando que o querer do povo não é imutável . E 50% do povo do UR concorda com novo referendo.

O caminho para mais profunda integração faz-se caminhando e, a longa depressão, que capturou a Europa foi um banco de ensaio que deu experiência e resiliência. A União Europeia e a Zona Euro estão agora mais capazes e interessadas em responderem com mais eficácia e mais rapidamente aos problemas que uma tão extraordinária obra política, social e económica sempre colocará .

Uma obra que envolve 600 milhões de pessoas em 28 países e com mais uns quantos a prepararem-se para entrar não se faz linearmente sem dificuldades e momentos menos bons.

Os eurocépticos e os que por razões ideológicas lutam contra vão estar os próximos dez anos a admirar a construção da obra gigante. Isso está assegurado e o futuro é promissor.

As notícias da morte da Europa e do Ocidente foram francamente exageradas

Ao contrário do que diziam as aves de mau agoiro o que se verifica é o reforço da União Europeia.

A vaga de fundo anti-europeia, nacionalista e populista, que se começou a formar nas brumas distantes da velha Albion e parecia ir invadir o continente, país a país, eleição após eleição, afundou-se nas margens sólidas do bom senso e da moderação.

Há um ano, o Reino Unido decidiu abandonar o grupo dos 28, por manifestamente não querer continuar a ser membro de um clube que o aceita como membro. Na Áustria, na Hungria, na Polónia, mas também em Itália, mas com força na Holanda, mas sobretudo em França, mas talvez na Alemanha, a longa germinação dos fantasmas nacionalistas começava a dar frutos e anunciava, sem pudor nem tibiezas, o fim do sonho da integração europeia.

As eleições holandesas correram melhor do que se pensava; a catástrofe anunciada nas eleições francesas não se confirmou; Itália não se dilacerou na ponta das estrelas; e o “brexit”, quase seis meses após o pedido de saída, ainda não deixou os blocos de partida e o abandono britânico da União cada vez menos parece vir a ser uma coisa boa para quem quer que seja.

As notícias da morte da Europa e do Ocidente foram francamente exageradas.

Quanto às eleições alemãs, elas podem ser a confirmação de Merkel como a grande política europeia do início do século XXI

O governo não se deixou contaminar pelo PCP

E o próprio BE está bem longe do PCP e das suas posições antidemocráticas . O que é bem visível nas suas posições em relação à Venezuela. Mais tarde ou mais cedo esta clivagem profunda estará em cima da mesa . E quais serão as consequências ?

Governo e BE alinham ao lado das posições da UE não só nesta caso mas também, aqui e ali com pequenas nuances, no geral . Pode o PCP manter o apoio político ao governo quando as divergências são tão evidentes ? E presentemente em que a UE e a Zona Euro ganham músculo podem os comunistas manter a sua posição quanto à pertença do espaço europeu ?

Este tipo de divergências desgastam o governo? 

A minha questão não é se desgastam... O que acho é que, à partida, limitam a possibilidade de sucesso de uma solução política desta natureza e retiram sempre alguma energia a uma solução governativa em que o partido do governo está dependente - não para estas coisas, mas para muitas outras - de partidos, como é o caso do Partido Comunista, em relação ao qual nós temos divergências profundíssimas. Não são divergências de pormenor. Mas isso não é nada de novo. Já se sabia que ia ser assim. ( Francisco Assis)

Cresce a economia e o emprego na Zona Euro e na UE

E o PIB da UE ( 28 estados) cresceu 2,2% no 2º trimestre e na Zona Euro cresceu 2,1%. Os que andaram todos estes anos a desejarem a saída do país da Zona Euro calaram-se. E crescer acima de 2% quer dizer que o emprego também aumenta como se disse aqui. Vem nos livros.

É o maior crescimento desde 2011. As políticas de contenção do défice afinal estão a dar resultados.

Portugal com a sua reduzida dimensão e uma economia muito aberta ao exterior vai por arrasto. E a Grécia que estava bem pior que nós também está a sair da crise e a aproximar-se da média europeia depois de pacotes sucessivos de contenção orçamental. Num caso e noutro o turismo é o motor.

Todos a crescer. Terá isto a ver com a habilidade de António Costa ?

Tal como na economia também no emprego vamos à boleia

Na União Europeia foram criados 10 milhões de postos de trabalho desde 2013. Com mais de 234 milhões de pessoas empregadas, o emprego na UE nunca registou valores tão elevados, ao mesmo tempo que o desemprego regista o seu nível mais baixo desde Dezembro de 2008, nota a Comissão Europeia.

Portugal com uma economia aberta muito dependente do exterior vai à boleia deste ambiente externo positivo que a UE atravessa. 

Ainda bem, é uma das razões para pertencer à UE e à Zona Euro. Mas acontecia fosse qual fosse o governo.

 

A entrada para a CE foi a entrada para a modernidade

Hoje quando se olha para o país antes de 1986 quase que não se acredita tal é a diferença para melhor. Naquela altura era a comparação com os outros países europeus que dava a medida da nossa miséria.

Hoje há muita gente que ao discutir a União Europeia se esquece desse passo fundamental que foi dado por Portugal. Uns querem regressar ao passado saindo da UE e do Euro e com isso à miséria do antes 1986. Outros criticam a UE mas não conseguem apresentar um exemplo que seja onde tanta gente viva com esta qualidade de vida durante 60 anos.

A entrada de Portugal na CEE foi o passaporte que permitiu ao país atravessar a ponte para a modernidade. Quem ainda se lembra de viajar pela Europa antes da adesão há-de reter para sempre a inacreditável diferença entre os dois mundos, que se consubstanciava nas coisas mais insignificantes – mas que tinha relevância no que era fundamental. Os mais reticentes – onde se encontrava alguma esquerda (o PCP) ainda vinculada ao mundo bicéfalo da guerra fria e alguma direita conservadora que tinha medo dos biquínis, das mini-saias e das mulheres que fumavam fora de casa – não tiveram grande margem de manobra para fazer vingar as suas agendas.

Agora sim vamos ter um governo estável

Acabou-se a chantagem . A posição conjunta vai ter que ser mesmo uma maioria, caso contrário, a já estreita margem de governação será perto do zero. Ou então, os partidos da geringonça terão que se defenir. Na verdade não se vê como é que se podem tomar medidas de fundo que nos tirem da má situação em que o país se encontra.

Mas esta situação era mais que óbvia. Se o PS quer fortalecer o Euro como forma de consolidar a União Europeia - nas palavras de António Costa em recente conferência na Gulbenkian - como é que esse objectivo se compagina com o objectivo do PCP e BE de sair do Euro e da UE ? 

Está escrito nas estrelas, PS, PCP e BE vão estar muitas vezes de costas voltadas, embora ainda haja pequenas coisas onde se podem entender. Mas não em matérias centrais . Ou então algum dos partidos vai ceder e afastar-se da sua identidade . O PCP não o fará seria sua morte política. O PS tenderá a aproximar-se do centro. Resta o BE e sua cinturinha de vespa que lhe permite avanços e recuos .

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