Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Boaventura Sousa Santos abriu os olhos

Já não era sem tempo :

Para a extrema-direita, as esquerdas ter-se-ão dado conta de que a UE, com todas as suas limitações, que durante muito tempo foram razão suficiente para algumas dessas esquerdas serem anti-europeístas, é hoje uma força de resistência contra a onda reaccionária que avassala o mundo.

Não se pode esperar da UE muito mais do que a defesa da democracia liberal, mas esta corre mais riscos de morrer democraticamente sem a UE do que com a UE. E as esquerdas sabem por experiência que serão as primeiras vítimas de qualquer regime autoritário. Talvez se lembrem de que as diferenças entre elas sempre pareceram mais importantes quando vistas do interior das forças de esquerda do que quando vistas pelos seus adversários. Por mais que socialistas e comunistas se digladiassem no período pós-Primeira Guerra, Hitler, quando chegou ao poder, não viu entre eles diferenças que merecessem diferente tratamento. Liquidou-os a todos.

Uma Europa ainda mais social - o Fundo de Desemprego Europeu

Um salário mínimo para a UE.

Não foi tão longe quanto dizer que vai tentar obrigar os países a criarem salários mínimos, mas disse que vai propor um enquadramento global comum para que todos os países — com as devidas adaptações — garantam “um salário mínimo que pague uma vida condigna”.

A alemã pretende ainda reforçar a rede de proteção social com a criação de um subsídio de desemprego a nível europeu, que não implica a eliminação das redes de proteção que já existem a nível social, mas sim servindo de reforço nos períodos em que as economias são sujeitas a choques mais profundos, como recessões generalizadas.

Ursula von der Leyen incluiu nesta área também um pequeno “biscoito” para o Parlamento Europeu, dizendo que vai apoiar a proposta de Estrasburgo de triplicar o orçamento para o programa Erasmus no próximo quadro comunitário.

“Quanto aos gigantes da tecnologia terem grandes lucros na Europa, tudo bem, porque somos um mercado aberto e gostamos de concorrência. Mas se estão a conseguir estes lucros beneficiando do nosso sistema de educação, dos nossos trabalhadores qualificados, das nossas infraestruturas, e da nossa rede de Segurança Social, então não é aceitável que tenham lucros e não paguem impostos porque estão a ‘jogar’ com o nosso sistema de fiscal”, disse aos eurodeputados.

“Se querem os benefícios, têm de partilhar os encargos”

Temos de trabalhar com o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Quando é necessário fazer investimentos e reformas, temos de garantir que estas podem ser feitas. Temos de dar uso a toda a flexibilidade incluída nas nossas regras. Temos orgulho na nossa economia, queremos torná-la mais forte, mas também há uma lógica simples e clara: não são as pessoas que servem a economia, mas sim a economia que serve as pessoas”.

UE e Mercosul assinam acordo comercial histórico após 20 anos de negociações

E Portugal tal como os restantes outros países, ganha e muito com  tal acordo que nunca conseguiria sozinho. 500 milhões de consumidores deste lado do Atlântico e 300 milhões do lado de lá.

Atualmente, há outros acordos comerciais internacionais da UE que estão em fase de negociação ou mesmo de ratificação parlamentar, como é o caso do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Canadá (conhecido como CETA).

Outro exemplo é o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, em inglês), que está a ser ainda negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Estes acordos são feitos com a UE como um todo envolvendo todos os países . Portugal é um pigmeu comercialmente falando e fora da UE estaria irremediavelmente votado à pobreza.

mercosul.jpg

 

 

Uma Europa de paz - 9 de Abril de 1918

Em 9 de Abril de 1918 o corpo expedicionário português foi arrasado pelo exército alemão nos campos da Normandia. Em muito menor número, mal armados e pior preparados, os portugueses foram deixados pelos ingleses na primeira linha da frente para aguentar o primeiro embate do ataque alemão . Uma companhia do exército inglês estava a 7 Kms do campo de batalha mas não lutou guardando-se para a defesa da segunda linha.

Nesta primeira grande guerra calcula-se que neste dia morreram 60 000 soldados do exército aliado. Mas foi preciso uma segunda guerra mundial para que a paz se instalasse na Europa. Após mais de 50 milhões de mortos, um continente arruinado e um imenso sofrimento.

A este cenário dantesco responderam as grandes figuras políticas do tempo com as raízes do que se viria a chamar a União Europeia. Os "progressistas" que estão contra a UE esquecem que foi a paz a primeira razão para que os povos europeus se unissem numa formidável obra social, económica e política.

Claro que a ideologia não deixa ver. Paz à sua alma.

guerramundial.jpg

 

Todos eles excluem a saída ou a dissolução da União Europeia

São nacionalistas ou populistas mas com excepção de Le Pen e de Salvini todos eles excluem liminarmente a saída ou a dissolução da União Europeia.

Não há dúvida de que os movimentos populistas estão a crescer na Europa, mas, apesar de serem normalmente amalgamados num só bloco, têm visões muito diferentes. Le Pen ou Salvini são claramente contra a União Europeia (quase que replicando o Brexit). Mas os partidos que estão no Governo na Polónia, na Roménia, na Eslováquia, na República Checa ou na Hungria, de tendência populista, são provenientes de todas as famí­lias polí­ticas (conservadores, socialistas, liberais, PPE). Todos eles excluem liminarmente qualquer saí­da ou dissolução da União.

O mesmo se diga da direita radical de austrí­acos, finlandeses, dinamarqueses ou até de grande parte da AfD alemã. Há também o populismo de esquerda, seja na versão Cinco Estrelas (pouco enquadrável), seja na versão Podemos ou Melenchon. Também aqui há imensas matizes. Não pode esquecer-se que todos eles são muito nacionalistas e isso faz com que o interesse de uns choque fortemente com o interesse dos outros.

E o Brexit é uma lição.

700 mil milhões para investimento na União Europeia

O Parlamento Europeu já deu o aval.

Em causa estão investimentos em “infraestruturas sustentáveis”, para “investigação, inovação e digitalização”, de apoio a “pequenas e médias empresas” e que promovam o “investimento social e competências”.

O objetivo é, assim, aumentar a taxa de emprego no seio da UE, bem como apostar na coesão económica, territorial e social e na proteção do clima. Esta última vertente tem de representar pelo menos, 40% da dotação financeira global do programa, segundo o Parlamento Europeu.

Até dá vontade de rir que  alguns queiram Portugal fora da União Europeia e fora destes programas .

Seguro de desemprego previsto no orçamento da União Europeia

A UE segue o caminho traçado resultante das óbvias dificuldades com que se confrontou na recente crise. Agora avança uma proposta para que o futuro orçamento da UE preveja um seguro de desemprego para cobrir as falhas nacionais.

Não pode acontecer que um país da UE se veja obrigado a cortar o subsídio de desemprego devido ao aumento dos números do desemprego numa crise da qual não tem a culpa .

O orçamento europeu a médio prazo prevê dois instrumentos.

O primeiro, de 25 mil milhões de euros, destina-se a financiar programas de ajudas estruturais, enquanto o segundo, de 30 mil milhões, financia um mecanismo de resposta a impactos assimétricos e externos. Este segundo instrumento financeiro poderia contribuir para “amortecer crises económicas repentinas causadas por desenvolvimentos externos e, assim, a voltar a assegurar a nível europeu os sistemas de segurança social nacionais”, segundo as declarações hoje avançadas pela publicação.

Mais um passo gigantesco !

Porque é que o apoio à UE está em alta ?

Hoje vi e ouvi num canal televisivo o cabeça de lista às europeias do PCP dizer que os portugueses sabem  que a UE não responde aos seus anseios, que Portugal não evoluiu e não se modernizou e toda uma cartilha que só comunista vê. Mas a verdade é que as sondagens mostram que mais de 60% dos portugueses apoiam o país na UE e valor semelhante para os cidadãos dos outros 27 membros da UE:

Em minha defesa, deixo-vos perguntas retóricas. Se a Europa está no fim, porque é que quem está de fora (Europa de leste, Europa balcânica) continua a fazer fila para entrar? Porque é que aqueles que alegadamente querem sair (Reino Unido) não conseguem encontrar a coragem ou a vontade para o fazer? Porque é que os populistas que procuram desafiar o Euro (Grécia, Itália) acabam por ceder à realidade e, sim, aos benefícios de ter uma moeda forte?

Mais importante ainda, porque é que o eurobarómetro diz que o apoio popular à UE está no ponto mais alto dos últimos 35 anos? Porque é que o apoio ao Euro está em alta?

A Geórgia também quer entrar na União Europeia

Esta Geórgia apesar das ameaças veladas de Putin quer aproximar-se cada vez mais da Europa e da NATO.

"Há jovens georgianos a lutar por valores europeus e democráticos. Todos estes elementos, todas estas tendências, coexistem de uma forma muito especial, na Geórgia. É um país muito vívido. Nada nos é indiferente na Geórgia. Tudo tem o seu valor"

"Queremos mostrar os laços que nos unem à Europa. A Geórgia é um país diverso. Muito rico. A sociedade europeia está bem ciente da nossa identidade europeia. A Alemanha foi o primeiro país a reconhecer a independência da Geórgia [em 1992] e o reconhecimento da Alemanha da integridade territorial da Geórgia é muito importante. A Geórgia apoia-vos na luta pelos direitos humanos na Europa",

Todos a querem .