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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

O que significa a ofensiva do governo contra a Altice/PT por causa da TVI?

Já vimos este filme nos tempos de Sócrates, a tentativa de controlar um orgão de informação, curiosamente o mesmo. A TVI . Há vários ministros socráticos .

É que nunca se viu um primeiro ministro estar contra um negócio entre duas empresas privadas e dizê-lo publicamente na Assembleia da República. Terá havido por parte da Altice uma jogada de antecipação ?

Não que me entusias-me esta Altice. Com uma dívida de 50 mil milhões de Euros e uma constante corrida para a frente, com cortes no pessoal e nos fornecedores, tudo indica que o melhor mesmo é não dormirmos descansados. Mas é uma empresa privada, enquanto cumprir as regras o governo não tem que imiscuir-se. E há os reguladores cá dentro e em Bruxelas.

Estarão os sucessores de Sócrates tentados a aproveitar o saneamento da banca e uma eventual rearrumação da comunicação social, para relançarem o projecto imperial do seu antigo chefe? Ou sentem que lhes convém, pelo menos, marcar os limites consentidos ao jornalismo e à opinião, confrontando a Altice com “obstáculos políticos à concretização do negócio”, para usar a expressão de um analista do mercado?

Ou me engano muito ou temos Sócrates 2

OU ME ENGANO MUITO | OU TEMOS SÓCRATES 2
Será que a Altice contrariou um plano Sócrates 2 para compra da TVI e impediu, assim, outra manobra de controle da generalidade dos media? Será que as tentações de Sócrates de ter na mão a generalidade dos media, controlando também as estações de televisão, através da PT e suas adjacências (Ongoing e etc) renasceram das cinzas políticas do ex-PM? Controlar a a agenda política, através dos media, e aniquilar as oposições pela marcação e calendarização de «factos» redutores da acção dos adversários políticos seria (é!) uma arma de arremesso fortíssima e poderosa. Será que a Altice foi 'demasiado' independente e se adiantou aos candidatos da geringonça ? Se o foi, aguardemos os pregos que lhe serão colocados no caminho (lembrem o discurso do nosso PM na AR).

Sócrates : vou andar por aí

O mundo de José Sócrates é o partido socialista. É no PS que tem poder, suportado por muita gente que o apoia. É por isso que António Costa é um dos seus maiores obstáculos. Hoje aproveitou a entrevista para enviar recados. O PS faz mal em não apoiar um candidato à presidência da República, como ele, Sócrates fez por duas vezes,( perdendo em ambas) e o culpado é única e exclusivamente António Costa.

Há acordos entre ambos que só eles conhecem e que não foram cumpridos. Sócrates queixa-se que o PS não veio em sua defesa . E acha graça ao acordo que PCP e BE conseguiram com o PS assim retirando mérito a Costa

A sua defesa vai continuar nesta linha, o mais política possível, clamando que foi ao serviço do país e do PS que explicam muitas das decisões controversas que tomou. Há muita gente no PS com as pernas a tremer.

Afasta-se e tenta ocultar os pormenores muito difíceis de justificar como as movimentações de grandes montantes de dinheiro vivo, fora do circuito bancário. E da sistemática presença de amigos ou familiares nos casos levantados contra si. 

Apagou rapidamente incêndios que o podem chamuscar como os casos de Armando Vara e Rui Pedro Santos ambos declarados seus amigos.

Apesar da sua verve ser inquestionavelmente acima do normal não conseguiu afastar as dúvidas daqueles que não estão com ele. Do outro lado estão os indefectíveis que ainda hoje choram pelo PEC IV . A referência ao PEC IV por Sócrates é um sinal da posição que atribui a si próprio. No centro e por cima . Os mesmos que António Costa chamou para o apoiarem são os mesmos que o derrubaram a ele. 

Até o actual governo se deve ao facto de toda a esquerda ter aprendido com a maldade que lhe fizeram .

 

Saber como vive um ex primeiro ministro é coscuvilhice ?

Já todos ouvimos aquelas perguntas e todas aquelas respostas. E o resumo está feito . Há uma máquina no Ministério Público que tem como objectivo inventar processos contra o ex - primeiro ministro . Levantar suspeitas .

O que ainda nenhum de nós ouviu foi o que falta passe a redundância. Como é que o ex PM a quem não se conhece fortuna pessoal ou familiar vive uma vida de luxo gastando fortunas ? Porque carga de água em todos os processos inventados pela tal máquina, damos de caras com tios, primos, amigos, ex-professores do ex PM ?

No Freeport encontramos lá o tio e o primo. Na PT que desapareceu como um fósforo, após as manigâncias conhecidas, incluindo a gold share que José Sócrates usou como quis, lá estava o amigo Rui Pedro que, com 35 anos, ganhava 150 mil euros/mês. Na Operação Marquês lá está a roda de amigos. Na Cova da Beira um ex professor...

Esperemos que na 2ª parte da entrevista pelo menos estas duas perguntas sejam colocadas e respondidas. Todos nós como cidadãos temos o direito de saber. Não tem nada de coscuvilhice como se chegou a insinuar. E temos o direito a formar uma ideia sobre o ex-governante. Uma coisa é certa . Se é ou não culpado perante a Justiça só à Justiça cabe decidir.

Sondagens - margem sobre o PS já vai nos 7,2 pontos

Inexoravelmente, a Coligação ganha pontos todos os dias afastando-se do PS que também perde votos para os partidos à sua esquerda. A Coligação já ultrapassou a margem de erro.(6,2%)

Coligação Portugal à Frente, com 38,8% dos votos, PS com 31,6%, CDU com 8,2% dos votos e o Bloco de Esquerda com 7,9%, a votação mais elevada de sempre. Os restantes partidos ficariam com 4%.

 

 

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 Os resultados deste 12º estudo realizado pela Católica para a RTP permitem afirmar, de acordo com o centro de sondagens da universidade, que a “coligação PSD/CDS-PP [se encontra] à frente do PS. Os resultados desta sondagem indicam que a Coligação PàF tem hoje mais intenções de voto do que o PS”.

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Sondagens - indecisos começam a tomar decisões

As sondagens mexem, indicação segura que os indecisos começam a tomar decisões . Tanto nos grandes partidos como nos pequenos as sondagens de hoje já mostram subidas e descidas em que nalguns casos até se percebe a transferência de votos.

Na sondagem RTP a Coligação perdeu 2% ( de ontem para hoje) exactamente na margem que vem evidenciando maior distância. Pode dizer-se que a actual margem, sendo mais estreita, é mais credível. Mas o curioso é que na sondagem TVI a Coligação aumentou a margem para o PS, movendo-se em sentido contrário à sondagem da RTP. Quer dizer, a margem a favor da Coligação começa a consolidar-se nas tracking poll em números aproximados e por isso mais credíveis.

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Uma vantagem recorde. O estudo da Intercampus para a TVI/TSF e Público divulgado este domingo coloca a coligação Portugal à Frente, com 38,1% nas intenções de voto, a 5,1 pontos percentuais do PS, que se fica pelos 33%.

No entanto, a sondagem da Universidade Católica para a RTP conta uma história diferente: a coligação continua à frente e ainda na casa dos 40%, mas os socialistas parecem recuperar caminho, estando agora a 7 pontos de diferença – no sábado, PSD e CDS estavam a 10.

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E para o Correio da Manhã / Aximage a distância também está nos 5,9% .

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 A vantagem da Coligação situa-se portanto entre os 5,1%, 5,9% e os 7 % .


 

 

 

Sondagem - Coligação alarga vantagem para sete pontos

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 A quantos pontos está a Coligação da maioria absoluta ? É a pergunta que começa a ameaçar o PS que vê alargar o fosso entre si e a Coligação.

E na TVI , a tendência é a mesma. Depois de distribuídos os indecisos a Coligação chega aos 37% . Até ao fim da campanha o que poderá levar a uma mudança radical neste cenário ? Fala-se no caso da Marinha Grande com Mário Soares como exemplo . Mas neste momento o que me parece é que o PS não consegue fazer passar uma mensagem credível e, as pessoas, que têm filhos para criar, usufruem de bons hospitais, boas escolas, salários, pensões e subsídios não encontram razões para mudar .

O grande erro de António Costa e de toda a esquerda, é não ter percebido que o país está muito melhor do que estava quando o PS deixou de ser governo . E a população tem confiança no caminho que está a ser seguido.

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Sondagem 3º dia - PS desce pelo terceiro dia consecutivo

O PS desce nas sondagens pelo terceiro dia consecutivo . Com estes valores, o empate desfaz-se pela primeira vez, expressando uma maior disputa de eleitores entre os partidos à esquerda. A coligação fica à frente com 3,8%, ultrapassando a margem de erro da sondagem que é de 3,1%.(TVI)

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 Pela primeira vez neste inquérito diário, a vantagem de PSD e CDS é superior à margem de erro. CDU e BE sobem pelo segundo dia consecutivo, respectivamente, um ponto e 0,4%. ( Público ) 

 

 No Público

 

Coligação acima dos 40% - a caminho da maioria absoluta ?

Mas o Público apressa-se a escrever que há empate técnico. É verdade mas já houve empate técnico na casa dos 36% .Quer dizer se a Coligação chegar à maioria absoluta ( 45% ) e o PS andar perto continuam em empate técnico .Mas a Coligação ganha absolutamente . E em todas as sondagens com excepção de uma a Coligação vai à frente . É preciso não esquecer que o que se classifica em segundo é sempre o primeiro perdedor.  Mesmo que esteja em empate técnico com o primeiro.

Bem sei que ainda há de correr muita água debaixo das pontes mas esta sondagem, até por ser apresentada pelo Público, TVI e TSF e por ser a última a vir a público ( logo, com a vantagem de conhecer todas as outras ) tem um significado muito especial. Não escondo a minha surpresa tendo em vista que o essencial já foi dito.

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 Embora a metodologia deste estudo seja diferente da utilizada nas sondagens – estas últimas decorrem em entrevistas presenciais com simulação de voto em urna -, enquanto na tracking poll o contacto é telefónico, a comparação do estudo desta segunda-feira com a sondagem da Intercampus publicada no PÚBLICO em 8 de Julho, revela uma subida acentuada da coligação PaF. De 32,7 para 40,1%, enquanto o PS se mantém nos 37%. Já a CDU e o Bloco baixam, respectivamente, de 11 para 6,3% e de seis para quatro por cento.

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 A bem do país é necessária uma maioria absoluta para confirmar o trabalho de mudança em curso. António Costa já disse que quer reverter quase tudo . Voltar às políticas  de Sócrates não é solução.