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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O brexit levanta sérias dúvidas

Antes de ficar bem melhor o Reino Unido vai ficar bem pior com a saída da União Europeia . Para já pede um período de transição. Ora, como sabemos ( veja-se o exemplo da Noruega que está em transição há 24 anos) os períodos de transição nunca acabam.

Mas um período de transição também não é uma panaceia para o Reino Unido. Os britânicos já começam a ter um vislumbre dos custos económicos do Brexit à medida que os negócios internacionais, que outrora usaram o Reino Unido como um hub para as suas operações na Europa, começam a relocalizar algumas das suas actividades. Enquanto o governo britânico tenta manter a ficção de um rigoroso período de transição limitado, este processo vai acelerar-se. Além disso, a UE vai usar o período de transição para mudar as suas próprias regulações e, assim, os negócios que gerem emprego e as elevadas receitas fiscais vão ter de mudar-se para território da União Europeia.

A boa notícia é que o brexit vai ser um exemplo para todos. Antes de ficar bem melhor vai ficar bem pior. E de uma forma ou outra dentro da União Europeia mas em situação bem menos confortável .

As escolas portuguesas ainda não fizeram a transição para o sec XXI

As escolas portuguesas ainda não fizeram a transição do século XX para o século XXI, porque os professores ainda não perceberam que hoje o que se ensina não dura para a vida. Os sindicatos são profundamente conservadores e não querem largar mão da centralização nos burocratas de 5 de Outubro. Para cúmulo convenceram o pobre rapaz que mandaram vir de Cambridge a ser avaliado todos os meses. Para quem sempre lutou para que professores e escolas não fossem avaliados não está mal.

"Nos sistemas tradicionais mais burocráticos, os professores são frequentemente deixados sozinhos nas salas de aula e é-lhes dito tudo o que têm de ensinar. Já as escolas com melhores desempenhos estabelecem metas ambiciosas, são claras acerca do que os estudantes devem ser capazes de fazer, mas dão aos docentes a autonomia para definir que conteúdos e que tipo de ensino precisam de dar aos seus alunos. Muitas vezes alunos diferentes são ensinados da mesma forma. Mas as melhores escolas aceitam a diversidade, usando práticas pedagógicas diferenciadas. No passado o ensino era centrado no currículo; no futuro, será centrado no aluno."

Com um sindicalista que não dá aulas há dezenas de anos e que co-governa a Educação há mais de vinte anos como pode o ensino evoluir ?