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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É dever da sociedade ajudar quem não consegue ter uma vida digna apesar de trabalhar

O mais triste é haver pessoas que trabalham e não ganham o suficiente para ter uma habitação condigna.Pessoas que trabalham sem contrato, sem férias, sem subsídio de férias e sem subsídio de Natal. Com um salário base a rondar os seiscentos euros como é que podem pagar rendas de 300/400 euros mensais ? 

Querem convencer-nos que prioritário é baixar a carga horário das 40h para as 35 horas aos funcionários públicos que ganham mais que os 600 euros, têm férias e subsídios. Comparados com os trabalhadores sem direitos são uns privilegiados, mas claro representam muitos votos, estão organizados em sindicatos e partidos. Tudo de esquerda, como não pode deixar de ser.

Mas quem não tem partido, nem sindicato, nem contrato de trabalho e não ganha o suficiente para ter uma vida digna? Destes ninguém fala e a esquerda boazinha não tem tempo para eles embora se preocupe muito com o folclore dos activistas que nunca trabalharam nem têm intenções de alguma vez trabalhar.

 

O orçamento de um país pobre

Mais de 1,1 milhões de portugueses é pobre apesar de trabalhar .

“Entre os pobres temos 10,7% que são trabalhadores. Quer dizer que ter emprego não é suficiente para tirar uma pessoa da pobreza”, sublinha.

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, esta organização aponta como prioridade uma maior aposta na educação e na melhoria das qualificações.

Taxa de risco de pobreza acima da média da UE

Portugal apresentava em 2017 uma taxa de 23,3% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, acima da média da União Europeia (UE 22,5%) mas 2,7 pontos abaixo da de 2008, divulgou esta quarta-feira o Eurostat.

Mas o(s) orçamento(s) da geringonça só apontam para quem tem emprego e rendimento assegurados cortando no investimento única forma de criar emprego bem remunerado.

Os sindicatos da Autoeuropa e o governo chegaram a acordo : pagam os contribuintes !

As crianças merecem tudo até uma creche para que os pais possam trabalhar aos sábados. Nada a dizer . Mas quando esta creche é o resultado da "greve histórica" e das manifestações dos sindicatos na Autoeuropa lembra a "montanha que pariu um rato ".

Os sindicatos em assembleias onde compareciam 500 dos 5 000 trabalhadores recusavam os acordos conseguidos pela administração da empresa e a comissão de trabalhadores, e exigiam ao governo que negociasse com o Grupo alemão a estratégia para a produção futura dos modelos eléctricos, exibindo uma petulância que roçou o ridículo.

Não só pelo que a empresa representa para o país em termos de PIB, exportações e emprego mas, também, porque a Volkswagem jamais  aceitaria jogar os seus princípios e regras com sindicatos que visam objectivos políticos. Não cedendo a AutoEuropa reduziu o problema a uma creche que a Segurança Social paga ( os contribuintes pagam).

Os sindicatos ( da CGTP) julgam que salvaram a face com a esmola mas na verdade sofreram uma derrota histórica. O secretário geral da UGT, sensatamente, veio criticar a CGTP por andar a brincar com  o emprego de milhares de trabalhadores e a confirmar a batota que se fazia nas assembleias gerais de trabalhadores.

A táctica é mais que conhecida e até as palavras e a entoação são as mesmas. Todos nos lembramos e a memória não se apaga com ridículas demonstrações de força que não se possui .

A Autoeuropa é uma empresa privada não depende do Estado. E o governo paga a creche a estas crianças filhas de trabalhadores bem remunerados o que não faz com as crianças de trabalhadores menos afortunados.

Os sindicatos a aprofundar a desigualdade.

Na Autoeuropa menos de metade dos trabalhadores aderiram à greve

Uma adesão histórica segundo os sindicalistas não chega a metade dos trabalhadores ( 41%). E, ao contrário do que os sindicalistas quiseram fazer crer a administração tornou a sublinhar que não negoceia com sindicatos.

 

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que não recua no trabalho ao sábado e que não negoceia com sindicatos, só com a comissão de trabalhadores.

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que só vai voltar à mesa de negociações com a nova comissão de trabalhadores, que vai ser eleita a 3 de Outubro.

Mas como a fábrica quer continuar a ouvir todas as partes envolvidas vai ouvir os sindicatos a 7 de Setembro mas não negociar. O objectivo da administração é assegurar o cumprimento de todas as encomendas dos seus clientes nos prazos acordados.

A verdade a que temos direito.

A Lisnave privada a distribuir lucros pelos trabalhadores

Lisnave esteve falida, sem trabalho mas cheia de greves. Foi comprada por um euro por dois engenheiros que ali trabalhavam. Conhecedores do negócio puseram a empresa a dar lucros. Ali trabalham em permanência cerca de 400 trabalhadores mas por dia trabalham cerca de mil e duzentos. Conforme as encomendas.

Tem clientes em todo o mundo e repara mais de 70 porta contentores por ano.

E a diferença que  separa os estaleiros que vivem do seu trabalho e os que vivem de subsídios é o conhecimento do negócio. Ter os contactos necessários e a reputação profissional certa. E cumprir prazos.

Os estaleiros de Viana do Castelo andaram anos a viver de subsídios e sem trabalho, com greves e com lutas sindicais. Os estaleiros da Mitrena foram comprados por um operador privado e a partir daí são um caso de sucesso. Tudo para exportação.

O estado não pode andar metido em negócios que não conhece

Os trabalhadores pobres na China são a razão do desemprego no Ocidente

Compramos jeans a 5 euros porque na China há trabalhadores que trabalhando em condições horríveis ganham miseravelmente. E esta é a razão primeira do desemprego nos US e na UE. 

Foram estes trabalhadores americanos desempregados ou "em perda" que deram a vitória a Trump. Estados tradicionalmente democráticos deram agora a vitória aos republicanos e, não por acaso, constituem a "cintura industrial do lixo " na América.

Entretanto, em cada seis chineses há um milionário , como bem se vê pelas compras milionárias que a China e os chineses fazem por essa europa fora e nos US.

Com o politicamente correcto na agenda fomentamos a globalização, não pelas razões certas mas pelas razões erradas. Cresceram os pobres e os ricos de ambos os lados à custa dos avanços sociais que a classe média dava como adquiridos.

Por cá, pelo quadrado, vemos a classe média ser depenada para encher os bolsos ( antes fosse) de quem tem trabalho certo e seguro . Há cada vez mais excluídos e isso tem consequências mais tarde ou mais cedo. Tudo tendo como pano de fundo uma economia que não cresce, que não cria riqueza. O mesmo dinheiro só muda de mãos. Entre muros e inter-nações.

Sem uma economia capaz de pagar salários decentes e sustentar o estado social o contágio será inevitável na Europa. O populismo à esquerda e à direita fará o resto pouco que falta.

Merkel, a cara da má direita, segundo os progressistas, lidera as soluções para acolher os milhões de migrantes que nos procuram . Passou de besta a bestial .

 

Aceitemos ganhar menos para trabalhar menos

Não há trabalho para todos e haverá menos com a evolução da tecnologia. E as pessoas terão opções que agora não têm. Podem ter tempo para o lazer, para tomar conta e educar os filhos e podem optar por ajudar quem precisa. Os jovens e os idosos que agora estão entregues a instituições sem rosto.

As poupanças em horas desperdiçadas no trânsito, os custos dos transportes financeiros e ambientais evitados mais do que compensam o desperdício do que compramos. E o trabalho da administração pública na sua voraz perseguição a quem trabalha. Milhões de cidadãos que não preenchem papéis, que não pagam impostos e que não necessitam de uns quantos milhares a escrutiná-los.

É o Simplex por excelência, a redução drástica da burocracia. E o estado poderá dedicar-se ao que verdadeiramente interessa. É uma espécie de ovo de Colombo mas que já está a ser preparado por vários países europeus.

Claro que os amigos dos trabalhadores, sem o exército de desempregados estarão contra. Aposto que o grande argumento vai ser a "dignidade do trabalho". Como se tratar dos outros não fosse trabalho. A D. Catarina Martins já disse que é tudo uma treta.

Trabalhadores baratos e esforçados

Centeno anda a tentar captar investimento com o argumento  que os trabalhadores portugueses são baratos e os que mais trabalham na Europa. Nós que vimos par aí tanta gente a criticar que a economia assente em baixos salários ficamos esclarecidos mas surpreendidos. É que as vozes que se arranhavam agora estão mudas. Aliás, não vêem, não ouvem e não falam.

"O salário mediano em Portugal é um terço do francês. Esta diferenciação salarial não existe em mais nenhuma área monetária; nos Estados Unidos a dispersão salarial máxima é entre Mississippi e Boston, Massachusetts, e é um rácio de dois terços."

E rematou, dizendo que "os portugueses são, de todos os trabalhadores da Europa, os que trabalham mais horas. Trabalhamos mais 25% de horas do que os noruegueses, do que os alemães. Somos, em número de horas de trabalho, concorrentes com o Japão e os EUA".

Para Mário Centeno, esta "é a força que temos de aproveitar no momento em que colocamos decisões de investimento em cima da mesa".

Vinte e cinco mil a trabalhar a partir de casa

A Toyota colocou vinte e cinco mil trabalhadores a trabalhar a partir de casa. A poupança de trabalhadores e da empresa será enorme. E as cidades e as ruas agradecem bem como o ambiente.

Na banca, por exemplo, os serviços centrais podem ser efectuados a partir de casa só os balcões que contactam com o público precisam da presença de empregados. Os gabinetes de advogados, economistas, arquitectos podem trabalhar a partir de casa. Como exemplo, o meu filho trabalha a partir de casa em colaboração com arquitectos na Suíça.

Trabalhadores com maior proximidade à família, com maior autonomia, melhor qualidade de vida e menos gastos no vai e vem . Menos carros, menos combustíveis, menos horas perdidas no para arranca.

Na administração pública a maior parte dos funcionários pode trabalhar a partir de casa. Trata-se de uma reforma fundamental e estrutural . Sem grandes mudanças e sem despesa acrescida Lisboa podia tirar 100 000 carros diários no entra e sai da cidade. Todos os meses em Lisboa seriam Agosto, o melhor mês para ficar na cidade, com metade da população e dos trabalhadores que chegam da periferia em férias.

As empresas já iniciaram esse movimento que poderá mudar a curto prazo as nossas vidas. O Estado e as autarquias só têm que se empenhar no projecto. A experiência que os trabalhadores adquiriram em informática torna esta medida  possível a curto prazo. Esta sim é uma medida "Simplex "   

 

 

 

Trabalhadores do aeroporto de Bruxelas celebraram os atentados

Os terroristas islâmicos nem precisam de esquemas para terem acesso aos aviões. Neste aeroporto Belga pelo menos 50 apoiantes do EI trabalham lá com acesso aos cokpites. Se a empresa que administra o aeroporto considera o multiculturalismo dos seus trabalhadores uma vertente importante nos seus recursos humanos, então dê-lhes trabalho nos gabinetes da administração. Os passageiros é que não podem estar à mercê de uma bomba facilmente colocada no avião. Ou o perigo já está incluído no preço ?

Há 30 anos quando se iniciaram os ataques terroristas na Europa, os passageiros já sentados no seu lugar eram chamados à pista e cada um alinhava com a respectiva bagagem. Bagagem sem dono não viajava. Entretanto as vozes dos idiotas úteis foram subindo de tom e hoje estamos nas mãos destes assassinos.

Como se vai percebendo à medida que se conhece mais vamos largando mão dos nossos princípios e dos nossos valores incluindo a segurança dos cidadãos.

"É uma falha gigantesca de segurança. A carta dos agentes, divulgada por diversos sites belgas como o HeT Belang Van Limburg, garante que entre os funcionários do aeroporto existem radicais islâmicos infiltrados nas lojas free shop, serviços de bagagem e de limpeza, com acesso às plataformas e cokpit dos aviões."