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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O sectarismo como receita

O PAN e outros partidos fazem do sectarismo receita. E como bem diz Manuel Alegre é isto que abre caminho aos extremismos de esquerda e de direita.

É por isso que, mesmo que haja na apologia da ministra Graça Fonseca a melhor intenção do mundo, a sua proposta política colide com o valor da liberdade e com o direito individual ao gosto e à diversidade cultural, por bizarro e ofensivo que seja para a sensibilidade de outrem. E sim, como bem dizia Manuel Alegre ao PÚBLICO, é esta mania politicamente correcta que estimula os extremismos e cerceia o espaço de tolerância onde se valorizam as diferenças e se abrem portas aos compromissos. Ao sonegar aos outros o seu próprio sentido de civilização, por errado que seja, a ministra Graça Fonseca pode dar lastro aos novos devaneios do PAN ou de outros partidos que fazem do sectarismo receita; mas não contribui para a imagem de partido de massas, aberto e pluralista, que o PS ainda reclama para si.

O BE quer impor o pensamento único

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 Nunca entrei numa praça de touros e não tenciono entrar mas, daí a proibir que outros entrem se o quiserem fazer vai uma distância. A que me separa do BE . Entre mais impostos e proibições se esgota a política do BE . E suspender o " dia da Defesa Nacional " também já faz parte do menu das proibições .

Armadas com 8% dos votos as meninas do BE atribuem-se o papel de grandes definidoras do bem e do mal sendo que estão sempre do lado do bem . Infelizmente já temos casos reais de que não é assim . Mas tais casos não lhes tira o populismo crescente à medida que adivinham que estão próximo de se tornarem irrelevantes na governação.

 

Sem touradas o cavalo e o touro de lide extinguem-se

Nunca entrei numa arena tauromáquica. O que sei sobre o assunto é pelo que vejo na televisão ( muito pouco) e do que leio. O touro sofre com os ferros que lhe são espetados isso parece ser indesmentível. Mas muito pior do que isso é nascer, crescer e ser abatido sem ver a luz do sol como acontece aos animais que morrem nos matadouros. Sem dormir para comerem 24 horas por dia e rapidamente engordarem. Não sei o que é pior.

Em criança morei na Rua do Matadouro sei bem o que os animais sofrem. E toda a vida me perseguiu o olhar assustado e os lamentos dos animais que pressentem a morte. Morrer sem sofrimento ?

Para além dessa questão incontornável o que me preocupa é que há toda uma actividade económica à volta da tourada que desaparecerá com ela. E o cavalo e o touro de lide também .

O BE fala muito mas quando tinha a presidência de uma câmara no Ribatejo nunca avançou com a proposta para acabar com as touradas. Os votos eram mais importantes que as feridas do touro. Hipocrisia.

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Nunca entrei numa praça de touros

E não vou entrar . Não gosto do ambiente marialva, da verdade taurina e da aficion. Não gosto . Mas há quem goste e há tradição.

Se as touradas acabarem também o cavalo e o touro de lide vão acabar  e com eles toda uma actividade económica que emprega muita gente e dá razão de ser a muitas empresas agrícolas.

Há, é claro, o sofrimento do touro que deve ser o menos possível e o mais breve possível. Daí que haja muita gente que defenda a morte do touro na arena em vez de baixar aos curros e permanecer de quarentena para seguir para o matadouro. Esta última parte é que eu acho  desprezível e desnecessária.

É sabido que o touro depois de corrido só tem um destino. O matadouro . A espera é dolorosa e desumana. Na arena a morte pode ser rápida e em combate . Pode ser nobre.

Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura, diz ao i que o PS não tem posição oficial, mas, a título pessoal, é contra o fim das touradas. A ex-ministra argumenta que “80% dos portugueses não é a favor da extinção”. “É indiscutivelmente uma prática cultural e, sendo uma expressão cultural com que a esmagadora maioria dos portugueses está de acordo, não há razão para que seja posta em causa”.