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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Tancos foi encomenda de organização terrorista e de tráfico de armas

É a linha de investigação que está a ser seguida pela Polícia Judiciária . A pressa com que altas patentes militares e o governo tentaram calar o assunto é cada vez mais suspeita .E as várias versões qual delas a mais patética mostra o pânico de a verdade poder vir a público.

A confirmar-se ficamos a saber que o Estado português não consegue proteger os seus paióis onde armazena as armas de guerra assim alimentando o terrorismo internacional. Um dia destes vamos ter cá dentro uma "troika militar" agora não para nos livrar do descalabro financeiro mas para nos livrar dos incompetentes, senão mesmo cúmplices do terrorismo internacional.

Depois queremos que nos levem a sério .As redes de "inteligência" de todo o mundo estão de certeza a seguir o caso com perplexidade e também com muita preocupação ao perceberem que um Estado pertencente à União Europeia e à NATO é permeável a estas rocambolescas aventuras dignas de um país do terceiro mundo.

 

O caso de Tancos é um daqueles casos que põem em causa a segurança nacional

As trapalhadas com o caso de Tancos não auguram nada de bom. As forças armadas não conseguem manter um inventário decente dos paióis e guardá-lo ? E as armas que desaparecem alimentam o terrorismo internacional ? As respostas tardam.

“Portugal faz parte do sistema multilateral das Nações Unidas, que criou e continua a desenvolver programas de controlo da disseminação de armas para mercados ilícitos”. De seguida, lembrou que a ONU reconhece que a má gestão de paióis nacionais alimenta diretamente o crime organizado e o terrorismo através do comércio ilícito de armas e munições. Finalmente, informou-nos que, na semana passada, “a União Europeia adoptou um programa de controlo de armas, com a finalidade de impedir que o tráfico alimente o terrorismo no seio da Europa”.

A ligação disto com Tancos e com o caos nos paióis portugueses é óbvia. À medida que vamos sabendo pormenores, cada vez temos mais razões para estar assustados. Como já é público, o nosso exército nem um inventário decente tem das suas armas e munições. Mas à pergunta sobre se Portugal deveria “solicitar supervisão externa e imparcial, durante o decorrer das investigações, de forma a evitar que a sua posição fique ainda mais comprometida, podendo ser visto como um país facilitador de movimentos terroristas”, o primeiro-ministro simplesmente se recusou a levar a questão a sério, dando uma das respostas mais curtas da sessão. Explicou que, logo no dia a seguir à notícia do furto, ficou posta de lado a hipótese deste ter servido tais propósitos.

António Costa está em pânico com o caso de Tancos e nós não acreditamos que se roubam armas para ir à caça à perdiz .

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O terrorismo está a ser derrotado

mas “o terrorismo tornou-se, talvez impercetivelmente, o centro da nossa vida em sociedade”, escreve o Henrique Monteiro, num texto que com a pergunta que desconcerta: “Como combater o terrorismo sem lhe dar importância?”.

“A overdose de diretos sem informação, a que se junta o ruído das redes sociais, de cada vez que há um atentado na Europa ou nos EUA, tira-nos a perspetiva”, escreve o Daniel Oliveira. “O papel dos que contribuem para uma análise um pouco mais enquadrada é olhar mais de cima, com algum distanciamento emocional”. E, prossegue, “se olharmos com algum distanciamento, não podemos deixar de concluir que o terrorismo está a ser derrotado”. Porque os ataques têm, cada vez menos capacidade logística, envolvem menos pessoas, são mais isolados. “O que cada ataque atentado solitário nos diz é o desespero dos derrotados, cada vez com menos espaço de manobra, cada vez com menos apoio o terreno, na Europa e no terreno. Cada morte tem de ser chorada. Mas não devemos perder a perspetiva”.

A frequência dos ataques terroristas pode, pois, desconvocar os cidadãos de outros países para a banalização, para a brevidade da leitura do noticiário. Mas a maturidade da análise perante o enfraquecimento do Daesh no Médio Oriente sugere que a ameaça não está hoje descontrolada.

Contra o terrorismo dêmos as mãos - Helena Esteves

O texto do dia

Pela mão da Helena Esteves

É só fazer copy/paste de uma semana para a outra, porque já todos sabemos o protocolo:
1) fingir que não sabemos que o atacante é muçulmano
2) fingir o choque e a surpresa quando se descobre que o atacante é muçulmano
3) tentar rapidamente de impedir de associar o sucedido com o islão dizendo: "isto não teve nada a ver com o islão; o islão é uma religião de paz; isto é um caso isolado, um lobo solitário, um doente mental, não podemos culpar uma religião inteira por isto"
4) relembrar as pessoas que "o terrorismo faz parte da vida quotidiana das grandes cidades"
5) no Facebook escrever "Je Suis ... " e colocar uma foto de perfil temporária com as cores do país atacado.
6) colocar umas flores, acender umas velas e escrever com giz no chão, umas frases de amor e paz
7) organizar uma marcha de mãos dadas pela paz, porque é uma resposta fortíssima no combate ao terrorismo
8) relembrar que o verdadeiro perigo é a islamofobia, e não o islamoterrorismo
9) chamar racista, xenófobos e islamofóbicos a todos que manifestem desagrado pelo sucedido
10) esperar mais uns meses até ao próximo atentado que nada tem a ver com o islão, que é uma religião de Pás - Pás - Pás ...

Parabéns Helena Esteves. Infelizmente, vai ser tal qual o Fernando Liz descreve originalmente ( a Helena diz que o texto é do Fernando Liz)

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