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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há quem no Estado ande a fumar cannábis

Julgo que foi no último Expresso que li uma entrevista a um responsável por uma empresa de Cantanhede que cultiva e produz canábis. Quinhentos trabalhadores bem pagos, licenciados em diversas áreas e com 90% das vendas para exportação.

Dizia o responsável que as condições em Portugal são óptimas. Há mais quatro empresas interessadas já com terrenos comprados, prontas para arrancar com o projecto mas estão há três anos à espera de autorização por parte do INFARMED.

Projectos económicos que deveriam correr pelo Ministério da Economia mas que correm pelo Ministério da Saúde com os atrasos consequentes aos ritmos próprios de cada ministério. Para além da demora habitual em tudo o que se trata de licenciamento estatal. Era bom tirar o estado da frente.

Estas empresas compram terrenos em Portugal porque nos outros países onde a iniciativa individual é bem vista não há terrenos ao abandono para serem vendidos. Os cidadãos alemães e holandeses também compram terrenos por cá pelas mesmas razões. Lá na terra deles não há terrenos à venda.

Mas como em Portugal tudo o que cheira a iniciativa da sociedade civil cheira a lucro, é mal visto, é preciso erguer dificuldades para vender facilidades.

Até um dia em que os empresários fartos da prepotência voltam para a terra deles e deixam os nossos burocratas a fumar coisas esquisitas. Os repugnantes.

Um dia em Manchester no inicio de uma reunião um dos empresários presentes voltou-se para mim e disse-me : sabe eu investi em Portugal e tive que recorrer à justiça. Estou há cinco anos à espera. E saiu pela porta fora.

Foi há trinta anos nada mudou.

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A RTP e a venda do terreno em Vila Nova de Gaia - Os grandes negócios do Estado

Vende-se um terreno por 600 mil euros em 2016 e, em 2019, o mesmo terreno está à venda por 12,3 milhões.

Um dos melhores terrenos da cidade, dá para construir um hotel ou um condomínio de luxo. Tudo em três anos. Grandes negócios do estado.

Não tem nada que saber. Vende-se com prejuízo do estado e o comprador vende ao preço de mercado. Pelo meio deixa-se passar três anos, negoceia-se (informalmente) com as instituições o que se lá vai construir e, "voilá" ganham-se 11,5 milhões de euros.

Claro que só faz isto quem tem as costas quentes por cumplicidades ao mais alto nível. É simples, é barato e ganham-se milhões.

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Jovens encontram trabalho na agricultura

Há cada vez mais jovens a procurar na terra o seu sustento. Já não são só famílias carenciadas ou de baixos recursos a querer plantar alguma coisa ao pé de casa para compor o orçamento familiar, nem tão pouco se trata do regresso à terra de pessoas criadas no campo, que a vida levou a empregarem-se na indústria e no comércio, na cintura das cidades e que matam saudades da enxada na reforma.

Às autarquias chegam cada vez mais pedidos de gente que trabalha nos serviços ou tirou um curso superior. Na região de Aveiro, o concelho de Sever do Vouga é um caso aparte. A Câmara juntou parceiros para dinamizar uma bolsa de terras, com o objetivo explícito de incentivar a cultura do mirtilo, numa aposta de especialização. São jovens, sem saídas profissionais, atraídos pela perspetiva de candidatura a incentivos comunitários e garantia de escoamento da produção, desejosos de copiar exemplos de sucesso com o mirtilo no concelho.

A Bolsa de Terras vai morrer no meio da burocracia?

A Bolsa de Terrasé precisa para hoje não para amanhã. Mas a burocracia é de tal monta que não deixa a questão sair do papel. No entanto há quem tenha ideias para resolver o assunto: "

Não seria mais efectivo criar de imediato um imposto para quem não produz? Concretamente, não seria mais linear, por exemplo, dividir os terrenos em regadio, sequeiro e florestal, atribuir um valor fixo apetecível de renda por hectare e definir que quem não produzir os seus terrenos de acordo com as suas aptidões terá de pagar um imposto extraordinário, com a possibilidade de tal imposto não ser pago se os terrenos forem disponibilizados para a Bolsa de Terras? As Finanças não se oporiam e a agora criada Bolsa de Terras ficaria logo com terras disponíveis e quem quer produzir e não tem onde o fazer poderia em muito pouco tempo iniciar actividade. "

 

 


 

 


O alvará

Nos últimos vinte e cinco anos cerca de dez mil pessoas (o,o1% da população) movimentou duzentos mil milhões de euros em mais valias urbanísticas. A alavanca é o alvará que lhes permitiu converter terrenos agrícolas em urbanos. Como os bancos portugueses pediram este dinheiro emprestado aos bancos estrangeiros para entrar nestes negócios, dando como garantia os terrenos que agora valem muito menos, andamos todos nós a tapar os buracos com o dinheiro que o governo lá injecta . Isto é, andamos a pagar terrenos que existem no nosso país desde sempre aos bancos europeus. Confuso? Mas olhe que é mesmo assim!
Nunca houve uma transferência de dinheiro de tal montante da maioria dos cidadãos para um pequeno grupo de pessoas. E, estas pessoas, que tiveram ganhos de 2 000% não fizeram nada para que o seu terreno tivesse tais mais valias. Quem fez tudo foi o estado central ou local. Com o alvará!
É por isso que nos países decentes a mais valia obtida com o alvará dá entrada nos cofres do estado, impedindo ganâncias e fraudes. Se tenho um terreno que comprei por dez e com o alvará o transformo num terreno com o valor de mil, vou ao banco, faço um empréstimo de mil e entrego ao banco como garantia um terreno que , efectivamente, vale dez. E não concretizo nenhuma das promessas que o alvará me concedeu. Com a cumplicidade do banco, ganho novecentos mil e o banco perde outro tanto.
Estes buracos assim cavados chamam-se "imparidades" e o governo cobre-os porque se não os cobrir os bancos vão à falência. E não podem ir à falência porque são "sistémicos".
PS : Já desconfiava mas ontem na A25A numa sessão pública confirmaram-me isto tudo!

O alvará

Nos últimos vinte e cinco anos cerca de dez mil pessoas (o,o1% da população) movimentou duzentos mil milhões de euros em mais valias urbanísticas. A alavanca é o alvará que lhes permitiu converter terrenos agrícolas em urbanos. Como os bancos portugueses pediram este dinheiro emprestado aos bancos estrangeiros para entrar nestes negócios, dando como garantia os terrenos que agora valem muito menos, andamos todos nós a tapar os buracos com o dinheiro que o governo lá injecta . Isto é, andamos a pagar terrenos que existem no nosso país desde sempre aos bancos europeus. Confuso? Mas olhe que é mesmo assim!
Nunca houve uma transferência de dinheiro de tal montante da maioria dos cidadãos para um pequeno grupo de pessoas. E, estas pessoas, que tiveram ganhos de 2 000% não fizeram nada para que o seu terreno tivesse tais mais valias. Quem fez tudo foi o estado central ou local. Com o alvará!
É por isso que nos países decentes a mais valia obtida com o alvará dá entrada nos cofres do estado, impedindo ganâncias e fraudes. Se tenho um terreno que comprei por dez e com o alvará o transformo num terreno com o valor de mil, vou ao banco, faço um empréstimo de mil e entrego ao banco como garantia um terreno que , efectivamente, vale dez. E não concretizo nenhuma das promessas que o alvará me concedeu. Com a cumplicidade do banco, ganho novecentos mil e o banco perde outro tanto.
Estes buracos assim cavados chamam-se "imparidades" e o governo cobre-os porque se não os cobrir os bancos vão à falência. E não podem ir à falência porque são "sistémicos".
PS : Já desconfiava mas ontem na A25A numa sessão pública confirmaram-me isto tudo!