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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na TAP sai um visionário da aviação entra o Estado

Frasquinho não está por menos. Em 2015 sem a privatização a companhia tinha falido. Não havia dinheiro para pagar salários.

Se não tivesse havido a privatização, a TAP acabaria. Não havia sequer na altura liquidez para salários no mês seguinte. Portanto, a entrada dos acionistas privados David Neeleman e Humberto Pedrosa foi essencial para providenciar os fundos de que a TAP necessitava para sobreviver”, refere Frasquilho, salientando que a empresa precisava desses acionistas à data para que “se pudesse começar aos poucos a modernizar, a ampliar”.

David Neeleman deixará de ser acionista da TAP, mas não só foi importante nesta altura da empresa como foi importante também, por exemplo, na expansão da nossa atividade nos EUA em 2019“, diz Frasquilho, acrescentando que o empresário americano é um “visionário da aviação”.

 

A TAP pode comprometer despesas no SNS e na Segurança Social

O Estado está a comprometer-se com um volume de despesa enorme que vai faltar na Saúde, na Escola e na Segurença Social

É um assunto muito sério, e o Conselho [das Finanças Públicas] está muito preocupado com esta questão”, admitiu, acrescentando que, qualquer que seja o desfecho do processo da TAP, “é preciso olhar para os custos sociais associados”, e lembrou que a transportadora tem quase 10 mil trabalhadores.

Também pediu “muita cautela” na necessidade de “avaliar os impactos que o processo vai ter para os contribuintes”.

Não nos TAPem os olhos

Serviu para quê a reversão feita pelo governo de Costa na TAP ?

Olhar para a TAP e resumir a situação da empresa à pandemia ou à má gestão dos privados é, no mínimo, hipócrita. Como se, nos últimos quase 30 anos, a empresa não tivesse estado 25 nas mãos do Estado, com administrações escolhidas pelo poder político e planos estratégicos - como a compra da VEM - subscritos pelos sucessivos governos. Como se as reestruturações, os planos de saneamento financeiro e as tentativas frustradas de privatização (do PSD, mas também do PS) não tivessem ficado no currículo político dos governos de Cavaco, de Guterres, de Durão Barroso, de Santana Lopes e de José Sócrates. Como se pudéssemos assacar também ao novo coronavírus os milhões de euros dos contribuintes que já foram enterrados na empresa.

Pedro Passos Coelho privatizou o que podia e o que não devia, mas, no caso da TAP - apesar de o processo ter sido muito polémico -, fez bem. O Estado não só já provara à evidência de que não sabe gerir companhias aéreas como deve preocupar-se com outras coisas, bem mais importantes. E é por isso que estou até hoje para perceber qual foi o benefício para o país da reversão feita por António Costa em 2016. De que adianta ficar com 50% da TAP se não se interfere na gestão? E para que serviram, afinal, estes 50% nos últimos quatro anos se só agora o acionista Estado vem criticar a forma como a empresa foi gerida, como se não fosse dono de metade?

A TAP é o maior erro político de António Costa

A TAP há muitos anos que está em morte cerebral mas ninguém tem coragem de desligar a máquina.

Perante este cenário, radical mas profundamente verdadeiro, o Governo português decide entrar de cabeça num processo que nos vai levar ao maior fracasso político dos governos de António Costa, a um calvário que se vai desenvolver no próximo decénio e que marcará a vida política de forma grave”, escreveu Ascenso Simões.

Para o deputado socialista, mais do que o impacto da pandemia de Covid-19 foram as transformações na aviação comercial ocorridas ao longo das últimas décadas – com a democratização do transporte aéreo a fazer com que “milhões de cidadãos passassem a viajar ao preço que melhor lhes convinha,

A TAP com menos trabalhadores, menos aviões e menos rotas

Vai ser com muita dor e com muitos custos e já ninguém tem coragem de dizer o contrário. A TAP vai ser mais pequena, regional, para atender às necessidades de um pequeno país e à diáspora .Ou então vai juntar-se a um grande grupo internacional como já fizeram todas as grandes companhias aéreas europeias com excepção da Alitália..

Dito de outro modo, ninguém quis e ninguém quer a TAP. Talvez após a reestruturação, perdidas as ilusões ideológicas de ter uma companhia de bandeira.Menos trabalhadores, menos aviões e menos rotas. Entretanto os contribuintes pagam.

A empresa não foi nacionalizada mas o ministro e os sindicatos aplaudem como se o tivesse sido. Quando a factura começar a chegar com milhares de trabalhadores despedidos vamos ver se a paixão é para durar.

O accionista privado levou 55 milhões por 25% de uma companhia falida .Há uma explicação para este negócio de Neeleman, o pecado original: O parassocial que lhe foi dado em 2016 quando foi renegociada a posição acionista do Estado para 50%. Com aqueles cintos e suspensórios, só podia dar nisto, independentemente da narrativa política deste negócio.

Com certos amigos não precisamos de inimigos.

A TAP é o princípio do fim de António Costa

Na TAP decorre à vista de todos uma tragédia à portuguesa curta. A factura apresentada pela exigência de PCP e do BE para ter uma companhia de bandeira que poucos têm, acabou com a gestão orçamental poucochinha.

Teremos noção de que podemos regressar rapidamente à sombra da falência se António Costa mantiver um estilo de governação com despesa galopante em vez de enfrentar o Bloco e o PCP?

A extrema esquerda tudo fará para empurrar PS e PSD para um governo de salvação nacional para mostrar que a alternativa são eles mesmos. 

O voto contra dos comunistas, ontem, no Orçamento retificativo, é já o espelho do desespero pela sobrevivência política acima de tudo. Como aliás se vê na insistência de realização da Festa do Avante, evento que só um Governo de joelhos, em permanente chantagem, engole e autoriza.

Mas, se depois desta reestruturação, a TAP continuar sem resultados operacionais positivos, laboralmente ingerível e ninguém a quiser comprar, temos de desistir desta TAP e abrir outra mais pequena ou deixarmos de ter companhia aérea. Se o mercado é realmente bom, alguém voará para Portugal. Creio que deveríamos colocar um prazo de dois anos e um teto-limite de injeção de dinheiro a meter na empresa. Isto não pode ser um buraco sem fundo. É que já não podemos mais.

Na TAP chegou a factura do apoio do PCP e BE a Costa

Uma dívida de 3 300 milhões, a que se está a juntar mais 1 500 milhões este ano ( a TAP factura 3 mil milhões / ano, este ano vai facturar na melhor das hipóteses 50%) . São 4 800 milhões a que acresce outros tantos no ano que vem. Vamos nos 6 mil milhões números redondos. É a factura que vamos pagar pelo apoio do PCP e do BE ao  governo da "geringonça".

Vão ser despedidos 30 a 40% dos trabalhadores que vão viver à conta da Segurança Social . O que está a acontecer na TAP é uma verdadeira tragédia.

Nos grandes e ricos países da União Europeia o Estado manteve as companhias aéreas ( todas elas em dificuldades), emprestou-lhes dinheiro a troco de uma posição accionista que vai devolver quando o empréstimo estiver pago. Sem dramas, sem tragédias financeiras e sociais.

Por cá vamos ter uma companhia de bandeira mas não temos um SNS decente, uma escola pública com bons resultados, uma Justiça a tempo e horas.

É isto o que podemos esperar de um estado que está em todos os sectores da vida nacional. Mas segundo Costa ele não tem culpa e afadiga-se para arranjar bodes expiatórios.

A esmagadora maioria dos países da União Europeia não tem empresas aéreas maioritariamente públicas. Não há nenhum motivo para chamar os contribuintes portugueses a enterrar milhares de milhões numa empresa de aviação.
Não resgatar a TAP é investir mais em saúde, educação, ferrovia ou simplesmente reduzir impostos, não onerando os contribuintes com mais este custo.

 

Na TAP o governo vai nacionalizar uma dívida brutal

Quem ficar com a companhia aérea vai responsabilizar-se por uma dívida brutal .A acontecer, o Estado passará a ter o controlo da TAP mas, no pacote, para além de aviões e trabalhadores, vem ainda uma dívida de 3.300 milhões de euros.

Assim, no pacote, o Estado vai ficar com uma companhia aérea que diz ser fundamental para o país, mas com uma dívida de vários milhares de euros, que está a perder aviões e que já dispensou mais de mil trabalhadores.

Há muito que ouvimos falar de uma parceria com uma grande companhia aérea europeia mas nunca conseguida.

A racionalidade da atual intervenção assenta na ideia da salvação da empresa. Isso é fácil de perceber. Mas, a seguir, qual é o plano? Qual é o projeto industrial? Quando Bruxelas obrigar a uma reestruturação profunda, é o Estado que vai assumir esse ónus? Em quantos anos a nova gestão garante pôr a empresa no verde? Se os prejuízos se acumularem, obrigando a novas injeções de capital - sempre com remédios de Bruxelas - vamos brincar como no Novo Banco e fingir que não sabíamos o que aí vinha nos muitos anos difíceis que tínhamos pela frente?

A TAP representa apenas 3% do turismo que chega a Faro

Se a TAP despreza o Norte e representa apenas 3% do turismo que chega ao aeroporto de Faro para quê uma companhia de bandeira ?

Em vez de pagarmos a companhia com os nossos impostos como temos feito há dezenas de anos, passamos a pagar apenas e só os nossos bilhetes, como fazemos em qualquer outra companhia.

Basta que a TAP se mantenha uma empresa privada em concorrência no mercado com todas as outras companhias aéreas.

Reparem: numa época em que tantos países europeus mais ricos do que Portugal já não têm companhia de bandeira (Suíça, Bélgica, os escandinavos), porque é que nós mantemos o luxo da companhia de bandeira?

Sempre orgulhosamente sós .

Na TAP os privados empurram o Estado para a nacionalização

Os accionistas privados ao não aceitarem as condições impostas pelo accionista Estado empurram a companhia aérea para a nacionalização. Dito de outro modo. Não estão interessados .

Pese embora as repetidas tentativas do Estado a verdade é que muito poucos querem a TAP. As outras companhias europeias juntaram-se mas nenhuma com a TAP. Na primeira tentativa de privatização apareceu um desconhecido colombiano que nem uma garantia bancária conseguiu arranjar. E, agora, há um accionista privado que na verdade está no negócio com duas empresas aéreas do outro lado do atlântico e que impõe as suas condições.

A nacionalização é o recurso último para manter a companhia em operação, à custa da injecção de muito dinheiro, da assunção do passivo acumulado e da devolução aos privados dos seus suprimentos.

E, toma corpo, que haverá umas alíneas no acordo secreto entre accionistas que favorecem os privados. Mais um poço sem fundo que a "geringonça" deixou aos contribuintes. 

O socialismo e os idiotas úteis.