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BandaLarga

as autoestradas da informação

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TAP : Os grandes negócios do estado

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O problema da TAP - sempre o disse - é que ninguém a quer a não ser que seja de borla.

Estiveram no negócio a representar o estado as grandes cabeças cá do sítio, os amigos geniais, mas quem ficou com a TAP de borla foi o empresário conhecedor do negócio, com outras operações aéreas na América do Norte e Sul que alavancam a companhia dita de bandeira seja lá isso o que for.

Cá vamos cantando e rindo...

A TAP nacionalizada é mais uma fraude

Depois das noticias de hoje a TAP é, inequivocamente, uma empresa privada.
O resto são tretas do Dr Costa para enganar a malta, coitados dos ceguinhos Jerónimo e Katuxa, ainda não  piaram.
Os sindicatos, a Dr Roseta e o Dr Vasconcelos, defensores da TAP pública, enfiaram todos o barrete.
Não critico os aumentos, nem percebo a indignação, numa empresa privada o Patrão aumenta quem quer .
Critiquem a farsa do Dr Costa e dos demais, o resto é fazer de nós parvos. Arranjaram-se uns lugarzinhos milionários para os amigos e o resto é treta.

O Estado enquanto accionista deu ( e bem) a gestão aos privados já que eles são os conhecedores do negócio . Ora, a atribuição de prémios aos trabalhadores é da competência da Gestão mas, é claro, que o accionista Estado pode fazer sempre o número habitual.

Clamar por sobriedade

Na TAP o governo deve-nos uma explicação

Nem é pública nem é privada. A companhia aérea foi mais uma ideia manhosa que está a dar maus resultados para o Estado . Com o selo de António Costa .

Nada foi feito e a soma de uma péssima privatização – onde, descansem, também respondíamos por mais de 600 milhões de dívida da TAP - com uma má renacionalização parcial - onde o Estado tem uma influência limitada mas responde pelos montantes necessários para recapitalizar a TAP sempre que os capitais próprios atinjam valores inferiores a 571,3 milhões de euros negativos – é sinal de permanentes má notícias.

Ou há lucros e o Estado passa de ter 50% para receber apenas 5% dos mesmos, ou há prejuízos e de repente é como se a empresa fosse pública. Isto é um pesadelo para o contribuinte. E o Governo deve-nos uma explicação.

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Tragédia económica na TAP nacionalizada

É um fartote de rir se não fosse caso sério. A TAP que este governo renacionalizou e na qual colocou uma série de amigos apresenta um prejuízo em 2018 de cerca 150 milhões de euros. Como o Estado possui 55% do capital cabe-lhe a parte maior do prejuízo. Grande ideia nacionalizar .

Os privados accionistas que têm os seus interesses empresariais na TAP conectados com outras companhias aéreas no Brasil e nos USA não estão preocupados. Para eles é só uma manta que esticada não cobre ainda os pés mas que cobre o resto do corpo . Os custos e as receitas podem ser imputados aos diversos operadores por forma a perder na TAP mas ganhar lá fora.

O empresário e acionista David Neeleman adota uma posição confiante, tendo comprado por 49 milhões de euros a participação indireta dos chinesas da HNA, que saem da TAP na sequência de problemas complexos no desenvolvimento das operações internacionais do seu grupo, que continua a desinvestir, alienando participações em várias geografias.

Quanto ao acionista português, Humberto Pedrosa, também mantém expectativas confiantes, tendo o seu filho David Pedrosa como administrador executivo – numa comissão executiva que integra Antonoaldo Neves e Raffael Guaritá Quintas.

Mas pronto os amigos de António Costa ganham bem e recomendam-se .

A TAP privatizada com novos aviões, novas rotas e mais mil trabalhadores

O problema da TAP foi sempre o de estar num negócio que não conhecia . Privatizada e nas mãos de quem há muito está no sector a companhia levanta voo. Novos aviões com grande poupança nos custos em combustível, novas rotas de sucesso e contratação de trabalhadores. E resultados positivos ao ponto de a companhia começar a pagar a dívida acumulada ao longo de tantos anos.

"Nós tínhamos menos pilotos do que precisávamos, estávamos dependentes da boa vontade do pessoal para trabalhar em dias de folga ou férias, e isso não é sustentável." Uma realidade que já se alterou quer graças às negociações com os sindicatos quer sobretudo pela contratação de pilotos e tripulantes."

A TAP outro exemplo de negócio desastroso de António Costa

E havia um amigo de António Costa, amigo desde o tempo da faculdade, que tratou do negócio da TAP.  Um tal Lacerda que não sendo nada no governo tratava (trata?) de alguns negócios mais difíceis.

O Estado, através da Parpública, recuperou o controlo acionista da TAP com 50% do capital, mas perdeu direitos económicos e passou até a assumir mais responsabilidades financeiras, enquanto os privados ganharam um almoço grátis, à conta dos contribuintes. Não é apenas um negócio desastroso para o Estado, está no limite do escândalo, com um único fim, o interesse político do governo.

Com esta operação política e financeira, David Neeleman, Humberto Pedrosa e os chineses da HNA que entraram no consórcio privado ganharam um daqueles negócios que todos gostariam de ter. Se a recuperação da TAP correr bem, na linha do que foi definido pelo novo CEO, ficam com os lucros. E só nessas circunstâncias o Estado poderá ganhar com a operação. Se a recuperação da TAP correr mal, será o Estado, leia-se os contribuintes, a assumir todos os prejuízos e os privados regressam aos seus negócios sem perda.

Não foi António Costa que disse que viu uma vaca a voar ?

 

A TAP já voa com 100 milhões de lucros

Durante décadas a TAP afundou-se em prejuízos. 

Durante o ano passado, a companhia área portuguesa transportou 4,2 milhões de passageiros, mais 21,6% que em 2016. As receitas operacionais aumentaram em mais de 600 milhões de euros, para um total de 2.977 milhões de euros.

É preciso conhecer o negócio do transporte aéreo, ter dinheiro e operações complementares com outras companhias na Europa e nas Américas coisas que o estado nunca teve.

Agora sim a TAP é de bandeira

A TAP (privatizada) deu lucro em 2017

Mesmo com os prejuízos da empresa de manutenção no Brasil  a TAP apresenta finalmente lucros. E baixou a dívida bancária que era de mil milhões de euros para 700 milhões .

O Estado deixou finalmente de meter dinheiro na companhia aérea . Boa notícia.

A TAP facturou 3 mil milhões no ano passado e a dívida, que antes da privatização era superior a mil milhões de euros, está agora abaixo dos 700 milhões.

Para 2018 antecipa que seja possível melhorar os resultados, assim como replicar o aumento superior a 20% que a companhia conseguiu em 2017 em termos de passageiros transportados.

É preciso que o aeroporto do Montijo avance rapidamente ( solução Portela + Montijo ) mas o Estado ainda anda em estudos.

80% do negócio de transporte aéreo é o "code share " que a TAP só teve com Fernando Pinto

Anos e anos com adminstrações constituídas por gestores com perfil político e que não faziam ideia nenhuma do que era (é) o negócio do transporte aéreo. Jorge Coelho escolheu por concurso internacional um gestor do sector com a incumbência de privatizar a TAP.

As outras companhias europeias de transporte aéreo foram casando-se umas com as outras, a TAP teve um pretendente, a Swissair que faliu . Mais ninguém a quis.

Os privados da TAP estão no negócio na América do Norte e na América do Sul e agora também na China.

Os seus clientes são encaminhados para a TAP que tem licença para operar na Europa e, assim, as empresas americanas enchem os aviões que atravessam o Atlântico .É isto o "code share ", partilhar com outras companhias a capacidade não preenchida  e os aviões andarem lotados ( em 2017 a TAP apresentou uma lotação média de 82%)

Longe vão os tempos que num qualquer aeroporto o português em viagem esperava três e quatro horas pelo próximo avião da TAP enquanto os aviões de outras companhias voavam para Lisboa com metade da capacidade . E o próximo avião da TAP lá vinha com meia dúzia de passageiros e aterrava em Madrid para me trazer para Lisboa. Aconteceu mais que uma vez, um avião da TAP aterrar num qualquer aeroporto internacional, qual "Tuk Tuk" para apanhar uma dúzia de passageiros.

Os mesmos de sempre andaram anos a vender-nos a ideia da "companhia de bandeira", um símbolo nacional, falida, que ninguém queria.

TAP = take another plane levantou voo.