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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Enterrem os mortos mas não enterrem o boato

Pela voz dessa estadista de mão cheia que dá pela graça de Ana Catarina Mendes, o PS veio indignar-se porque Passos Coelho cometeu uma "gafe" falando em suícidios que não existiram. Ao mesmo tempo o PS apressa-se a enterrar os mortos na tentativa de fazer morrer qualquer reacção inesperada das populações. É que as autárquicas estão à distancia de três meses .

Estamos assim nesta, Vanessa. Lamentável é a gafe não são os mortos nem os 200 feridos, há que meter isto na cabeça dos que sofrem. Basta ler o DN para se perceber que a campanha está em curso.

Toda a indignação com os falsos suicídios, nenhuma indignação com os mortos.

Tenta-se a todo o custo salvar o perfil sorridente e cheio de sorte de Costa. Com Costa tudo corre bem e essa imagem não se pode perder . Mas Costa foi há 12 anos ministro das florestas e agora é primeiro ministro, primeiro responsável pelo que acontece no país. Há que enterrar a responsabilidade de Costa com os mortos.

A última pazada de terra .

 

Segunda medalha póstuma da estupidez

Que teria havido suicídios entre a população de Castanheira de Pêra ao mesmo tempo que se punha a correr que as equipas de psicólogos já tinham abandonado o terreno. Uma coisa dava com a outra mais, as duas confirmavam-se mutuamente.

O Provedor da Santa Casa do lugar e candidato à câmara já veio dizer que foi ele que induziu em erro Passos Coelho. Mas esse não é o problema. O problema é que a oposição devia estar calada, deixar o governo a falar sozinho e, quando, convencido que a tragédia tinha passado então a oposição devia avançar com os resultados de trabalho sério feito no terreno, sem falhas e sem almofadas.

Mas não, encolhida entre o medo de magoar as pessoas que sofreram na pele e o medo de perder o timming e deixar morrer a tragédia na mente das populações, o PSD parece o "carlinhos das anedotas" na sala de aulas. Sempre que abre a boca sai asneira.

Ora, conhecendo nós o manhoso Costa e o afectuoso Marcelo, o que se podia esperar era que o tempo se encarregasse de esquecer o assunto. Outubro vem longe e a silly estação mal começou. Mas Costa temia e teme com a imprevisível reacção da população e contra essa pouco ou nada pode fazer. A população tem hoje a certeza que não pode confiar no estado e que o governo não é competente . Daí a oferecer a Costa uma vida "depois tragédia" bem menos  confortável é um fósforo.

Em lume brando permanece o fecho das turmas em escolas associadas que eram um centro de actividade económica nos vários locais. Nas autárquicas o PS vai pagá-las com língua de palmo. Não esquecem as famílias que tiveram que mudar de escola, nem os professores no desemprego nem os agentes económicos locais com dificuldades acrescidas.

Felizmente que a Associação das Escolas Privadas em Associação travou o combate e não deixou que os partidos da oposição se suicidassem .