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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O sucesso dos incêndios de Monchique segundo António Costa

Os incêndios de Monchique são a excepção ao sucesso das medidas tomadas no resto do país que não arde diz Costa sem se rir.

O que Costa não diz é que o resto do país que não está a arder é porque já ardeu . Isto é, arde onde a matéria combustível se amontoou .

António Costa vê no drama das populações da Serra de Monchique um sucesso . O que interessa mesmo é passar a ideia que Monchique tinha que arder, fatal como o destino, não se espere que os incêndios terminem rapidamente porque vamos ter mais uns dias de incêndios e dramas. Mas se é assim, se os incêndios em Monchique foram anunciados e o primeiro ministro sabia que eram inevitáveis, porque foi ele conhecer o trabalho prévio em execução na Serra e anunciou um trabalho exemplar ?

É difícil ter a hipocrisia deste político, desde a facada nas costas a Seguro até à fuga em 2017 para férias enquanto lavravam os incêndios de Pedrógão, passando por encontrar uma solução política para salvar a pele e, last but not de least, o agora sucesso em Monchique.

Vale tudo, incluindo a desgraça alheia, para fugir à responsabilidade política de ter sido ministro da administração interna ( o enquadramento jurídico e organizacional ainda é o seu) e de ser primeiro ministro quando ocorrem os mais dramáticos incêndios dos últimos vinte anos.

Costa não é um ser humano que se goste de ver. E de ter por perto. Não. Aquilo é muito feio, mesmo muito feio.

 

A ilusão do sucesso

efeito base engana muito incauto. Comparar com uma base baixa dá percentagems de crescimento elevadas. É o que está  a acontecer em Portugal.

Neste momento vivemos na ilusão do sucesso, mas que será desfeito já em meados de Novembro, quando for divulgada a estimativa rápida do PIB do 3º trimestre, que deverá mostrar uma clara desaceleração em termos homólogos. Antes disso, o governo terá divulgado o cenário macroeconómico referente a 2017 e 2018, onde se deverá constatar que o crescimento para o conjunto do corrente ano será pior do que o 1º semestre, indicando que o segundo semestre deverá ser pior do que o primeiro. Para além disso, é muito provável que a previsão de crescimento para 2018 seja de desaceleração, reforçando a ideia de que não virámos nenhuma página em relação à quase estagnação dos últimos 16 anos.

Se não atingimos o sucesso, muito pelo contrário, isto tem que ser claríssimo e um governo que não quer reconhecer isto tem que pagar um preço político elevado pela sua omissão.

O sucesso de Portugal levanta questões perturbadoras

A política de reversão de rendimentos teria sido possível sem a política de austeridade ? Teria sido possível com taxas de juro a 7% ? E com um défice de 11,2% ? E com um desemprego de 17% ?

O FMI diz que o seu objectivo foi puramente de reequilíbrio financeiro, as questões sociais daí resultantes eram assunto da União Europeia. Cabia a Bruxelas mutualizar a dívida, a Berlim investir mais . O desemprego não teria caído tanto.

O artigo, que faz o governo português corar de elogios, faz crer que Portugal “pode oferecer-se como um modelo para o resto do continente”. E diz porquê: “conseguiu aumentar o investimento público, reduzir o défice, reduzir o desemprego e alcançar um crescimento económico sustentado”. Tudo isto devolvendo rendimento e confiança às pessoas e atraindo de novo os investidores. Numa frase: “Portugal conseguiu aquilo que nos tinha sido dito que era francamente impossível”.

O sucesso de Portugal é “inspirador e frustrante” porque levanta questões perturbadoras: “Para quê esta miséria humana na Europa? E a Grécia, onde mais da metade dos jovens caiu no desemprego, onde os serviços de saúde foram dizimados, onde a mortalidade infantil e o suicídio aumentaram? E Espanha, onde centenas de milhares foram expulsos de suas casas? E França, onde a insegurança económica alimentou o crescimento da extrema direita?”. 

Teria sido ou não necessário ? A certeza que podemos ter é que só atravessamos o inferno porque o país descambou financeiramente . Se o país não tivesse mergulhado na situação pré-bancarrota não teria sido necessária a austeridade.

Todos os países que mantiveram as contas públicas equilibradas não precisaram da austeridade.

Eis a prova.

O milagre de São Draghi

No Causa Nostra : Quase cinco anos passados, acumulam-se os indícios de que a União está em vias de vencer definitivamente a guerra do Euro: está instalada, em ritmo ainda lento mas seguro, a retoma do crescimento económico e do emprego, da consolidação orçamental e da redução do endividamento público, acompanhada do afastamento do risco da deflação (inflação já superior a 1%), bem como do aumento consistente do sentimento positivo dos agentes económicos. Até a Grécia está a crescer de novo, a reduzir os juros implícitos da sua dívida e a encarar a hipótese de voltar ao mercado da dívida antes do termo do seu programa de assistência!"

Se calhar a austeridade não teria que ser tão dolorosa como foi mas, quem augurava o insucesso, vai que meter a viola no saco. E, já agora, o facto de 2017 ser ano de eleições um pouco por toda a Europa não explica a criação de um milhão de postos de trabalho ? É que não há coincidências .

 

O referendo prova o estrondoso sucesso da Europa

Os argumentos do leave e do remain provam o estrondoso sucesso da União Europeia . Por um lado os argumentos económicos mostram a importância de pertencer à UE por outro os argumentos nacionalistas mostram a importância ideológica de quem quer sair.

Trata-se de um caminho que se percorre pela primeira vez e os problemas que se levantam resultam disso mesmo. E o mundo olha com atenção redobrada esta obra extraordinária social, económica e política.

É nesse sentido que o referendo no Reino Unido é um sinal de força da UE. Primeiro porque é um caso raro (se houvesse muito descontentamento tinham-se multiplicado os referendos, coisa que não aconteceu); depois porque no debate sobre o Brexit ninguém conseguiu avançar com argumentos económicos a favor da saída.