Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A fiscalização da corrupção - PGR, CFP, BdP, TdC -foi toda alterada

Tudo gente substituída por gente mais dócil e amiga do governo. Bem pode António Costa dizer que está com o Presidente da Republica mas as coisas são como são. A pipa de massa está a caminho e as mudanças do primeiro ministro são, no minimo, suspeitas. A culpa das suspeitas não é nossa é dele.

Isto já quer dizer muito.

E a fotografia completa é que os cargos de fiscalização essenciais para um fenómeno chamado corrupção – PGR, CFP, BdP e TdC – foram todos alterados. O último dos quais quando à vista já estão os milhões da Europa para distribuir por cá. O retrato não é bom, e se há alguém que tem responsabilidades nessa deformação da tela, na sua subversão, é o primeiro-ministro. Pode tentar explicar cada um dos factos, com argumentos mais ou menos esfarrapados ou mais ou menos certos, mas de uma coisa não está livre: de que olhando o retrato completo fiquemos com receio de que a História se repita. Que as facilidades voltem, que os mesmos, ou os seus substitutos atuais, sejam de novo os bafejados.

A regra da confiança é essencial e foi canhestramente destruída. Ninguém acredita na bondade das substituições, mesmo nos casos em que não haveria outro procedimento a ter. A ideia é que o Governo e o seu chefe não sabem lidar com a crítica, com o escrutínio, com a vigilância necessária de órgãos externos ao Executivo.

E isto, por si só, já é bastante mau.

120894619_3865900893454801_6144571872081164660_n.j

 

 
 

Não será fácil perder-se a herança de Joana Marques Vidal

António Costa não perde oportunidade para vincar que a substituição da Procuradora Geral da República é uma certeza pese a opinião do Presidente da República . Mas não vai ser fácil esquecer a herança de Joana Marques Vidal tal é a força do seu mandato.

A Operação Marquês ou o caso GES/BES teriam chegado onde chegou com Pinto Monteiro ou outro PGR com igual interpretação dos poderes/deveres do Ministério Público?

A própria Joana Marques Vidal disse uma curiosa frase em junho passado: “Não será fácil perder-se a minha herança”.

A afirmação, mais do que fruto de imodéstia, é um óbvio recado para os escrutinadores da Justiça e para a opinião pública: certifiquem-se que o caminho traçado não será subvertido pelo poder político com a conivência de quem lhe suceder.

É por isso que as inúmeras investigações desencadeadas pelo Ministério Público sob a liderança de Marques Vidal vão ter mesmo de chegar a bom porto - isto é, à barra dos tribunais, para julgamento.

Os boys e as girls não apagam incêndios

Dois meses antes da estação crítica dos fogos os comandos das operações foram substituídos. Depois queixam-se que as coisas correm muito mal e acenam com inquéritos. Foi o governo que substituiu pessoas com algum tempo nos cargos por gente sem experiência mas da cor.

A Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) sofreu uma restruturação na estrutura de topo desde que o Governo entrou em funções, com consequências posteriores no terreno, noticia o Público. Todas as alterações aconteceram a dois meses da época de incêndios.

Dos 36 comandantes distritais, 20 já mudaram e 17 cargos ‘foram mexidos’ em abril, com novas pessoas a entrar e membros já experientes da ANPC a mudarem de posição.

codis.png

 

Governo obediente e agradecido

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, substitui anteriores equipas a exigência do BE .

A direção cessante tem sido alvo de contestação por parte do Bloco de Esquerda (um dos partidos que garante maioria parlamentar ao Governo) precisamente devido aos recibos verdes. O deputado José Soeiro entregou, anteontem, uma pergunta dirigida a Vieira da Silva, denunciando o recurso a falsos recibos verdes no concurso que a direção do IEFP lançou para docentes e formadores na rede de centros de emprego e formação profissional.

O PS vai engolindo sapos a ver se o orçamento para 2016 passa. Desde que as exigências não façam mais despesa ainda a coisa vai ...

Governo obediente e agradecido

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, substitui anteriores equipas a exigência do BE .

A direção cessante tem sido alvo de contestação por parte do Bloco de Esquerda (um dos partidos que garante maioria parlamentar ao Governo) precisamente devido aos recibos verdes. O deputado José Soeiro entregou, anteontem, uma pergunta dirigida a Vieira da Silva, denunciando o recurso a falsos recibos verdes no concurso que a direção do IEFP lançou para docentes e formadores na rede de centros de emprego e formação profissional.

O PS vai engolindo sapos a ver se o orçamento para 2016 passa. Desde que as exigências não façam mais despesa ainda a coisa vai ...