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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa : quem conheceu Portugal antes e depois da União Europeia

Quem ataca a UE e ou dela quer sair esquece sempre a modernização que Portugal teve com a aplicação dos subsídios que recebeu . António Costa não esquece.

O PS é o partido da UE diz e é preciso um PS forte dentro da Europa.

"O partido, que, desde o pedido de adesão e até hoje, nunca teve dúvidas de qual era a sua posição: defender a integração de Portugal, o aprofundamento do projecto europeu, defender que haja cada vez mais Europa e maior solidariedade dentro da Europa".

E ainda nos lembramos todos como havia alguns que queriam sair da UE ou do Euro .

O líder do PS disse que os portugueses "sabem bem porque é que importa defender a União Europeia", lembrando que "é graças à União Europeia que temos 32 anos de modernização, de progresso e de desenvolvimento, como era muito difícil imaginarmos que poderíamos ter tido se não estivéssemos na União Europeia".

E deu como exemplo Alqueva esse gigantesco projecto que mudou o Alentejo e que não teria sido possível sem os subsídios da Europa.

Uma grande maioria ( PS - PSD - CDS ) de eleitores são pró- UE . A minoria está contra mas paradoxalmente apoia um governo PS .

Estamos a chegar ao fim da legislatura e dá para perceber que a água e o azeite não se misturam .

O subsídio que pode reduzir as desigualdades

Um subsídio para todos a troco de nada. Única forma de acabar com as desigualdades. Comprar tempo para si e para os seus.

Há quem diga que isso seria destruir a economia tal qual a conhecemos mas a verdade é que a indústria cada vez mais roboritizada não cria empregos para todos.

Os promotores do movimento defendem que com o RBI é dada a oportunidade a cada um de “escolher livremente um trabalho verdadeiramente gratificante, social e economicamente produtivo ou outras formas não remuneradas de contribuir para a sociedade“. “O RBI também liberta tempo para dar um novo fôlego à atividade associativa, ao envolvimento cívico, aos projetos profissionais e à criação artística, recriando laços sociais, familiares e de confiança nas nossas cidades, bairros e aldeias”, .

No resto da Europa, foi aberta em 2013 uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) neste sentido, mas esta fechou com menos de um terço das assinaturas necessárias para que a medida fosse estudada e discutida pelo Parlamento Europeu (seria necessário um milhão de assinaturas). Ainda assim, uma sondagem recentemente feita a nível europeu revelou que 58% dos inquiridos sabem do que se trata quando se fala em RBI e 64% dizem que votariam a favor se fossem diretamente consultados sobre o tema. A ideia parece ser particularmente bem recebida em Espanha e Itália.

Os subsidios, os ajustes directos e as vinganças

Tudo confidencial e na paz dos anjos até ao dia que a câmara ou o estado se vê sem dinheiro ou apertado pelo Tribunal de Contas. Cortadas as benesses aparecem as vinganças envoltas em discursos bonitos sobre a defesa do ambiente.

Vítor Rodrigues ( presidente da câmara de Gaia ) considera que a referida "vingança" se deve ao facto de o Movimento SOS Estuário do Douro estar descontente com o "corte do financiamento confidencial à Quercus (...) de 15 mil euros por ano, assinado no mesmo ano em que desmataram por completo a Quinta Marques Gomes. E o descontentamento pelo fim dos ajustes diretos a uma empresa de árvores e jardins que ganhou dezenas de milhares de euros de ajustes diretos da Câmara e das Águas de Gaia nos anos anteriores".

Recorde-se que a promotora do Marés Vivas, PEV Entertainment, vai levar a associação ambientalista a tribunal, acusando-a de "terrorismo" por ter tentado convencer os artistas confirmados a não atuar no festival.

Fora da UE íamos ao Totta...

Buscar subsídios da ordem dos mil milhões para aumentar a eficiência energética. Projecto relevante quando se sabe que se perde mais de 40% da energia que se injecta nas linhas de transporte . Esta é uma das áreas em que a Europa é mais dependente do exterior. E para cá dos Pirenéus - Portugal e Espanha - continuam sozinhos. Há que melhorar as interligações com o resto da Europa, vender e comprar energia. Só assim será possível acabar com as rendas excessivas no sector. "Poderá haver uma injeção muito relevante de financiamento e investimento na economia nesta área da eficiência energética nas diferentes vertentes, empresarial, residencial, edifícios públicos e administração pública, ou seja, toda a panóplia de intervenções ligadas à eficiência energética e ao desempenho mais eficiente do sistema energético nacional". Se estivéssemos fora da União Europeia e do Euro íamos pedir ao Totta...

Não é facil ser burro hoje em dia

O Burro Mirandês vive à conta de subsídios europeus. Tal como muitos dos seus irmãos humanos não percebe que só vive de subsídios porque está a morrer. Não alcança que quem vive de subsídios mais tarde ou mais cedo passa a sem abrigo.

Recordando que esta espécie sofreu décadas de negligência, a reportagem sublinha que o destino destes burros “acabou por se assemelhar ao dos seus congéneres humanos nas desfavorecidas regiões europeias do interior: ameaçados de extinção e dependentes, para sobreviverem de, sim, de subsídios da União Europeia”.

São esses mesmos subsídios – que estão agora em debate, em plena época de austeridade, no âmbito dos apoios europeus às regiões agrícolas – que têm ajudado à sobrevivência do burro mirandês, que desde 2003 que é considerado uma espécie ameaçada, escreve o jornalista Raphael Minder, que esteve na freguesia de Paradela – concelho de Miranda do Douro – a observar estes “animais dóceis”.

 

Os dinheiros do QREN deixam muita gente nervosa

São vinte e um mil milhões de Euros mais seis mil milhões para a agricultura. O que sabemos é que há uma comissão de notáveis a trabalhar para escolher os projectos que vão ser apoiados. Também sabemos que, ao contrário do passado, metade deste dinheiro será encaminhado para as Pequenas e Médias Empresas e será reembolsável.

De vez em quando pelas reacções de uns quantos "habitués", também podemos saber quem é afastado. Hoje apareceu nas TVs um "eterno" de Coimbra que indignado, dizia que no " metropolitano de superfície de Coimbra" já lá estavam metidos muitos milhões, faltavam "só" cem milhões, sem estes perdia-se tudo. E que neste projecto se tratava de transportar pessoas não era como nas fábricas e nas empresas que se tratava apenas de economia. Andou por ali a evitar dizer "lucro" e "economês" mas pronto, ao "metropolitano" é que não pode faltar "trata-se de pessoas". Claro que a lógica, a ser aceite, levaria o dinheiro para todas as autoestradas que acabam no meio de "nenhures", para as rotundas que ainda não se fizeram e  para os pavilhões que já precisam de ser alargados. E nas escolas e hospitais que já caiem aos bocados.

E eu fico a pensar como é que esta gente tão fraquinha anda há quarenta anos em lugares de nomeação, ora governamental ora distrital,  mas sempre  com os microfones por perto.