Os subsídios eram distribuídos através dos balcões do IFADAP - Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas - e rapidamente utilizados para comprar geeps muito em moda e que a população rapidamente crismou de "ifadaps".
Fomos bastante precoces no desvio desses subsídios de que só uma pequena parte chegava aos verdadeiros agricultores e pescadores. A notícia vem de uma investigação em vários países da UE .
Segundo aquela publicação, "isto ocorre porque os governos da Europa Central e Oriental, vários dos quais liderados por populistas, têm ampla latitude na distribuição dos subsídios, financiados por contribuintes de toda a Europa, mesmo quando todo o sistema está oculto em sigilo".
O artigo do NYT cita um estudo que revela que 80% do dinheiro vai parar aos maiores recetores, que representam 20% do bolo.
Dos 58 mil milhões de euros anuais que a União Europeia disponibiliza para a agricultura, uma parte fica nos bolsos dos mais poderosos, entre eles, os líderes populistas húngaro e checo.
O Estado quando parte e reparte segue a velha máxima " quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é tolo ou não tem arte".
Quem ataca a UE e ou dela quer sair esquece sempre a modernização que Portugal teve com a aplicação dos subsídios que recebeu . António Costa não esquece.
"O partido, que, desde o pedido de adesão e até hoje, nunca teve dúvidas de qual era a sua posição: defender a integração de Portugal, o aprofundamento do projecto europeu, defender que haja cada vez mais Europa e maior solidariedade dentro da Europa".
E ainda nos lembramos todos como havia alguns que queriam sair da UE ou do Euro .
O líder do PS disse que os portugueses "sabem bem porque é que importa defender a União Europeia", lembrando que "é graças à União Europeia que temos 32 anos de modernização, de progresso e de desenvolvimento, como era muito difícil imaginarmos que poderíamos ter tido se não estivéssemos na União Europeia".
E deu como exemplo Alqueva esse gigantesco projecto que mudou o Alentejo e que não teria sido possível sem os subsídios da Europa.
Uma grande maioria ( PS - PSD - CDS ) de eleitores são pró- UE . A minoria está contra mas paradoxalmente apoia um governo PS .
Estamos a chegar ao fim da legislatura e dá para perceber que a água e o azeite não se misturam .
Os investimentos do estado por cá são uma espécie de lotaria. Não são os projectos rentáveis emanados da sociedade civil que são apoiados. O estado distribui conforme os interesses em presença. Depois dá nisto.
Um subsídio para todos a troco de nada. Única forma de acabar com as desigualdades. Comprar tempo para si e para os seus.
Há quem diga que isso seria destruir a economia tal qual a conhecemos mas a verdade é que a indústria cada vez mais roboritizada não cria empregos para todos.
Os promotores do movimento defendem que com o RBI é dada a oportunidade a cada um de “escolher livremente um trabalho verdadeiramente gratificante, social e economicamente produtivo ou outras formas não remuneradas de contribuir para a sociedade“. “O RBI também liberta tempo para dar um novo fôlego à atividade associativa, ao envolvimento cívico, aos projetos profissionais e à criação artística, recriando laços sociais, familiares e de confiança nas nossas cidades, bairros e aldeias”, .
No resto da Europa, foi aberta em 2013 uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) neste sentido, mas esta fechou com menos de um terço das assinaturas necessárias para que a medida fosse estudada e discutida pelo Parlamento Europeu (seria necessário um milhão de assinaturas). Ainda assim, uma sondagem recentemente feita a nível europeu revelou que 58% dos inquiridos sabem do que se trata quando se fala em RBI e 64% dizem que votariam a favor se fossem diretamente consultados sobre o tema. A ideia parece ser particularmente bem recebida em Espanha e Itália.
Tudo confidencial e na paz dos anjos até ao dia que a câmara ou o estado se vê sem dinheiro ou apertado pelo Tribunal de Contas. Cortadas as benesses aparecem as vinganças envoltas em discursos bonitos sobre a defesa do ambiente.
Vítor Rodrigues ( presidente da câmara de Gaia ) considera que a referida "vingança" se deve ao facto de o Movimento SOS Estuário do Douro estar descontente com o "corte do financiamento confidencial à Quercus (...) de 15 mil euros por ano, assinado no mesmo ano em que desmataram por completo a Quinta Marques Gomes. E o descontentamento pelo fim dos ajustes diretos a uma empresa de árvores e jardins que ganhou dezenas de milhares de euros de ajustes diretos da Câmara e das Águas de Gaia nos anos anteriores".
Recorde-se que a promotora do Marés Vivas, PEV Entertainment, vai levar a associação ambientalista a tribunal, acusando-a de "terrorismo" por ter tentado convencer os artistas confirmados a não atuar no festival.
Os canais de distribuição foram e são sempre os mesmos. O estado e a banca . E os lobbies movem-se como um radar em direcção às actividades que beneficiam do dinheiro. Veja o vídeo. E note o sorriso amarelo do António Costa.
Buscar subsídios da ordem dos mil milhões para aumentar a eficiência energética. Projecto relevante quando se sabe que se perde mais de 40% da energia que se injecta nas linhas de transporte . Esta é uma das áreas em que a Europa é mais dependente do exterior. E para cá dos Pirenéus - Portugal e Espanha - continuam sozinhos. Há que melhorar as interligações com o resto da Europa, vender e comprar energia. Só assim será possível acabar com as rendas excessivas no sector. "Poderá haver uma injeção muito relevante de financiamento e investimento na economia nesta área da eficiência energética nas diferentes vertentes, empresarial, residencial, edifícios públicos e administração pública, ou seja, toda a panóplia de intervenções ligadas à eficiência energética e ao desempenho mais eficiente do sistema energético nacional". Se estivéssemos fora da União Europeia e do Euro íamos pedir ao Totta...
O Burro Mirandês vive à conta de subsídios europeus. Tal como muitos dos seus irmãos humanos não percebe que só vive de subsídios porque está a morrer. Não alcança que quem vive de subsídios mais tarde ou mais cedo passa a sem abrigo.
Recordando que esta espécie sofreu décadas de negligência, a reportagem sublinha que o destino destes burros “acabou por se assemelhar ao dos seus congéneres humanos nas desfavorecidas regiões europeias do interior: ameaçados de extinção e dependentes, para sobreviverem de, sim, de subsídios da União Europeia”.
São esses mesmos subsídios – que estão agora em debate, em plena época de austeridade, no âmbito dos apoios europeus às regiões agrícolas – que têm ajudado à sobrevivência do burro mirandês, que desde 2003 que é considerado uma espécie ameaçada, escreve o jornalista Raphael Minder, que esteve na freguesia de Paradela – concelho de Miranda do Douro – a observar estes “animais dóceis”.