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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cá na Suécia queremos que todos sejam ricos

O saudoso primeiro ministro da Suécia, vilmente assassinado em plena rua sem que alguma vez se tenha descoberto o assassínio,( o que mostra bem o poder da organização mafiosa que levou a cabo a operação para tirar a vida a um eminente social-democrata) em conversa com o nosso Otelo Saraiva de Carvalho ter-lhe-á dito : vocês lá em Portugal andam a ver se todos são pobres para serem iguais, nós cá na Suécia queremos que todos sejam ricos para que todos sejam iguais.

Mais uma vez o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta para pisar os Cartões Verde que procuram trazer para Portugal investimento nos sectores económicos ecológicos. Tal como já procuraram pisar os Cartões Gold na tentativa de impedir em Portugal os milionários que trazem investimento no sector imobiliário.

Razões ? Trata-se de dinheiro sujo e é uma injustiça porque assim os ricos entram em Portugal mas não os pobres.

O mesmo BE que quer o país e a UE de fronteiras abertas para os migrantes esquecendo que o país não tem capacidade de os sustentar . No fundo é juntar mais uns pobres aos muitos pobres que Portugal nunca conseguiu tirar da miséria mesmo aqueles que trabalham e que não ganham o suficiente para terem uma vida digna.

Sabemos todos que é muito difícil tirar uma pessoa que seja da miséria mas é muito simples fazer propostas populistas nunca testadas e rapidamente esquecidas.

O BE tem dois padrões de propostas. Se alguma actividade económica mexe, pisa ( veja-se a habitação e o alojamento local) e procuram tirar o dinheiro de onde ele está. Como não incitam a iniciativa individual só há uma forma de atingir os objectivos : sermos todos pobres .

Como bons trotkistas que são. 

A extrema esquerda leva ao colo a extrema direita

Agora também na Suécia. É claro que a reacção do povo europeu é a que se podia prever face à imigração sem controlo e sem limites.

Não só cresceu a violência do terrorismo como as exigências dos imigrados na Europa não param de crescer. Na área social exigem mais subsídios e a implementação dos seus costumes religiosos e hábitos familiares e pessoais. Poucos aceitam as ofertas de emprego que lhes são apresentadas sem exigerem condições que batem frontalmente com as necessidades de quem está disposto a pagar-lhes .

É a extrema esquerda que tal como eles tem como objectivo desconstruir a União Europeia, que lhes aplana o caminho, com um discurso aparentemente "bonzinho". Parece que tudo é possível e sustentável . Depois o povo que partilha com eles a vida nas ruas e no trabalho aguenta e paga.

É, claro, que este movimento de fortalecimento da extrema direita só parará quando os cidadãos considerarem ter razões para acreditar que o bom senso voltará a reinar. Na Alemanha Merkel já foi obrigada a recuar ( é verdade a " bruxa má " também  acreditou que a imigração podia ser de qualquer maneira. )

Os cidadãos não vão deixar de votar nas ideias que norteiam a União Europeia e a Zona Euro ( O ex-presidente Mujica diz : quem me dera ter a UE na América do Sul. OBS : quem não sabe quem é Mujica procure na Internet ). É que hoje também é claro que o desastre humanitário da América do Sul só seria contido com os países integrados numa união social e económica .

Os que apoiam as ditaduras da América do Sul são os mesmos que alimentam o " choradinho" da imigração sem controlo e sem limites com o objectivo de liquidarem " o capitalismo".

Na Suécia o partido (Social Democrata) que ganhou tem o pior resultado diz a SIC

A extrema direita não ganhou nada, subiu uns votos, e foi a Social Democracia que ganhou as eleições na Suécia obtendo a maior votação. E como é que os jornalistas da SIC colocam a questão ? A Social democracia ganhou mas teve o pior resultado nos últimos cem anos. E esta, eh ?

O que a comunicação social devia explicar é porque à medida que a extrema esquerda avança com as chamadas questões fracturantes ( imigração sem controlo e sem limites) a extrema direita cresce.E devia também explicar porque é que são os partidos sociais democratas, democratas cristãos e socialistas democratas (europeístas) que aguentam o barco e se mantêm na liderança.

A extrema direita e a extrema esquerda face à União Europeia e à Zona Euro são iguais...

 

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 Para se perceber a coisa ( a vermelho os que perderam...)

 

Encarar a realidade

Ler estes dois textos mostra muito do que somos e do que nos diferencia do sucesso dos outros e do nosso próprio insucesso.

A Suécia fez há anos uma política de reformas e de poupança apoiada pelos principais partidos, a Lituânia sofreu o duríssimo abalo de cortes salariais e de despedimentos no Estado, a Irlanda seguiu um caminho idêntico num admirável espírito de união e todos estes países foram capazes de assumir colectivamente o seu destino. Para muitos de nós, encarar a realidade e aprender com ela é um exercício improvável – ainda ontem José Pacheco Pereira escrevia no PÚBLICO que a necessidade do ajustamento era uma invenção de “argumentos conservadores, destinados a impor às democracias uma noção da história que não depende da vontade e da escolha humana no presente”.

Entre a invenção de Pacheco Pereira e a realidade dos outros há a distância de sermos capazes de assumir colectivamente o nosso destino.

A Suécia vai expulsar 80 000 falsos refugiados

A Suécia não pode receber e integrar todos os anos cerca de 150 mil imigrantes. E como não pode faz o que é justo. Recebe os verdadeiros refugiados e os imigrantes a quem pode dar trabalho e devolve à origem os outros.

Por cá reduz-se a questão à generosidade não cuidando de saber o que acontecerá a toda essa gente que procura o "inferno" que tanto odeiam. Temos trabalho para todos ? O país suporta sustentar toda essa gente? Entre eles há terroristas em preparação que não estão dispostos a aceitar a nossa forma de vida?

A decisão da Suécia é anunciada um dia depois de na Dinamarca o parlamento ter aprovado uma reforma da lei do asilo que prevê, entre outras medidas, o confisco de valores a migrantes.

opinião pública portuguesa foi submetida a uma versão da crise migratória que torna difícil assimilar alguns dos problemas criados. A proporção de refugiados é metade do total de pessoas que entraram nas fronteiras europeias e a expatriação dos migrantes que não têm direito a asilo terá custos adicionais. A crise migratória coloca questões de segurança e ameaça alterar a própria identidade europeia, tendo criado graves divisões, com um grupo de países de leste a recusar a ideia de uma política comum de imigração e asilo. Neste momento, está em perigo o próprio espaço de livre circulação de Schengen, que permite uma das liberdades essenciais na União Europeia, mas a animosidade entre governos pode já ter ultrapassado o ponto de não retorno. O número elevado de migrantes e refugiados provocou reacções de descontentamento em países como Alemanha, Dinamarca ou Suécia, o que beneficia partidos populistas que exigem limites.

 

Também na Suécia é a social-democracia que trava a extrema-direita

Os sociais democratas ganharam as legislativas na Suécia com 31%, seguidos da extrema-direita e retirando do poder o centro-direita. Os sociais-democratas, com Stefan Lofven como provável futuro primeiro-ministro, prometeram apostar na educação, na criação de emprego e no Estado social. Por outro lado, vão aumentar os impostos da restauração, dos bancos e dos mais ricos.

Não temos nada a inventar é só seguir quem vive muito melhor com mais qualidade e com mais igualdade. É começar por esta evidência. Lá os sociais democratas são de esquerda, cá são reaccionários. Esta diferença explica muita coisa boa na Suécia e muita coisa má em Portugal. Sofrem os mais pobres.

Primeiro produzir e só depois distribuir

Numa das suas últimas entrevistas, SottoMayor Cardia, ex-ministro do PS, dizia que tinha sido para ele uma enorme revelação quando percebeu algo tão óbvio mas que as lutas ideológicas da juventude o impediram de ver. Para distribuir é preciso primeiro produzir. Não há exemplo de um país socialista com sucesso exactamente porque nunca nenhum deles conseguiu criar a classe média que é o mesmo que dizer que nunca nenhum deles saiu da miséria. Veja-se a China que percebeu isso. Um país dois sistemas. O exemplo da Suécia que aqui se descreve é muito claro : "Bem pelo contrário, se os suecos hoje podem desfrutar de um país maravilhoso e com uma economia que lhes proporciona largos privilégios, isto deve-se antes de mais ao capitalismo e a uma simples, competente e boa governação da sua própria casa.". E o exemplo de Portugal é também óbvio. Depois dos milhões de euros que entraram em Portugal ( subsídios e empréstimos) o que é mais necessário para que o país seja rico e justo? Falta-lhe a capacidade de se sustentar com a sua própria produção de riqueza.

Na Suécia, o sucesso do cheque ensino

Na socialista Suécia, todas as famílias podem escolher a escola da sua preferência. Seja pública ou privada. (...) em 1992, a Suécia introduziu o cheque ensino porque se debatia com os mesmos problemas na escola pública  ( ...) o dinheiro segue a criança (...) as escolas ou apresentam bons resultados ou perdem os seus alunos (...) e não, não podem escolher os seus alunos (...) cada escola pode desenhar os seus próprios programas e implementar os seus processos de ensino (...) e, estão sujeitas aos exames nacionais e abertas às inspecções governamentais (...)

PS : segue em Inglês


In the capital city of socialist Sweden, as in the rest of the country, schoolchildren and their parents were finalizing their choice of public or private school - using the school-voucher program available to all Swedish children.

 

Sweden introduced school vouchers throughout the country in 1992 to deal with exactly the same quality problems we face in our public schools.

 

Under the program, enacted by a center-right coalition government, children can use a voucher to go to either public schools or one of the growing number of private schools.

 

Private schools include religious schools and even for-profit schools. One of the largest for-profits - Kunskapsskolan (or "Knowledge School") - runs 32 schools with about 10,000 students ages 12-18.

 

These independent schools, like the public schools, get a voucher payment for each child. They compete vigorously with one other because the money follows the child to the school of his or her choice. Schools must satisfy their customers ... or lose them.

 

No, the private schools cannot select the students they want. They can't just cream the smartest and the richest. They have to accept children on a first come, first serve basis. And they cannot charge additional fees, so poor Swedish children have exactly the same shot at the top private schools as rich children.

 

Every private school is free to design its own programs and teaching methods, but each must cover the content of Sweden's national curriculum. Each school also must participate in national testing and be open to government inspection.

 

Before the voucher system was enacted in 1992, the Social Democrats - then the opposition party - opposed it. But when they were swept back to power in 1994, the voucher program was so successful and popular that they did not repeal it. In fact they expanded it, increasing the voucher amount from the original 85 percent of local public school costs to 100 percent.