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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Sistema Nacional de Saúde = SNS + sector privado + sector social

O presidente da República veio pôr alguma calma na discussão ideológica que se trava ( mais uma vez) sobre a saúde. Neste enquadramento discutem-se as questões que não acrescentam nada e deixam-se de lado, convenientemente, o que é essencial.

O Estado tem um papel de regulador e de financiador com vista a optimizar a utilização da capacidade instalada no país que compreende os três sectores referidos : público, privado e social .

Ninguém compreenderá que ao doente não sejam prestados os cuidados de que necessita quando no país há oferta seja ela pública, privada ou social.

As listas de espera não podem ser aceites como uma solução por razões meramente ideológicas ou economicistas e não podem converter-se "em listas de morte lenta". Deixar morrer pessoas por falta de cuidados atempados é um crime não vale a pena tapar a realidade com soluções piedosas que não colam com a dor e a morte de pessoas. Não no Portugal Democrático e Europeu .

Nada tenho contra o lucro mas tenho tudo contra deixar cidadãos sem tratamento medicamente atempado.

O Bloco de Esquerda incentiva a guerra social

 

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José Milhazes «Na véspera do jogo de futebol entre as selecções de Portugal e da Ucrânia, Mamadou Ba, conhecido dirigente da organização SOS Racismo, escreveu numa rede social: “Alerta à navegação: por causa do jogo Portugal-Ucrâniana (sic), a cidade de Lisboa está infecta de nazis ucranianos e tugas, preparados para a violência. Não andem sozinhos, nem em sítios desprotegidos” (…) Como é que um dirigente de uma organização anti-racista ousa rotular tão facilmente pessoas ou até povos? (…) Voltando às declarações de Mamadou Ba e dos seus camaradas do Bloco de Esquerda, elas têm um motivo claro: provocar a destabilização social a todo o custo, pois, como nos diz a História, os extremismos políticos gostam de pescar em águas turvas.

Além do mais, trata-se também de um dos meios para desviar a atenção do facto de como a actual extrema-esquerda apoia o Governo de António Costa. Só quem não quer ver, não vê.»

Até a paz social prometida é uma quimera

A paz social seria uma das consequências boas da geringonça mas nem isso é verdade. Após as reversões de tostões a extrema esquerda voltou ao seu ADN. Exigir mais e sempre para aqueles que já têm.

Os funcionários do Estado não desistem apesar de a comparação com os privados lhes ser favorável. Os que pagam isto tudo não fazem greve . Mas como está a acontecer em França pode ser que também fiquem fartos de pagar impostos mais e sempre e encham as ruas de protestos.

Mas enquanto as greves dos funcionários do Estado são formatados pelos sindicatos e outras organizações mais ou menos partidárias as revoltas dos trabalhadores privados são bem mais perigosas. Não são formatadas, não são controladas pelos partidos e a sua espontaneidade não permite saber até onde podem ir.

A sociedade civil dá mostras que está a chegar ao limite da paciência . Aquela de ir buscar dinheiro onde o há é capaz de não ser uma boa ideia, até porque não se percebe bem que quem já paga 50% do que ganha ou perto disso seja o tal que ainda tem dinheiro.

O sector privado da habitação garante a maior parte da habitação social

E o Estado nem sequer ajuda fiscalmente os que asseguram a habitação social que compete ao Estado.

No trabalho de um grupo de investigação europeu sobre direito à habitação, certifica-se que em Portugal 4% dos arrendamentos habitacionais são garantidos por habitação social, enquanto 11,5% estão no regime de renda condicionada vitalícia, ou seja, o setor privado garante quase o triplo da habitação social do setor público. Com a particularidade de o fazer por imposição estatal e sem qualquer custo público - aliás, sem, qualquer benefício fiscal sequer. Por incrível que pareça, nem sequer na recente discussão sobre benefícios fiscais para senhorios alguém se lembrou de propor que os que estão há décadas a receber valores muito abaixo dos de mercado - em muitos casos equivalentes aos da habitação social pública - tenham algum tipo de compensação por esse facto. Nada: os proprietários obrigados a receber rendas dependentes do rendimento dos inquilinos pagam o mesmo de IRS e de IMI que todos os outros.

Os pobres são os que mais dependem dos degradados serviços públicos

A curto prazo, no recibo dos rendimentos, os pobres vão notando pequenos aumentos a tempo das eleições. A médio prazo, os mesmos pobres que dependem dos serviços públicos, dão de caras com a degradação e a insuficiência.

 

Na Saúde há uma lista de 200 000 doentes à espera de uma cirurgia ; meses de espera para um exame .Os fornecedores desesperam por não conseguirem cobrar mil milhões de euros . Os médicos e enfermeiros estão à beira de uma greve por falta de condições .

 

Metade do país ardeu levando à sua frente o pouco que o povo tinha para o seu dia a dia. Os bombeiros comem sandes de ar e vento enquanto os governantes comem belos jantares.

 

Na Educação, a uma semana da abertura do ano lectivo, falta colocar uns milhares de professores que fazem manifestações sem que o alucinado Nogueira se veja. E os pais desesperam para colocar os seus filhos em escolas dignas.

Por outro lado, tem graça ver a esquerda elevar a bandeira da justiça social falando de reduções na tributação do rendimento, enquanto mantém uma política que compensa "o fim da austeridade" com níveis historicamente baixos de investimento público e cativações recorde, que deixam os serviços em condições miseráveis. Os mais pobres, quase metade dos agregados, não pagam IRS. Não pagam IRS, mas são os que mais dependem dos serviços públicos. Por isso, durante anos escutámos a esquerda dizer que a justiça social se cumpre, não com reduções de impostos, mas com o investimento nos serviços.

Mas a propaganda tudo muda

 

 

Quanto custa a paz social ?

António Costa calou as manifestações de rua protagonizadas pelos sindicatos e profissionais da arruaça. Comprando-os.

Vai-lhes dando poder, oferecendo-lhes as empresas de transporte, enchendo a administração pública de bloquistas e comunistas . O silêncio destes profissionais da indignação é a maior prova que estão comprados. O que dás em troca para não sairmos à rua ?

Nos hospitais faltam medicamentos e enfermeiros . Nas escolas faltam professores e funcionários. As cativações reflectem-se nos maus serviços públicos. As empresas fornecedoras do estado não recebem.É isto a paz social.

O crescimento da economia ronda os 1% bem abaixo dos 1,5% do ano passado e das previsões acima dos 2% de Centeno. Mas segundo o governo o emprego cresce. Como ? Bem, não se sabe, se calhar é porque há novas formas de avaliar o desempenho do emprego, Costa dixit .

Os juros são três vezes superiores aos de Espanha e o pior é que subiram há quase um ano e não descem. Equivalem a 8 mil milhões tanto ou mais que o SNS. Paga-se como se a economia não cresce o suficiente ?

Vamos pagar com língua de palmo. Entretanto, Centeno, vai escondendo os números que não consegue explicar.