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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mais mortes e mais infecções no SNS por falta de dinheiro

Investimentos no SNS que não foram executados e que levaram a que a pandemia tivesse uma gravidade maior.

Bruxelas lamenta que "a crise de covid-19 demonstrou a fragilidade das estruturas de cuidados de longa duração em Portugal, que registaram taxas de contaminação e mortalidade mais elevadas". A população que mais depende deste tipo de cuidados é especialmente a mais idosa, como se compreende.

Mas, ao mesmo tempo que pede mais investimento, a CE diz que há problemas financeiros que devem ser acautelados. Nesse mesmo trabalho de fevereiro de 2019, os técnicos da Comissão referem que "a sustentabilidade financeira no curto prazo do sistema de saúde continua a ser preocupante" e que "embora as despesas de saúde em Portugal tenham sido inferiores à média da UE, o seu aumento no longo prazo deverá ser um dos maiores da UE".

A CE também sublinhou nessa altura "a necessidade de investir no Serviço Nacional de Saúde continua a ser substancial, tendo em vista a construção de novos centros hospitalares, o reforço dos cuidados de saúde primários e a atualização dos equipamentos médicos" e que "subsistem desigualdades no acesso aos cuidados de saúde".

Costa afirma que SNS foi saindo da crise com o fim da “governação da direita”

ORA ESCLAREÇAM-ME, A ÉPOCA DE CAÇA JÁ REABRIU? É PARA TODOS, OU SÓ PARA ALGUNS?

Eu penso que o que Costa disse é factualmente errado. Embora num Governo sob assistência financeira internacional, Paulo Macedo fez uma gestão do SNS equilibrada, que permitiu que as condições de prestação dos cuidados de saúde não se degradassem.

A degradação do SNS acentuou-se com duas decisões do Governo PS, as 35 horas e as cativações. Não fiz esse trabalho, mas acredito que quem compare indicadores como tempos de espera para cirurgia, ou montante de dívidas a fornecedores verificará que a crise do SNS se aprofundou com o Governo PS.

Há um "acid test" interessante para ver que este discurso não se enquadra numa atitude séria, mas sim no lado viscoso e escorregadio, onde Costa se sente como peixe na água, ou melhor como cobra no lodo. Um dos buracos mais complicados que o Estado tinha em mãos chamava-se CGD. Quem é que o Governo socialista foi buscar para por ordem na CGD? Sim, foi esse mesmo, Paulo Macedo. É razoável e credível que, para uma missão tão decisiva o PS fosse buscar um gestor que tenha deixado um sector tão crítico como a saúde em crise? É claro que não é razoável nem credível. Tal afirmação apenas se encaixa na lógica da política rasteira que acredita que a repetição sucessiva de uma mentira a transforma numa verdade.

Acerca deste tema estou a escrever de uma forma mais agressiva do que os parâmetros em que me procuro conter. Mas penso que os factos o justificam, Ora reparem, Costa, proferiu estas afirmações em resposta a uma deputada do seu partido e não em resposta a uma qualquer provocação de outra bancada. O tema desta afirmação fantasiosa de Costa é a saúde, tema que aqueles que têm uma menor cultura do debate, do contraditório, e em última instância da essência da democracia, no qual com desgosto meu sou obrigado a incluir o líder da oposição, entendiam que nestes tempos era tabu, como se o vírus reagisse de acordo com o debate político.

Portanto, suponho que agora que os idiotas úteis já fizeram o seu papel, que reina o clima tão amado de União Nacional, Costa já declarou reaberta a época da caça. Falamos mais concretamente da caça aos papalvos que somos todos nós que dançamos exactamente ao ritmo que nos é ordenado.

PS - Aguardo que os que vieram ao meu mural "rasgar as vestes" em nome da unidade nacional se atirem agora a Costa. Como não tenho muita esperança que o façam vou esperar sentado.

O SNS vai recorrer ao privado para resolver as listas de espera

A ministra da Saúde diz directamente. O SNS não vai ser capaz de responder sozinho e, portanto, vai recorrer ao sector privado. Como é lógico e os doentes esperam.

Marta Temido fala “na enorme dificuldade” das listas de espera e admite que o Governo poderá vir a recorrer aos privados para colmatar esta situação.

Esta decisão absolutamente lógica e beneficiando os doentes vai ter uma oposição histérica da extrema esquerda porque para o PCP e BE a ideologia é mais importante do que tratar em tempo medicamente razoável os doentes.

Felizmente que no PS ainda há quem tenha sentido de Estado.

A factura da degradação nos últimos anos do SNS está a pagamento.

Só que nos últimos anos a prioridade no setor público foi sobretudo a reposição de rendimentos e o corte das 40h para as 35h. Sim, a degradação dos serviços de saúde que assistimos nos últimos anos resultou de uma definição de prioridades que não privilegiou os serviços públicos, mas as despesas com pessoal e as prestações sociais. Ao invés de apostar nos serviços públicos e no investimento público.

Só não viu quem não quis . O SNS foi o principal alvo das cativações de Centeno e isso foi evidente nas urgências saturadas, nas listas de espera de doentes e no investimento em novos hospitais que nunca saíram do papel. Entretanto os hospitais privados ( e ainda bem ) cresceram como cogumelos.

Agora andamos a contar os ventiladores existentes ( cerca de 1 200 ) que não podem ser todos alocados aos doentes com o coronavirus. Há doentes com outras patologias que necessitam de estar ventilados.

Para piorar todo este cenário o tsunami do coronavírus encontra-nos muito mais impreparados do que aos nossos parceiros europeus e, portanto, em situação de muito maior fragilidade. No artigo The variability of critical care beds in Europe, os autores mostram que, em 2012, Portugal era o país da Europa com o menor números de camas de cuidados intensivos per capita da Europa, três vezes inferior ao de Itália e sete vezes inferior ao da Alemanha.

E, claro, estamos no fundo da lista.

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Três mil médicos do sector privado e reformados oferecem-se para ajudar o SNS

O que temos agora é o que sempre devia haver. Um Sistema Nacional de Saúde com SNS + Social + Privado . E sem urgências a transbordar quando há uma simples gripe e permanentes listas de espera com doentes a esperar meses e até anos para terem uma simples consulta ou uma cirurgia.

As listas de espera são uma vergonha que a extrema esquerda prefere ter a alargar a colaboração do sector público ao sector privado. Mas os doentes estão primeiro e, como em todos os países decentes do mundo, haverá um dia em que o país terá um Sistema de Saúde . A bem dos doentes e não de uma qualquer ideologia.

“A maior parte destes médicos trabalha no sector privado ou já está na reforma. Neste momento, não há sector público, privado e social. Há um sistema de Saúde”, sublinha Miguel Guimarães.

Também vão ser enviados ao Governo os nomes de outros 600 clínicos que se ofereceram para reforçar a Linha de Apoio ao Médico e de 800 enfermeiros para a linha SNS24. Segundo a Ordem dos Enfermeiros, 600 dos nomes já foram remetidos à Altice, o gestor privado do serviço.

Estamos à espera que a tutela ( Ministério da Saúde) faça agora a sua parte. Coordenar, indicar os locais onde irão prestar serviço e integrá-los em equipas . Esperemos que o isolado em Cascais não precise de reunir o Conselho de Estado.

Sempre que o SNS não responde os privados devem ser chamados

Não só nas pandemias mas também nas listas de espera. Os hospitais privados têm uma oferta que anda pelos 40% da oferta instalada não podem ser vistos como um "desprezível negócio", têm que ser vistos como um parceiro dos hospitais públicos. Há 3 milhões de clientes nos hospitais privados como seria se esta multidão se dirigisse aos hospitais públicos ?

O que é desprezível são as listas de espera que deixam doentes à espera de uma consulta ou de uma cirurgia meses ou mesmo anos.

As pandemias também têm vantagens mostram que a oferta instalada tem que ser usada para bem dos doentes.

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Afinal sempre há mais PPP na Saúde

Vende-se a ideia que não há mais Parcerias- Público- Privadas de Gestão no SNS mas os concursos estão a sair.

Para o Novo Hospital de Lisboa Oriental foi lançada uma PPP para a Concepção/Construção/ Equipamento . Como o Estado não tem dinheiro avança-se com uma parceria com os privados.

Nas PPP de Gestão é difícil esconder o êxito da solução e, por isso, aí estão mais umas quantas como quem não quer a coisa.

Basicamente, trata-se de gerir um hospital público no quadro jurídico e administrativo da gestão privada. Mais flexível, mais próxima dos problemas e mais autónoma.

Só a ideologia vesga não percebe isto.

Resolução do Conselho de Ministros dá luz verde para o lançamento e adjudicação de um novo contrato de parceria público-privada

O sucesso do modelo de gestão que há muito é praticado no privado

Os chamados Centros de Responsabilidade Integrados foram iniciados no SNS pelo ex-ministro Adalberto Fernandes. Um modelo de gestão há muito praticado na iniciativa privada. Fixam-se objectivos, negoceiam-se incentivos e as equipas têm a maior liberdade com a maior responsabilidade.

O ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, impulsionador destes centros, acredita que com "mais dez a 15 CRI no país se resolve o problema dos 50 a 60 mil doentes que esperam mais do que o recomendado para uma cirurgia". Na apresentação dos resultados do CRI de Obesidade do S. João, Adalberto Campos Fernandes frisou os resultados "esmagadores", aconselhando outros hospitais "a seguir o exemplo" e a criarem centros semelhantes nesta e noutras áreas. Quando deixou a pasta, em outubro de 2018, havia quase 80 candidaturas, mas a remodelação da equipa ministerial abrandou os processos.

O CRI de Obesidade do CHUSJ nasceu em janeiro de 2019 e foi um dos primeiros do país, mas o modelo está a ser replicado. "Há, neste momento, 20 a 25 CRI em funcionamento ou que vão começar em breve", afirmou Ricardo Mestre, vogal da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no Porto.

Há 40 anos, jovem gestor de empresas, aprendi este modelo de gestão numa empresa internacional. Chegou agora ao Serviço Nacional de Saúde depois de tanta gente na Administração Pública e na classe política tudo ter feito para o impedir. Não só na saúde mas também na Educação, onde tardam a autonomia e a gestão por objectivos.

Para só referir os mais óbvios sectores que muito podem ganhar com o modelo de Gestão por Objectivos.

Sem a saúde privada estávamos todos tramados

Com 3 milhões de cidadãos que se tratam no sector privado é fácil de perceber o que aconteceria ao sector público se o sector fechasse. Um tsunami e quem se tramava, como bem diz o Bastonário da Ordem dos Médicos, seríamos todos nós.

Não é uma questão ideológica é uma questão de sustentabilidade financeira e de acessibilidade bem como de capacidade de oferta face à procura.

Nem nos países ricos o estado consegue suportar sozinho o peso da procura universal e gratuita.

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