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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os dados das listas de espera são "desastrosos" e envergonham o país

Enquanto olharmos para o SNS como um instrumento da luta política e ideológica, separando a oferta em pública, social e privada e travarmos o acesso e a livre escolha, as listas de espera serão cada vez maiores. E quem sofre são os doentes.

Na doença não há seres humanos de primeira e de segunda, nem seres humanos que têm acesso a cuidados dentro dos prazos medicamente indicados e outros não. Há seres humanos que têm o direito a aceder ao "estado da arte" disponível que tanto pode ser encontrado nos hospitais públicos como nos hospitais privados.

Não me convidem para aceitar listas de espera onde só estão doentes pobres que o Estado impede de aceder aos tratamentos disponíveis. Nos hospitais públicos por não haver disponibilidade de meios técnicos e humanos e nos hospitais privados, por o PCP e o BE não o consentirem por razões ideológicas.

O Estado perante este cenário que não muda para melhor, tem obrigação de negociar com os privados protocolos isentos e financeiramente razoáveis para que os doentes deixem de ser as vítimas de combates ideológicos que nada têm a ver com o Serviço Nacional de Saúde.

Avancem para um Sistema Nacional de Saúde que junte em cooperação o público, o social e o privado. A bem dos doentes.

Se o PCP e o BE quisessem mesmo um SNS amigo dos doentes

Percebiam a diferença que tem pouco de ideológica . Tem que ver com o quadro jurídico em que exercem a gestão hospitalar.

O gestor público não pode contratar livremente, nem despedir, nem negociar prémios de produtividade. E têm que cumprir regras rígidas. Tudo isto torna a gestão pública mais rígida, mais burocrática e por isso mais dispendiosa e lenta. Com prejuízo da eficácia no tratamento dos doentes.

Ninguém pergunta se um hospital é público ou privado na hora da doença .

Se o doente for a prioridade maior todos entendem

O que se pode esperar de um Serviço Nacional de Saúde que acumula listas de espera de meses ? Que resposta dar a um utente do SNS que se vê forçado a esperar meses (ou anos) por uma cirurgia num hospital público quando ela poderia realizar-se, de pronto, numa instituição não-estatal a preço equivalente?

É esta a questão que não tem refúgio porque há que escolher entre a ideologia que privilegia a relação entre o público e o privado e a prioridade a que o doente tem direito. 

E, sim, o preço é equivalente como não pode deixar de ser . O argumento que o dinheiro dos impostos é público e, como tal, não deve ser usado na privada, é de uma hipocrisia sem nome só possível em radicalismos ideológicos cegos.

Usam o benevolente desejo de não quererem extinguir o sector privado desde que os doentes o paguem, assim deixando quem não pode pagar a morrer nas listas de espera. 

É estúpido, inaceitável e desumano .

Na saúde só há um lado o do doente

Catarina Martins desafia o PS a escolher um lado, ou o público ou o privado. Mostra bem ao que vem. É uma posição ideológica que não tem em apreço o bem estar do doente.

O doente não pergunta se o hospital é público ou privado, interessa-lhe que seja bom, que seja tratado com profissionalismo segundo o "estado da arte" e a tempo, que não seja atirado para listas de espera onde muitos acabam por morrer. 

O BE já teve uma boa resposta do PS . Isto não é a União Soviética onde o estado toma conta de tudo e de todos. Não, obrigado, o povo português anda em repetidas eleições a recusar esse modelo.

Um país pobre com um estado endividado e com maus serviços públicos não consegue manter um bom Serviço Nacional de Saúde . Pode ter alguns serviços de excelência mas não pode manter uma boa rede de serviços universais e gratuitos. Essa é a razão maior da existência de uma rede alargada de serviços privados e sociais. O Estado perante esta evidência só tem que escolher o lado do doentes. Tratá-lo dentro dos prazos medicamente indicados seja no público seja no privado. O resto são fantasias ideológicas.

Um bom exemplo é o Serviço Nacional de Saúde de Cuba que reconhecidamente tem bolsas de excelência a par de uma rede velha e desactualizada de hospitais . Um país pobre não pode ter um SNS rico.  

O que o BE tenta com esta agenda ( hoje recuou ) é dar uma importância excessiva à gestão privada de três ou quatro hospitais públicos . Pessoalmente só vejo uma vantagem que é a de  podermos retirar lições quanto aos modelos em confronto e, dessa comparação, melhorar a gestão pública e a gestão privada.

Alguém acredita que um hospital de 200 camas por exemplo, possa ter um orçamento na gestão pública de 10 e na gestão privada de 200 ou vice-versa ? Se pode é porque mais uma vez o Estado é incapaz de olhar para o interesse geral da nação.

O Bloco de Esquerda a dar a ideia para a privatização do SNS

  Entre os partidos com presença parlamentar nunca ouvi algum a defender a privatização do Serviço Nacional de Saúde. E a razão é simples. O povo não deixaria. O SNS é o maior feito social da Democracia .

Mas é claro que este facto retira uma bandeira que o Bloco de Esquerda gostaria de empunhar. Olha nós a cantar avenida abaixo. " Matar o SNS do PS e criar o SNS do Bloco". Como esta realidade é pura fantasia as meninas do BE criam a ilusão. Estamos aqui para não permitir aquilo que ninguém quer fazer. Giro, não ? O PCP mais pragmático vai dizendo o mesmo mas mais envergonhadamente.

O que sempre se discutiu e com essa discussão foi possível criar o actual SNS, foi que o Estado represente o núcleo duro e principal do sistema e os privados sejam o complemento. Para que a oferta seja mais e melhor, para que acabem as listas de espera, para que o Estado não seja o único financiador e prestador do serviço, para que os privados aliviem a pressão sobre hospitais públicos subfinanciados por um Estado que não tem dinheiro.

Com este débil crescimento da economia, com a elevada dívida pública, com o envelhecimento da população, o estado não é capaz de sozinho sustentar financeiramente o SNS.  

Está aqui uma prova. O Novo Hospital de Lisboa Oriental é uma parceria-pública-privada

O que é que o Bloco de Esquerda e o PCP não percebem ? Chega-lhes a ideologia e renegam o bem estar dos doentes ?

                                         PPP - Novo Hospital de Lisboa Oriental

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As fake news do Bloco de Esquerda no Serviço Nacional de Saúde

"Gata que tem pressa tem filhos cegos" aplica-se bem ao BE neste caso das Parcerias-Público- Privadas. Ciente que a sua proposta não encontraria apoio nos restantes partidos, apressou-se a anunciar ter fechado uma negociação que mal tinha saído do adro da igreja.

Só por pura demagogia é que na Saúde, onde existem listas de espera de milhares de doentes, uma proposta que visa reduzir a oferta aos doentes muitos dos quais morrem por falta de tratamento pode ser considerada seriamente. É ideologia canhestra que pisa os direitos mais elementares dos doentes. Fechar portas ao tratamento dentro do prazo medicamente aconselhado. Presidente da República e o próprio PS já colocaram as meninas gazeadas do BE no seu lugar.

Fazer do Estado na Saúde ( se conseguido logo apontariam a outros sectores) um monopólio prestador de cuidados médicos é uma cretinice. Desde logo porque o parque privado e social é maior do que o parque hospitalar público. Depois porque o estado não tem capacidade financeira e, por último, tornar o SNS um circulo fechado onde não entram nem a concorrência nem a responsabilidade é o golpe final na eficácia do sistema. Mas o Moisés não vê mais.

Face a tanta cegueira aconselho o BE a reforçar os serviços de psiquiatria e de oftalmologia. Os doentes - os que morrem nas listas de espera - agradecem.

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Falências no SNS ? Falem com o Bloco de Esquerda

O BE canta vitória. Após prolongadas negociações conseguiu levar o PS a aceitar a retirada das taxas moderadoras e acabar com as Parcerias-Público-Privadas (PPP).

As listas de espera continuam cada vez maiores e há doentes a esperar mais de um ano por cirurgias. Coisa que não incomoda o BE. Afinal isto resolve-se afastando os privados do sistema. Ora não se vê logo ?

Quem não está de acordo são os médicos. Vão começar a responsabilizar a ministra da Saúde pelas falhas .

Exigir o aumento da capacidade de resposta do SNS, traduzida num investimento público cujo orçamento em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) seja semelhante ao que existe na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e exigir a aplicação prática da Carreira Médica, com abertura anual de concursos para todas as categorias e graus, e a progressão a todos os níveis na carreira.

Decidiu também "alertar a sociedade civil e o poder político para o facto de o SNS estar no limite da sua própria sobrevivência com todas as consequências negativas que poderá ter na sociedade civil e na democracia" e "denunciar a falta de respeito do Ministério da Saúde pelas estruturas representativas dos médicos, perante compromissos já assumidos pelo atual Governo e os processos negociais em curso".

É, pá, falem com a Catarina e com o Moisés...

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PS, PCP e BE degradaram o Serviço Nacional de Saúde

Governar é definir prioridades e o actual governo deu prioridade à descida do IVA na restauração e à redução do horário no SNS das 40 horas para as 35 horas. Paralelamento foram enganando o povo que tais medidas não teriam influência na qualidade dos serviços públicos prestados.

António Costa já explicou aos professores e aos enfermeiros que o dinheiro não dá para tudo . Tem razão.

"Não posso deixar de ligar a perda de receita com a descida do IVA da restauração com a acentuada degradação da qualidade do Serviço Nacional de Saúde. Isto é, o benefício concedido ao setor da restauração está a ser pago pelos utentes do SNS sob a forma da degradação da qualidade dos serviços que são prestados aos utentes que não dispõem de rendimentos para recorrer aos hospitais privados: longas listas de espera nas cirurgias, nas consultas, nos exames de diagnóstico".

"A esta profunda injustiça", prosseguiu Cavaco, "está também associada uma outra opção do governo errada com incidência na Saúde: a reversão do horário de trabalho semanal da função pública de 40 para 35 horas, discriminando negativamente os trabalhadores do privado."

Sair da listas de espera dos transportes e entrar nas da saúde

A economia não gera mais riqueza, os impostos estão a um nível que não dá margem para aumentar, a dívida não pára de crescer, a despesa pública com os transportes cresce à custa de quê?

É escolher entre a saúde e a educação. Para os professores não há dinheiro como disse e bem o primeiro ministro. Para os enfermeiros não há dinheiro como disse e bem António Costa. Mas há dinheiro para os passes em Lisboa e Porto ?

E não, não são as verbas que o governo nos vendeu ( para nove meses ). É muito mais e as verbas das autarquias também vêm do orçamento. E " à Costa" as verbas atribuídas dão todos os dias um salto . O dinheiro vai sair de algum lado.

As famílias terem mais dinheiro é bom mas não se esconda que estas mesmas famílias vão para as listas de espera do SNS quando estiverem doentes. É uma questão de prioridade e o governo escolheu uma medida eleitoralistas e oportunista. É boa ? É . Mas não chorem lágrimas de crocodilo por os utentes do SNS serem mal tratados .

Os professores arranjaram um bom argumento mas palpita-me que os sindicatos não o vão usar.

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