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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um contrato de confiança entre o governo e a área da saúde

Tal como já foi feito para o ensino superior e que tão bons resultados deu. Optimizar o que temos no terreno.

O Health Cluster Portugal acaba de apresentar uma proposta de reforma da saúde intitulada: “Estudo sobre a organização e financiamento do sistema de saúde em Portugal”, que contém recomendações para envolver todos os intervenientes no processo e dar-lhes instrumentos para atuarem, de uma forma responsável e cada vez mais autónoma, reforçando as lideranças institucionais e, porventura, promovendo redes regionais de prestação de cuidados de saúde. Seria excelente que o debate, agora iniciado com a apresentação do estudo, pudesse ter eco nas instituições de saúde e nos seus responsáveis. Estabelecer um compromisso de confiança entre quem coordena e quem executa é sempre essencial e ainda mais nos tempos difíceis que atravessamos.

Uma reforma para a Saúde que a esquerda nunca fará

Augusto Mateus e outros publicaram esta quarta feira uma proposta de reforma para reforçar o Sistema Nacional de Saúde ( SNS+ privados+social).

A pandemia escancarou a dificuldade em articular o tratamento de diferentes doenças, em integrar serviços e portanto esta questão suporta a visão de que temos de aumentar a eficiência por integração de serviços e por uma maior colaboração entre público, o privado e o social”,

“A pandemia nestes cerca de seis meses revelou uma grande dificuldade em articular o tratamento da covid-19 e o tratamento das outras doenças e houve custos elevados do ponto de vista da mortalidade em doenças que foram ficando para trás”.

O estudo do ISEG/EY que irá ser apresentado esta quarta-feira propõe uma reforma em duas fases, uma numa lógica de curto médio prazo, visando dar resposta expedita (maior facilidade de implementação) a alguns dos problemas identificados e outra numa lógica de médio longo prazo, visando uma reformulação mais ambiciosa e complexa da organização e financiamento do sistema de saúde português, semelhante à ocorrida já em alguns países. “Reformas algumas mais imediatas outras mais mediatas, umas de um só golpe, outras de esforço continuado ao longo de 10, 20, 30 anos”.

Numa primeira fase será assim fundamental a organização do SNS centrado nos pacientes, isto é, na procura, e a criação de um instituto autónomo para explorar a gestão do SNS, dotado da capacidade de gestão e execução autónoma das funções de gestão do SNS e do orçamento alocado a esse fim. “Um sistema que é capaz de articular adequadamente aquilo que o público, o privado e o social têm para oferecer aos cuidados de saúde, de forma a criar condições efetivas de eficiência, concorrência e liberdade de escolha”,

Defende também o reforço do estatuto da Entidade Reguladora da Saúde enquanto entidade independente, a todos os níveis, garantindo que as regras de licenciamento e de funcionamento do sistema e a respetiva fiscalização sejam iguais para todas as entidades, independentemente da sua natureza jurídica ou entidade titular da gestão. O estudo propõe também que o orçamento público da saúde possa ser plurianual com horizonte superior ao da legislatura.

Três mil médicos do sector privado e reformados oferecem-se para ajudar o SNS

O que temos agora é o que sempre devia haver. Um Sistema Nacional de Saúde com SNS + Social + Privado . E sem urgências a transbordar quando há uma simples gripe e permanentes listas de espera com doentes a esperar meses e até anos para terem uma simples consulta ou uma cirurgia.

As listas de espera são uma vergonha que a extrema esquerda prefere ter a alargar a colaboração do sector público ao sector privado. Mas os doentes estão primeiro e, como em todos os países decentes do mundo, haverá um dia em que o país terá um Sistema de Saúde . A bem dos doentes e não de uma qualquer ideologia.

“A maior parte destes médicos trabalha no sector privado ou já está na reforma. Neste momento, não há sector público, privado e social. Há um sistema de Saúde”, sublinha Miguel Guimarães.

Também vão ser enviados ao Governo os nomes de outros 600 clínicos que se ofereceram para reforçar a Linha de Apoio ao Médico e de 800 enfermeiros para a linha SNS24. Segundo a Ordem dos Enfermeiros, 600 dos nomes já foram remetidos à Altice, o gestor privado do serviço.

Estamos à espera que a tutela ( Ministério da Saúde) faça agora a sua parte. Coordenar, indicar os locais onde irão prestar serviço e integrá-los em equipas . Esperemos que o isolado em Cascais não precise de reunir o Conselho de Estado.

Sistema Nacional de Saúde = SNS + sector privado + sector social

O presidente da República veio pôr alguma calma na discussão ideológica que se trava ( mais uma vez) sobre a saúde. Neste enquadramento discutem-se as questões que não acrescentam nada e deixam-se de lado, convenientemente, o que é essencial.

O Estado tem um papel de regulador e de financiador com vista a optimizar a utilização da capacidade instalada no país que compreende os três sectores referidos : público, privado e social .

Ninguém compreenderá que ao doente não sejam prestados os cuidados de que necessita quando no país há oferta seja ela pública, privada ou social.

As listas de espera não podem ser aceites como uma solução por razões meramente ideológicas ou economicistas e não podem converter-se "em listas de morte lenta". Deixar morrer pessoas por falta de cuidados atempados é um crime não vale a pena tapar a realidade com soluções piedosas que não colam com a dor e a morte de pessoas. Não no Portugal Democrático e Europeu .

Nada tenho contra o lucro mas tenho tudo contra deixar cidadãos sem tratamento medicamente atempado.