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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A factura dos professores não é sustentável

O que é que os professores não percebem ?

Num processo em que ninguém foi inocente nem absolutamente culpado, era imperativo encontrar uma solução que acudisse aos interesses das partes sem pôr em causa o interesse do país. Um fracasso clamoroso como o desta sexta-feira só pode, por isso, ter um significado: o conflito saltou para o domínio da campanha eleitoral. 

Limitado pelas cautelas das Finanças e preso à promessa de não ceder a uma exigência que enterraria de vez as metas do programa de estabilidade, o Governo dispõe-se a sofrer os custos de uma greve no início das aulas. Todos acabarão por perder e, principalmente, os alunos e a escola pública acabarão por perder.

A dinâmica da carreira dos professores e das regras estabelecidas significa que, ao longo deste ano, 46 mil professores vão progredir e embora esse impacto financeiro seja desfasado este ano é de 37 milhões de euros. O OE para 2019 terá uma verba adicional de 107 milhões de euros para fazer face às progressões. Esta aceleração não tem paralelo nas outras carreiras da Administração Pública

 

Copiar as exigências sindicais alemãs na Autoeuropa

Na Alemanha rica e de pleno emprego os trabalhadores da indústria estão em luta para melhorar as suas condições de trabalho. Querem mais tempo para a família e um aumento salarial de 6% . Os sindicatos na Autoeuropa agarraram a boleia como se o mercado de trabalho e a economia fossem iguais nos dois países.

Os outros países da Zona Euro e da UE há muito que pressionam a Alemanha a aumentar os salários. As suas economias têm no mercado alemão o seu principal cliente e mais dinheiro na mão da população é positivo para toda a Europa. Acresce que a Alemanha apresenta contas externas enormemente positivas em relação à maioria dos países o que numa zona de moeda única não é saudável.

Todas as razões, pois, para apoiar as reivindicações laborais na Alemanha. E , claro, a Alemanha não corre o risco de ficar sem indústria automóvel .

Os trabalhadores e o sindicato alemão justificam os seus pedidos com o crescimento económico do país, o mais rápido em 6 anos, e no recorde que se verificou na diminuição da taxa de desemprego.

Não há como comparar as duas situações .Mas pressente-se o argumento que aí vem. Trata-se do mesmo grupo empresarial. Para trabalho igual salário igual. E a qualidade é a mesma.

Tudo o resto ( ai, a solidariedade com os pobres que nós temos mas eles não têm) esquece-se .

 

Uma mão cheia de nada

A Autoeuropa durante mais de vinta anos foi um oásis de paz laboral, bom desempenho competitivo, boa produtividade, trabalhadores a usufruirem de condições remuneratórias  e complementares muito acima dos outros trabalhadores portugueses.

Face a este cenário o que tem o PCP/CGTP para oferecer aos trabalhadores ?

Precariedade, insatisfação laboral, greves, falta de trabalho, deslocalização da produção e, por último, deslocalização da própria fábrica e consequente desemprego. Alguém tem dúvidas ?

Cabe na cabeça de alguém que uma multinacional com o impacto que tem na economia, seja de que país for, vai agachar-se perante os estalinistas portugueses ? O que é que estes estalinistas têm para oferecer de bom aos trabalhadores, à fábrica, ao país ? ZERO!

Sendo isto claro, do que se trata então ? Trata-se de uma guerra política. Na fábrica com o BE. No orçamento com o governo. Fazer prova de vida depois de andar dois anos a engolir sapos atrás de sapos.

Trabalhar um sábado - rotativamente e compensado com um dia semanal - é injusto, nunca visto ? Que dirão a isto os médicos e enfermeiros nos hospitais só para dar este exemplo ? E são trabalhadores mais e melhor instruídos, com uma pressão laboral muito superior e ganham menos - embora os comunistas achem que não, mas há uma grande diferença entre tratar seres humanos e montar automóveis.

Os sindicalistas estalinistas da CGTP não têm nada para oferecer aos trabalhadores da Autoeuropa . De uma participação de 75% dos trabalhadores desceu-se num ápice para 41% de adesão dos mesmos trabalhadores . Parou-se a produção ? Grande coisa, basta faltar um operário numa linha de montagem para a parar. Tal como num Bloco operatório basta faltar a enfermeira instrumentista ou outro elemento da equipa para que a operação não se faça.

O que me deixa entre o divertido e o preocupado é que, estes comunistas, que amam o comunismo acima de todas as coisas, incluindo os trabalhadores, considerem que uma mão cheia de nada engane durante o tempo todo os tais 41% que aderiram.

Os trabalhadores deviam ter o direito de chamar à responsabilidade, incluindo criminal, todos aqueles que por razões ideológicas os empurram para aventuras trágicas. É que lá para o fim, daqui a uns anos - poucos- torna-se verdade o que um deles dizia na televisão. Não sou trabalhador sou dirigente sindical.

 

O PS entrega a Educação aos sindicatos comunistas

Para garantir o apoio parlamentar do PCP o governo entregou o ministro da educação a Mário Nogueira. O velho sonho comunista de estatizar todo o ensino, eliminando o ensino privado, está em marcha.

Embora longe de serem uma solução ideal em termos de liberdade de educação, os contratos de associação sempre foram profundamente incómodos para os defensores da completa estatização do ensino. O próprio argumento de que urge exterminar os contratos de associação para evitar que as escolas estatais mais próximas percam alunos é profundamente embaraçoso para os seus defensores, que se vêm forçados a reconhecer que, quando têm essa possibilidade em condições de igualdade, as famílias optam esmagadoramente por escolas não estatais.

Professores, pais e alunos confrontaram hoje a secretária de estado, na visita a uma escola, com a intenção de o governo eliminar os contratos de associação. Chegou o momento de a comunidade democrática ocupar a 5 de Outubro em protesto por Mário Nogueira ser o verdadeiro ministro da educação.

Não se escrutinam as escolas mas escrutina-se o ministro

Os sindicatos andaram anos a impedir o escrutínio das escolas e dos professores. Todos progrediam na carreira e todos chegavam ao topo. E os rankings das escolas ainda hoje são odiados.

Os próprios alunos não precisam de exames. Chega a aferição seja lá isso o que for. Tudo isto é o resultado da co-governação da educação pelos sindicatos. Não satisfeitos convenceram agora o ministro para ser escrutinado trimensalmente. Estará o ministro a implementar as justas medidas que defendemos?

É uma espécie de consultas como as que se fazem entre o PS,  PCP e o BE no âmbito da governação geral. Sem agenda previamente marcada, sem casos concretos. Mas se os sindicalistas representam os professores aprofunda-se essa vertente. A defesa corporativa .

Diz o ministro que as associações que representam os outros grupos de interessados também serão convidados. Uma espécie de conselho de ministros da educação. Vai ser bonito.

O ministro que iniciou o seu mandato tomando medidas sem perguntar nada a ninguém e sob a critica de todos ficou traumatizado . Passou do oito para o oitenta. Tenta agora corrigir o tiro atando-se de pés e mãos. Num cenário destes quem toma decisões?

Na Educação temos um ministro marioneta dos sindicatos

O ministro da Educação devia ter cuidado e dormir mal. Quando se é o único ministro da Educação de quem Mário Nogueira diz bem, ao fim de 30 anos de co-governação, então é porque todos os outros ministros estavam errados. Coisa difícil para não dizer impossível.

Primeiro e inopinadamente mudou o modelo de avaliação dos alunos sem dizer água vai e ao arrepio de todas as opiniões. A seguir quer acabar com os colégios privados que têm contratos de associação com o Estado.

Tal como os sindicalistas comunistas da FENPROF o ministro acha que é uma boa politica fechar colégios só porque são privados mesmo que sejam bons e manter as escolas públicas mesmo que sejam más.

É preciso que ao rapaz sejam dados a ler a opinião de cidadãos que deram ao longo da vida o melhor de si mesmos em prol da Educação como o Prof Marçal Grilo.

É que a escola melhora-se a partir da base para o topo e não o contrário. Com proximidade. E se entre duas escolas as famílias preferem uma delas é porque reconhecem que essa é a melhor. Seja pública ou privada.

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