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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Face ao desastre nos serviços públicos como é que se regressa às 40 horas ?

Não regressa embora ninguém tenha dúvidas que a decisão de reduzir das 40 horas para as 35 horas seja um desastre. A degradação dos serviços públicos é a maior prova disso mesmo.

Qual foi a medida tomada pelo Governo que mais pressionou os serviços públicos, que mais expôs as fragilidades do Estado no Serviço Nacional de Saúde ou nos registos? E das que mais pressionou as contas do Estado? Exato, foi a adoção das 35 horas, como se percebe pela degradação dos serviços públicos, apesar da contratação de milhares de trabalhadores.

Rui Rio perante a questão incontornável veio dizer que o PSD vai tentar equilibrar os estragos com outras medidas convicto que está de que quem voltar às 40 horas terá toda a Administração Pública à perna. Repor a normalidade nos serviços públicos à custa da perda de centenas de milhar de votos. É esta a inflexibilidade da despesa pública. É fácil aumentá-la mas muito difícil reduzi-la.

O populismo, como Carlos César já notou publicamente, é governar sem atender às consequências. O BE, o PCP e o PS deviam dar explicações ao país e pedir desculpas.

Seriam necessários 5 anos para substituir os serviços prestados pelos hospitais privados

Cinco anos não é pouca coisa e penso mesmo que sendo muito está muito aquém da realidade.

Para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguir absorver o recurso aos setores privado e social teria de garantir os exames feitos em laboratórios privados, reduzir os tempos de espera de consultas, de cirurgias, acabar com o modelo das unidades hospitalares geridas por parcerias público-privadas (PPP) e investir em profissionais e equipamentos. "No mínimo estamos a falar de cinco anos", aponta o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço.

Para já o que está em discussão são as PPP de gestão privada nos hospitais públicos, porque se estivéssemos a falar das PPP de concepção/construção/equipamento o prazo seria bem mais longo e o investimento está fora da capacidade financeira do Estado ( veja-se que está em curso a PPP para a concepção/construção/equipamento do novo hospital de Lisboa um investimento de 330 milhões que os privados vão realizar ).

Em Portugal existem 118 hospitais privados e 117 hospitais públicos uma oferta que, tendo em consideração as listas de espera para consultas e cirurgias, não satisfaz a procura.

Não será com menos oferta que satisfaremos uma maior procura

 

Os CTT alcançam a melhor qualidade dos serviços prestados

No âmbito do contrato de concessão os auditores externos atribuiram aos CTT a melhor qualidade dos serviços prestados.

Isto “comprova que as ações anunciadas e empreendidas pelos CTT para a melhoria da qualidade de serviço estão a começar já a ser bem-sucedidas”. E acrescenta que “os CTT, no contexto de acelerada transformação do sector postal como consequência da digitalização, vão continuar a trabalhar intensamente e a investir fortemente no serviço ao cliente, mantendo sempre a proximidade às populações e a capilaridade da rede, com o objetivo de assegurar, como sempre fizeram, o cumprimento do contrato de concessão.”

Os estatistas querem a renacionalização . A droga habitual .

Não enganem os professores

O mesmo governante defende que “mais importante do que o que foi aprovado, é o que foi rejeitado este ano”. E concretiza: “Não enganem os professores! Ao chumbar o ponto 2 da proposta do PCP, que exigia uma ‘solução legal que assegure a consideração integral do tempo de serviço’, a Assembleia da República confirmou que o Governo não está obrigado a aceitar os nove anos, quatro meses e nove dias [que os professores exigem ver reconhecidos].”

PS : Público

Na ferrovia o governo com a verdade nos engana

A partir de Janeiro de 2019 inicia-se a liberalização do transporte ferroviário em todo o território nacional.

O governo e a CP estão em velocidade acelerada a negociar o contrato de serviço público.

Trata-se de uma medida importante quando se está em contagem decrescente para a entrada em vigor da liberalização deste transporte na União Europeia.

Esse contrato, que detalha regras e e critérios objetivos da operação (como tipo de operação, transparência financeira, obrigações de serviço público e compensações) é necessário a partir de 1 de janeiro de 2019 para definir os termos em que a exploração de comboios pode ser feita em qualquer linha, troço ou região.

Tal como na rodovia, na qual empresas privadas prestam serviços, também na ferrovia as empresas privadas vão prestar serviços em concorrência com as empresas públicas .

E sabendo isto, nós começamos a compreender porque é que não há investimento público nem privado na ferrovia ( a liberalização ainda não tem os critérios aprovados), a degradação do serviço actual prestado é uma realidade indesmentível e decide-se alugar equipamento a Espanha que só chega em ...2013 .

Mas o primeiro ministro com aquela desfaçatez que lhe é tão própria diz, que nunca se investiu tanto na ferrovia como agora.

É mesmo para que o investimento volte à ferrovia que a liberalização chega devagarinho.

A degradação do Estado Social - a forma cínica de austeridade

Trocar a qualidade dos serviços públicos pelas reversões de salários e pensões .Eis a forma mais cínica de austeridade .

A soma dos factos trazidos à luz pelo Tribunal de Contas nos últimos 4 meses tem potencial de escândalo, apesar do silêncio reinante. Ora, mesmo que ignorada, a realidade não desaparece: as opções deste governo, só possíveis graças à conivência de BE-PCP, pioraram o SNS e o acesso à saúde, aumentaram os tempos de espera, ampliaram o volume de dívidas a fornecedores e ameaçam agora a sustentabilidade financeira do sistema a médio/longo prazo. Traduzido para politiquês e recorrendo a uma linguagem que lhes é cara, os partidos da esquerda parlamentar têm sido os protagonistas improváveis da “destruição” do SNS.

Os pobres são os que mais dependem dos degradados serviços públicos

A curto prazo, no recibo dos rendimentos, os pobres vão notando pequenos aumentos a tempo das eleições. A médio prazo, os mesmos pobres que dependem dos serviços públicos, dão de caras com a degradação e a insuficiência.

 

Na Saúde há uma lista de 200 000 doentes à espera de uma cirurgia ; meses de espera para um exame .Os fornecedores desesperam por não conseguirem cobrar mil milhões de euros . Os médicos e enfermeiros estão à beira de uma greve por falta de condições .

 

Metade do país ardeu levando à sua frente o pouco que o povo tinha para o seu dia a dia. Os bombeiros comem sandes de ar e vento enquanto os governantes comem belos jantares.

 

Na Educação, a uma semana da abertura do ano lectivo, falta colocar uns milhares de professores que fazem manifestações sem que o alucinado Nogueira se veja. E os pais desesperam para colocar os seus filhos em escolas dignas.

Por outro lado, tem graça ver a esquerda elevar a bandeira da justiça social falando de reduções na tributação do rendimento, enquanto mantém uma política que compensa "o fim da austeridade" com níveis historicamente baixos de investimento público e cativações recorde, que deixam os serviços em condições miseráveis. Os mais pobres, quase metade dos agregados, não pagam IRS. Não pagam IRS, mas são os que mais dependem dos serviços públicos. Por isso, durante anos escutámos a esquerda dizer que a justiça social se cumpre, não com reduções de impostos, mas com o investimento nos serviços.

Mas a propaganda tudo muda

 

 

A geringonça prova que há Estado a mais

A geringonça está a devolver rendimentos e pensões à custa da qualidade dos serviços públicos. E as sondagens parecem mostrar que o povo gosta. Menos estado e mais sociedade civil.

Ironicamente, a neoausteridade veio provar definitivamente que dois dos argumentos mais utilizados por socialistas nos últimos 10 anos estavam errados. O primeiro é de que o investimento público é condição necessária para o crescimento. Como se viu nos últimos trimestres desde 2016, Portugal conseguiu ao mesmo tempo as maiores taxas de crescimento económico desde a crise e os níveis mais baixos de investimento público desde que há dados publicados. Por outro lado, a popularidade das medidas neoausteritárias, em relação às da austeridade clássica, vieram comprovar outra coisa que os socialistas sempre negaram: as pessoas preferem mais rendimento a mais serviços públicos. Sendo verdade que quase todos esses euros acabam por ir para impostos indirectos, a verdade é que a política de devolução de rendimentos à custa de cortes nos serviços públicos foi popular. Se os portugueses aceitam sacrificar a qualidade dos serviços públicos por mais uns euros ao final do mês é porque os liberais sempre tiveram razão: há estado a mais em Portugal.

Costa diz que os serviços públicos estão melhores

Também na escola pública :

O pai vai, então, à DG. Tira senha. Espera quatro horas. E lá consegue ser atendido (um dia perdido de trabalho). “E como é que eu posso fazer? Posso tentar inscrevê-la noutras escolas? Quais é que ainda têm vagas?” Respostas? Por ordem: “Não sei.” “Pode, mas a resposta não vai ser a que quer ouvir.” “Não lhe posso dizer.” E pergunta o pai, insistindo, desesperando: “Mas, se não me pode dizer, quem é que pode?” A resposta: ninguém. (Já vos disse que o site da DG está em baixo?)

O pai tenta, porque os pais tentam sempre tudo. Põe num papel, à mão, mais quatro escolas. “E quando é que me respondem? Quando é que posso saber alguma coisa?” A resposta: na DG vão ver, uma a uma, as reclamações e pedidos, ligando uma a uma às escolas para ver se alguma pode meter mais alguém. “Este é só o segundo dia, Agosto vai ser muito pior”, diz a senhora. “É possível que só saiba alguma coisa depois de as aulas começarem”, avisa ela. “Mas não a inscreva no Filipa, nessa já sabe que é impossível.” Impossível não. É Kafka. As escolas públicas não têm vagas, mas o Governo já deu o pré-escolar aos quatro anos, já deu mais intervalos aos professores e mais lugares nos quadros também.