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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Segurança Social trata mal os contribuintes

Nunca precisei dos serviços da Segurança Social até ao momento da reforma. Ao tempo  era legal estar no Desemprego 2 anos até perfazer 55 anos e a seguir entrar na reforma.

Desde chamarem-me aos serviços para me darem aulas sobre gestão de empresas ( que foi toda a vida a minha profissão) por umas meninas que nunca tinham saído do conforto da burocracia até ameaçarem-me com " tirar fotocópias" foi um fartar. Do alto de uma raiva inexplicável ( eu tinha terminado o meu contrato de Director Geral no Ministério da Saúde ). A minha culpa foi mesmo não ter arranjado um emprego bem remunerado no Estado ou nas empresas do estado.

Juntei os documentos necessários e exigidos e passados três meses fui saber como estava o processo. Perante a minha indignação a senhora funcionária pública disse-me que faltava o documento da tropa. Mostrei-lhe a lista ( passada pelos próprios) dos documentos que tinha entregue e onde constava o tal documento perdido que era o que mais tempo demorava a obter na instituição militar ( seis meses).

Tiveram o azar de um alto dirigente da instituição ser meu amigo de infância a quem transmiti o que se estava a passar. Claro que passados duas semanas recebi o documento que me dava como reformado.

A Segurança Social trata mal as pessoas que precisam de ajuda. Pelos vistos a Provedora de Justiça também é da mesma opinião.

Mais uma realidade que o PS, BE e PCP andaram a esconder

Agora é a situação da Segurança Social. Se não forem tomadas medidas que apontem ao reforço da sustentabilidade o saldo da Segurança Social está em perigo já em 2027.

Apesar desse reforço do lado das receitas, a Segurança Social deverá passar a défice já no final da próxima década. “Este crescimento (ligeiro) das contribuições não será suficiente para compensar a subida da despesa com pensões no Regime Previdencial de Segurança Social, que deverá começar a registar défices crónicos a partir de 2027“, lê-se no estudo, que será apresentado esta tarde.

Os investigadores sublinham, no entanto, que se se recorrer a transferências do Fundo de Estabilização Financeira (FEFSS) da Segurança Social será possível “prolongar a sustentabilidade financeira” do sistema em 12 anos, isto é, até 2039.

Já tinham ouvido a geringonça falar da situação dramática da Segurança Social ? Pois, eu também não.

Na Segurança Social : limites mínimos e limites máximos nas pensões

É preciso reformar a Segurança Social : Que mudanças são essas? Em primeiro lugar, precisamos de um sistema tripartido em vez de um sistema de pilar único como temos hoje. Refiro-me à necessidade de combinar no financiamento da Segurança Social, em particular na parte que respeita às pensões, novos mecanismos obrigatórios e voluntários, envolvendo o Estado e entidades privadas.

Ou seja, na previdência social, parece-me perfeitamente razoável que, na idade de reforma, possa existir uma diferenciação. Não se trata de defender contribuições sociais progressivas. Trata-se, sim, de defender que a introdução de pensões mínimas e também de pensões máximas no regime público da Segurança Social, independentemente das contribuições sociais realizadas por cada cidadão, poderá ser uma avenida a seguir, permitindo a redução da desigualdade na velhice e a limitação das reformas máximas.

Esta solução, uma vez mais, já testada noutros países (dou novamente o exemplo da Suíça), permitiria manter o nível actual de contribuições sociais, aumentar as pensões dos que têm hoje pensões de miséria, e incentivar (pela limitação das pensões máximas) a constituição de planos complementares de reforma daqueles que efectivamente têm condições de o fazer.

As reformas antecipadas e a sustentabilidade da Segurança Social

É no que dá querer dar tudo a todos em ano de eleições.

Não chega, não chegará, e nem é preciso introduzir novas regras como esta para acelerar o que salta à vista. A demografia, por si só, a esperança média de vida, coloca pressões enormes no sistema. E por isso é que é necessário reforma-lo. O que é que isto quer dizer? É preciso mudar o modelo de financiamento, e não basta a esgotada diversificação de fontes de financiamento, porque isso corresponderá a mais impostos. É preciso mudar o equilíbrio que existe hoje entre quem paga e quem recebe. É preciso mudar o sistema que temos hoje, que põe os trabalhadores atuais a pagar os reformados atuais. E passar a ligar os descontos diretamente à pensão no futuro, num modelo de capitalização e de contas individuais, total ou parcialmente. Podemos fazer de conta que o sistema é eterno. Não é.

Esta é uma das tais reformas estruturais que com PCP e BE no governo nunca se fará

A Segurança Social não é sustentável

As gerações futuras correm o risco bem real de terem de pagar o que andamos agora a distribuir . Há transferências do Orçamento do Estado apesar dos altíssimos descontos que trabalhadores e empresas fazem para a Segurança Social. (30%).

Passos Coelho já perto da anteriores eleições disse que faltavam 600 milhões no orçamento da Segurança Social . Disse a verdade amarga apesar de saber que liderava as sondagens e que ganharia as eleições. Esta verdade foi um golpe profundo no eleitorado e contribuiu para os 700 mil votos que a PAF perdeu.

Ao contrário, Costa,( via Vieira da Silva) Jerónimo e Catarina não falam no assunto como se o problema não existisse. Mas existe e não desaparece muito menos com o débil crescimento da economia que, aliás, já está a arrefecer.

A Segurança Social necessita de uma reforma profunda que Rui Rio ontem no Congresso pôs em cima da mesa mas que até agora não mereceu nenhuma resposta dos partidos da esquerda. Como poderiam eles falar na reforma da Segurança Social se querem passar a ideia que estamos no melhor dos mundos ?

Quem vier atrás que resolva e o PS, BE e PCP cá estarão para atribuir as culpas a quem fala verdade.

Salvar a Segurança Social indo buscar dinheiro onde ele está

Podem fazer grandes discursos, reuniões e estudos mas a solução é sempre a mesma. Ir buscar o dinheiro onde ele está. É preciso mais dinheiro para a Segurança Social aumentam-se os impostos às empresas. Fácil, rápido e dá milhões.

A dirigente do PCP Fernanda Mateus defende uma nova contribuição para o sistema por parte de empresas com menos recurso a mão-de-obra, mas com mais lucros. "As empresas pagam e devem continuar a pagar em função do número de trabalhadores, mas por que razão uma empresa ao lado, com menos trabalhadores, mas mais lucros, está dispensada de participar devidamente no financiamento da Segurança Social", questionou.

Também o Bloco de Esquerda recuperou o assunto. Em Abril, a líder bloquista Catarina Martins referiu-se a estudos financeiros que mostram que as pensões dos contribuintes com longas carreiras podem ser compensadas com uma "taxa de rotatividade" que exige das empresas com mais contratos precários o pagamento de mais Taxa Social Única (TSU).

Estes argumentos dão sempre para tudo em qualquer momento e em qualquer lugar. O estado gasta mais e o mundo empresarial e os cidadãos pagam mais.

Depois não somos atractivos para o investimento e o estado consome meios que são necessários para a economia. E sem uma economia robusta não vamos lá.

 

Os devedores PME e os devedores amigos

Publicação da lista de devedores à CAIXA, não .

Claro que este não-assunto offshores é muito mais escandaloso (desmaios, se faz favor) que a recusa de se dar informações dos devedores em incumprimento à CGD (i.e., aos contribuintes), apoiada em peso pela esquerda. Se os jornalistas das offshores quiserem, eu dou explicações sobre isto. A esquerda que aprovou (com Sócrates) a publicação das listas de devedores ao fisco e à Segurança Social, recusa agora informar quem deve aos contribuintes, via CGD, pela razão óbvia: quem deve à AT e à SS são contribuintes da ralé e PME indiferenciadas; já quem deve à CGD são os empresários amigos dos governos PS, incluindo aqueles que votaram na administração do BCP engendrada por Sócrates depois da CGD lhes ter financiado compras de ações várias. Se os devedores fossem revelados, ainda ficávamos a saber para que serve um banco público.

 

Baixar a TSU é descapitalizar a Segurança Social

Os patrões vão ter todo o interesse em ter trabalhadores a receber o salário mínimo porque pagam uma TSU mais baixa. Isto é tão verdade que o governo já veio dizer que a medida só se aplica aos actuais trabalhadores com salário mínimo.

O anterior governo defende que na Segurança Social é necessário cortar 600 milhões de Euros para equilibrar as contas. Como é que se explica tão grande diferença ?

Ao propor que o aumento do salário mínimo seja em parte suportado pela segurança social o actual governo admite que a maioria das pequenas e médias empresas não têm condições para pagar o novo salário mínimo.

Não seria de as empresas de capital humano intensivo pagarem menos para a Segurança Social e as empresas com elevados lucros e poucos empregados pagassem mais ? É que anda toda a gente preocupada com a sustentabilidade da Segurança Social mas sempre que podem fazem mão baixa das suas receitas .

Seria bem melhor que o apoio às empresas viesse directamente do Orçamento de Estado pois de uma forma ou outra são os contribuintes que pagam.

Tudo isto tendo como pano de fundo um governo que se juntou à extrema esquerda para impedir que o vencedor das eleições governasse, não pode agora esperar que o PSD salve as rupturas com que PCP e BE ameaçam o PS.

É assim tão estranho ?

A Segurança Social é o saco azul de António Costa

Ninguém diz nada, mas António Costa está a fazer mão baixa na Segurança Social. Ajuda empresas e a reabilitação urbana com o dinheiro das pensões. Os sindicatos não piam.

quando a Segurança Social é descapitalizada

1400 milhões da Segurança Social para recuperar património

Governo põe Segurança Social a pagar parte de apoios a empresas

A Segurança Social está a funcionar como um saco azul. O silêncio que rodeia esta aventura criminosa é sintomático de um país capturado pelas suas corporações

Um investimento com retorno a muito longo prazo vai abrir mais um buraco na Segurança Social a acrescentar ao buraco de 600 milhões que já lá está. É por isto que o governo não está interessado em discutir a proposta de reforma da SS apresentada pela oposição. Quer mão livre, quando os problemas se agudizarem aparecerá então a aclamar por consensos...

Se isto desse certo eu votaria no PCP e no BE

Passos Coelho, na SIC : “Se pudéssemos, sem dinheiro, devolver salários e pensões e no fim as contas batessem todas certas, passaria a defender o voto no Partido Socialista, no Bloco de Esquerda e no Partido Comunista.” Nem mais.

O PS sobe impostos indirectos sobre todos para aumentar salários e pensões de alguns, os que votam na esquerda. E agora vai buscar 1 400 milhões de euros ao Fundo da Segurança Social onde já faltam 600 milhões segundo o PSD. E vai pagar tudo isto com o crescimento da economia que começou com uma previsão de 2,1% e já vai nos 1,8% ( embora o intervalo mais provável ande entre os 1,4% e os 1,6% ).

Vem aí um aumento do IVA e a seguir outro resgate salvo se António Costa, contra todas as previsões, consiga driblar a realidade .

Entretanto as denúncias de Jerónimo, Catarina, Arménio e outros desapareceram, bem como as greves dos transportes públicos. Não há mais pobres nem trabalho precário nem desempregados.