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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Porque cresce tão pouco a economia portuguesa ?

A última vez que embandeiramos em arco tivemos uma estagnação de dez anos.

É bom ter presente que a criação de emprego em sectores pouco produtivos (como restauração e construção), embora imperiosa face ao drama de desemprego, revela o grande peso que sectores pouco produtivos mantêm na economia nacional; este é um sinal que nos lembra das dificuldades estruturais da economia nacional que só pode ser combatido estruturalmente com investimento e reformas que, se estão no programa de governo, ainda não convenceram; e, finalmente, mesmo com boas políticas, Portugal por si só não conseguirá contrariar a maré de uma Zona Euro que se recuse a crescer e a gerar emprego através de mais investimento, consumo interno e reequilíbrio entre Norte e Sul.

É fundamental não desviar o olhar destas dinâmicas. É que no meio da euforia dos últimos dias sobressai que é preciso recuar até ao princípio do século para encontrar níveis de confiança tão altos como actuais. Mas há outra forma de olhar para a questão, bem menos tranquilizadora: é que a última vez que os portugueses estiveram tão confiantes, seguiu-se uma quase estagnação de década e meia.