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BandaLarga

as autoestradas da informação

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E não se recorre ao sector privado e social

Com a crise #COVIDー19 foram adiadas 1,4 milhões de consultas médicas e 51 mil cirurgias, das quais 2500 cirurgias oncológicas - doentes com cancro. Isto para além dos doentes que já estavam em listas de espera antes. É fundamental garantir acesso imediato à #saúde a quem precisa‬.

Mas a ideologia é mais importante que os doentes. É criminoso haver listas de espera cheias de gente pobre . O SNS e os doentes merecem mais que esta cegueira ideológica da esquerda .É necessário usar todo o Sistema, toda a oferta instalada - SNS + privado + social.

A Saúde é a principal fonte de preocupação dos Portugueses. Cada um de nós sente a falha na resposta de cuidados aos nossos familiares e amigos: greves; falta de medicamentos; subfinanciamento; atrasos inadmissíveis na prestação de cuidados;condições de assistência deploráveis; censura e abolição de PPP eficientes; contestação alargada entre os profissionais do setor, mas, mais grave, a falta de ação deste Governo.
Nos últimos 5 anos fomos governados por uma Frente de Esquerda responsável por este colapso, indiferente às necessidades das pessoas e dos doentes, entretendo-se com debates estéreis sobre a natureza, pública ou privada dos prestadores de saúde e com acomplacência dos Partidos com assento parlamentar que também alimentaram esta farsa política.

 

É um luxo deixar os sectores privado e social fora do SNS

O SNS dedicou-se ao combate do covid-19 mas deixou os outros doentes com diferentes doenãs em lista de espera. A juntar à lista de espera habitual de 150 000 doentes passou paea 400 000. É um crime.

Portugal é um país com recursos demasiado escassos para poder dar-se ao luxo de deixar o sector privado ou o sector social de fora do SNS. É imperativo garantir que todos são envolvidos na defesa da saúde da população. Infelizmente muitos continuam demasiado preocupados em defender fundamentalismos ideológicos...

No final de contas, seja por gestão pública ou privada, o que deverá preocupar o Estado é a qualidade, acesso e satisfação dos utentes. O resto é politiquíce que em nada contribui para melhorar a Saúde dos Portugueses!

A pandemia veio evidenciar algumas situações caricatas. Não existe qualquer racional lógico que justifique o recurso a alternativas de exceção, como a construção de hospitais de campanha instalados em tendas e pavilhões desportivos, com condições sub-ótimas, menos sustentáveis e paradoxalmente mais dispendiosos, sem que antes tenham sido esgotadas todas as capacidades de resposta e internamento dos sectores social e privado

A austeridade deve tocar a todos

Fazer recair a austeridade sobre o sector privado é profundamente injusto. Não só porque o sector público já goza de privilégios que o sector privado não tem, mas também, porque a austeridade distribuída por um número menor de pessoas é maior.

O economista João César das Neves lamentou que nesta fase se estejam a discutir aumentos salariais para 2021. “ Acho que não é altura para falar nisso. É uma tolice. Claro que está tudo a colocar-se, isso já são jogadas, mas que não mostram grande elevação de valores. No meio desta confusão, estarmos a falar disso não me parece nada razoável. Mas isso só mostra o poder que esses grupos têm. Esse é o drama que nos deu cabo do Orçamento durante décadas e que é estrutural na economia. Essas entidades têm o poder e a arrogância do poder, o que é extraordinário. O país está com uma epidemia, as pessoas estão a morrer e há uns senhores preocupados com o seu bolsinho no próximo ano. É incrível”.

Lembre-se que este ano já houve aumentos salariais para os funcionários públicos.

Para o sector privado a austeridade já começou e vai agravar-se

Há uma enorme injustiça entre as consequências desta pandemia nos trabalhadores do sector privado e os funcionários públicos.

O lay-off, as reduções de salários, o desemprego, as falências, os aumentos do endividamento são exclusivos daqueles que dependem do sector privado. Os funcionários públicos nada sofrem financeiramente com o confinamento, apesar de muitos nem sequer estarem em teletrabalho. Mesmo assim, apesar da crise, o Governo manteve os aumentos salariais e os sindicatos já estão a falar da necessidade de novos aumentos.

Para o setor privado, independentemente dos discursos políticos, a austeridade já começou e vai agravar-se.

Pouco se tem falado dos milhares empresários que têm vivido tempos de enorme dificuldade e em muitos casos dramáticos, em especial os das pequenas e médias empresas, que de um dia para o outro, sem qualquer responsabilidade, viram desmoronar os seus negócios, sendo incapazes de cumprir as suas obrigações perante trabalhadores, fornecedores e credores.

 

Há sintomas no Bloco de Esquerda

Catarina Martins apela à utilização do sector privado hospitalar no combate ao coronavírus.

No BE há gente em quarentena e até mesmo sintomático como se vê no apelo ao sector privado. Ou então a situação é bem pior do que pensamos e o BE segue o regulamento : em tempo de guerra não se limpam armas.

Se há coisa que nunca me passou pela cabeça é justamente esta de ver o BE reconhecer que à procura dos doentes o Estado tem a obrigação de responder com toda a oferta instalada, seja ela pública, privada ou social. Quem é que aceita sem corar de vergonha a existência de listas de espera onde só estão doentes pobres ?

"O SNS já está a ter muita pressão e é previsível que venha a ter ainda maior pressão. Achamos que, sendo necessário, não se deve pôr de parte a requisição de meios e instalações ao setor privado", disse.

Aquela palavra " requisição" preocupa-me. Será que Catarina quer dizer que o Estado faça mão baixa das instalações e equipamentos do sector privado e não o seu uso segundo as regras de parceiros no mesmo combate ?

Estou preocupado com o Bloco de Esquerda.

Sem a saúde privada estávamos todos tramados

Com 3 milhões de cidadãos que se tratam no sector privado é fácil de perceber o que aconteceria ao sector público se o sector fechasse. Um tsunami e quem se tramava, como bem diz o Bastonário da Ordem dos Médicos, seríamos todos nós.

Não é uma questão ideológica é uma questão de sustentabilidade financeira e de acessibilidade bem como de capacidade de oferta face à procura.

Nem nos países ricos o estado consegue suportar sozinho o peso da procura universal e gratuita.

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O "avanço" das 35 horas destruiu o SNS

São estes avanços que andam para trás em vez de andarem para a frente. Como se reduzir de 40h para 35 h não implicasse mais pessoal, mais organização e mais dinheiro.

Médicos e enfermeiros exaustos e doentes em filas de espera eis o resultado. Entretanto no sector privado a paz social é a base de cada vez maior procura. Não há médicos e enfermeiros em greve e não há listas de doentes em espera.

Percebe-se bem porque os estatistas temem o sector privado. À medida que os portugueses tiverem melhor nível de vida maior será a procura do serviço hospitalar privado. E chegará o momento em que por cá se fará como na maioria dos países europeus. O doente escolhe e o estado  financia. É o direito e a liberdade de escolha. 

Coordenar a oferta pública e a oferta privada entre si para optimizar a capacidade instalada a bem do doente é que é o verdadeiro "avanço". O resto são ideologias com resultados maus e estúpidos que os doentes sofrem em listas de espera.

 

Podendo escolher a opção recai, expressivamente, na escola privada

O sector privado na Educação continua a crescer apesar do corte do apoio do Estado nos contratos em convenção e agora nos contratos simples.

...muitos pais portugueses preferem pagar a ter os filhos na alternativa gratuita existente. Este é um fenómeno que está a aumentar. Se a crise financeira que atravessámos levou a que muitos pais se vissem na contingência de tirar os filhos do ensino privado, a verdade é que muitos outros aproveitaram as vagas deixadas e ocuparam-nas, bem como muitos outros aproveitaram a recuperação económica para regressar. Podendo escolher, a opção recai, expressivamente, no ensino privado. Em 2006, 11,2% dos alunos em Portugal estavam no ensino privado. Em 2016, esta percentagem era de 13,2% e a tendência é de crescimento. Em Portugal, os alunos oriundos de muitas famílias que têm em comum a sua capacidade financeira encontram-se em escolas privadas. Da mesma forma, os filhos de famílias com menos capacidade financeira encontram-se em escolas públicas.

Os estatistas têm medo da liberdade de escolha

O Estado não sabe gastar melhor o dinheiro do que as pessoas ou as empresas que o ganham

Aumentar a despesa pública e aumentar os impostos para a pagar. O PS não aprende com os erros cometidos .

A redução que se verificou no deficit orçamental e na dívida pública relativamente ao PIB, ficou assim a dever-se, exclusivamente, ao aumento das receitas fiscais e do próprio PIB, ou seja, a variáveis associadas essencialmente à actividade do sector privado. O mérito da redução do deficit orçamental coube assim apenas ao sector privado, uma vez que o contributo do actual Governo foi negativo.

A forma saudável de promover o crescimento da economia é através do investimento nos sectores que podem exportar, de modo a proporcionar, a médio e longo prazo, um crescimento sustentado do nível de vida dos portugueses e consequentemente do seu consumo privado. Esta é também a forma de promover a sustentabilidade das finanças públicas, pois é o crescimento económico a variável que mais pode contribuir para a redução relativa dos actuais níveis excessivos de despesa e dívida pública.

Púbico ou privado ? A prioridade são os doentes

Os doentes já podem escolher dentro do SNS o hospital que mais lhes convém. E os hospitais públicos têm agora estabelecidos prazos para consultas e cirurgias, recorrendo à capacidade instalada no SNS ou no sector convencionado .

O que não é admissível é haver 120 000 doentes à espera de cirurgia fora do prazo médio terapêutico.

Na prática, os doentes que tenham uma credencial para fazer um exame passada por um médico de família continuarão a poder ir logo a uma clínica com convenção do SNS. Mas o objetivo, explicou ao i o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, é que os hospitais possam disponibilizar os seus serviços aos cuidados primários e aumentar a transferência entre hospitais do SNS, com os prazos de cada unidade a serem monitorizados no portal do SNS, tal como já acontece nas consultas, cirurgias ou urgências. O novo Centro de Contactos do SNS, previsto para este semestre, vai também permitir agendar exames tendo em conta a disponibilidade das diferentes instituições, diz Fernando Araújo.