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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Se não há dinheiro para a Saúde e para a Educação então é mesmo pobreza

O dinheiro vai para onde ? Quais são as prioridades ? Ou será mesmo que não há dinheiro ? É mesmo pobreza?

Os 2 milhões de pobres sem serviços de saúde capazes e sem escolas irão viver toda a sua vida na pobreza, sem elevador social e, consequentemente, sem oportunidades iguais aos que podem aceder a melhores serviços ?

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Não basta a existência de uma rede de ensino gratuito. É necessário que esta seja de qualidade para colocar os jovens em igualdade de concorrência no mercado do trabalho.

Um sistema de saúde gratuito, mas de qualidade duvidosa, aumenta a tendência para a procura de serviços mais onerosos, deteriorando o nível de vida.

As opções políticas esbarram inevitavelmente na escassez de recursos para as concretizar, mas no combate à pobreza, a qualidade da Educação e da Saúde deviam ser prioritárias. ( Manuela Ferreira Leite - Expresso)

A saúde não pode esperar, ADSE para todos

Há doentes em listas de espera para consultas e cirurgias por meses e até anos.

"Este é sobretudo um programa que mostra que o PS não acredita nem nos portugueses nem naquilo de que eles são capazes por isso não lhes dá liberdade de escolha nos serviços públicos, por isso não confia que eles saberão dar o melhor destino à sua vida e ao seu dinheiro",

Há consultas que demoram anos no SNS. Por preconceito ideológico o Governo aceita que os portugueses não tenham cuidados de saúde em tempo útil, não lhes permitindo escolher o sistema onde podem ser atendidos"

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A despesa na saúde não é despesa é investir nas pessoas

A não ser que a despesa seja no privado está bem de ver. Aí é uma despesa maldita que até pode dar lucro por isso é bem melhor mandar as pessoas para as listas de espera onde morrem sem tratamento.

"A palavra-chave é medir porque se financiarmos o sistema de saúde com base nos benefícios alcançados para o doente, e não apenas no número de interações com os profissionais de saúde, estaremos a diferenciar as opções que trazem mais benefício para os doentes"

Como referiu Filipa Mota e Costa, "o problema dos labirintos não é o de se encontrar a saída, é o tempo que se demora até encontrar essa saída, que no caso do doente significa que devia ser tratado no momento em que mais precisa de ser tratado".

É ter no centro do sistema o doente e não outra razão qualquer ditada por ideologias idiotas.

O seguro público de saúde

A primeira razão é travar a degradação do SNS. A segunda é facilitar o acesso à livre escolha.

O seguro público é uma questão de esquerda contra a direita? Não é! Há muitos países na Europa com seguros públicos. Os partidos de governo mudam, mas o seguro social público tem-se mantido na Holanda, França, Alemanha ou Suécia. Será um seguro mais barato no ponto de prestação? Pode ser se os serviços forem tabelados de forma justa e racional, mais ainda porque há custos de operação (incluindo recursos humanos) que ficam por conta do prestador privado (“privado” inclui o setor social).

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde defende a criação de um seguro público complementar que garanta uma cobertura extra nas áreas em que os portugueses mais gastam dinheiro com cuidados de saúde fora do SNS. “É um modelo que começa a ser usual na Europa. O caso francês é paradigmático. 85% dos franceses têm um seguro complementar para além do seguro social”, diz Francisco Ramos .

O Bloco de Esquerda é poucochinho

Na saúde o BE tem para apresentar como proposta para melhorar o serviço às populações impedir as PPP. Ora há muito que se sabem algumas coisas bem mais importantes :

- Um estado pobre não consegue ter um SNS rico.

- As listas de espera de cirurgias e consultas não se resolvem com mais dinheiro que aliás o Estado não tem

- A prova disto mesmo é que os privados cresceram imenso e estão para abrir mais umas centenas de camas.

- A optimização do modelo no SNS é a chave para resolver os problemas do SNS que já se fazem sentir há muito tempo ( há 30 anos a capacidade instalada dos blocos operatórios utilizada era de 40% e hoje anda pelos mesmos 40%) . E o que se passará com o uso da capacidade instalada das restantes instalações e equipamentos ? Vários estudos e opiniões apontam para uma falta de coordenação e cooperação enormes.

- Os profissionais procuram os privados porque ali encontram melhores condições de trabalho e são melhor remunerados. Era de esperar outra coisa ?

- Deixar utentes em listas de espera a sofrer e alguns a morrer para impedir que o serviço seja efectuado pelos hospitais privados é  poucochinho e  não abona a sensibilidade dos bloquistas em relação aos mais pobres ( são esses que estão em listas de espera).

- As PPP em gestão mais não são do que a gestão num quadro mais flexível do que a gestão pública que implica concursos públicos para comprar o quer que seja ou para admitir mais pessoal. Dá lucro ? Pois dá, é isso mesmo que se pretende.

Mas, claro, o mal é o lucro, o bom serviço prestado. Os utentes vão morrendo ou vivendo sem tratamento. É poucochinho.

O PS continua a dizer que uma lei que feche a porta às PPP é irrealista

Apesar do PCP e do BE cantarem vitória a verdade é que o PS continua a dizer que uma Lei que feche totalmente a porta â gestão privada nos hospitais públicos é totalmente irrealista.

O líder parlamentar socialista, em declarações em Ponta Delgada, transmitidas pela RTP 3, disse que esta é uma proposta que “poderá não só proporcionar que lei seja aprovada, mas também promulgada”. Marcelo Rebelo de Sousa pediu um consenso partidário alargado sobre esta matéria para promulgar a Lei, e defendeu, em entrevista ao programa O Outro Lado na RTP3, que “uma lei que feche totalmente [a hipótese de criação de PPP] é uma lei irrealista”.

Carlos César defendeu que o entendimento alcançado é “alargado”, e ressalva que a “redação que o PS propõe deve ser interpretada em conjunto com a base 6” da Lei. Nesta base determina-se “a responsabilidade máxima do Estado na prestação de cuidados de saúde, que em termos supletivos e temporários devidamente fundamentados e a título excecional pode ser assegurada pelo setor privado e social”, explicou.

Quer dizer o governo em funções pode sempre aprovar a gestão privada nos hospitais públicos.

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Sabem quem disse isto sobre as PPP ?

PPP “Ao longo destes anos a gestão do hospital PPP de Vila Franca de Xira tem feito um bom trabalho e a população teve uma melhoria extraordinária das condições de saúde”. Quem é que disse isto? Carlos Coutinho, autarca comunista de Benavente. Porque é que as condessas do BE têm prioridade mediática sobre o povo concreto que é servido pela PPP?

O ódio ideológico não atende ao interesse dos doentes.

 

As listas de espera hospitalares só têm doentes pobres

Os doentes remediados e ricos acedem aos hospitais privados. Para a direita a solução é o Estado emitir vouchers a favor dos doentes e estes serem operados ou consultados dentro dos prazos medicamente aconselhados no privado. Para a esquerda a solução é os pobres aguentarem porque a saúde não pode ser um negócio para os privados.

É chocante, não é ?

Na Educação também é mais ou menos assim. As más escolas públicas estão cheias de alunos pobres e não podem frequentar boas escolas privadas porque a Educação não é um negócio.

Num e noutro caso quem sofre é o doente e o aluno. Ganha a ideologia.

Cada vez mais os governos trocam a ideologia pelas medidas funcionais no sentido de alcançarem o bem da maioria da população. É que de boas intenções está o inferno cheio.

A CGTP e o BE a pedirem que os privados recebam os funcionários públicos

Uma ironia tremenda. O PCP , e o BE que diariamente gritam contra a saúde privada, pedem agora que a ADSE e os privados se entendam para assegurar que os funciionários públicos acedam aos hospitais privados. 

O facto é que o SNS não tem capacidade para acorrer a tudo e precisa do setor privado. A verdade é que, sem ele, a ADSE pode perder o desconto de muitos milhares de funcionários públicos, assim como o SNS perderia capacidade de resposta para as muitas milhares de cirurgias que o SNS não consegue fazer a tempo e horas. Não é concorrência, é mesmo dependência.

Assim sendo, como é que o Governo parte para um braço-de-ferro sem ter qualquer rede?

Sobre isto, só nos resta um sorriso: o de vermos a CGTP ou o Bloco a pedir gentilmente que as partes se sentem à mesa, para os funcionários públicos não deixarem de poder ir à CUF ou à Luz. Ironias da vida política.

"Os representantes da estrutura da CGTP na ADSE "manifestam a sua inteira disponibilidade para dialogar com os diferentes grupos [privados], tendo como objeto o cumprimento das convenções em vigor, as formas de pagamento das quantias resultantes das regularizações e a negociação de novas tabelas e novas convenções"

A ADSE e os prestadores privados de saúde

 

Os funcionários públicos têm o melhor seguro de saúde disponível em Portugal, integralmente pago do bolso deles e em condições inigualáveis pela indústria seguradora pela dimensão do universo de beneficiários e por ter prémios indexados aos seus salários.

O António Costa meteu os sindicatos da CGTP na gestão da ADSE como "representantes dos beneficiários" no modelo de gestão introduzido pelo governo. Como é inevitável, os sindicalistas infiltrados na ADSE andam a fazer uma cruzada ideológica contra a contratação de prestadores de saúde privados, tentando impôr-lhes condições contratuais inaceitáveis por eles. Quando a corda rebentar e os privados desertarem os funcionários públicos entrarão no mundo das listas de espera de anos para cirurgias ou sequer consultas de especialidade no SNS onde morrem milhares de doentes por ano. Se antes não racharem os cornos a quem lhes quer destruir a ADSE.