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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Salgueiro Maia, herói de Abril

 

No dia 25 de Abril fui testemunha presencial do cerco ao Quartel do Carmo. No meio da multidão em fúria e dos soldados jovens e inexperientes, um capitão houve que manteve a serenidade e a coragem. Evitou um banho de sangue tanto para a multidão de civis como para os militares sob as suas ordens . O Quartel do Carmo, para quem o conhece por dentro, é uma fortaleza inexpugnável. O portão por onde as tropas sitiantes podiam entrar estão na mira de cem janelas que, estavam ocupadas, cada uma delas, por um militar armado da GNR.

Salgueiro Maia, conseguiu obter a rendição do Quartel e do Prof Marcelo Caetano, de uma forma digna e firme. Não se deixou empurrar pelas paixões dos que queriam sangue, encobertos no anonimato e teve mesmo que ser diplomata ante a cadeia hierarquica de que era o principal operacional.

Antes disso esteve sempre disposto a morrer como aconteceu na Praça do Comércio impedindo, com risco da sua própria vida, que as tropas em confronto  abrissem fogo.

Cumprida a missão voltou para Santarém sem pedir nada. Recusaram-lhe uma medalha que mereceu como ninguém. É altura de todo um povo prestar homenagem a este herói. Deve ser transladado para o Panteão Nacional!

 

PS : é conhecida a vontade do Capitão de Abril que deixou expressa no seu testamento. Os seus restos mortais permanecerão em campa rasa no cemitério da sua terra natal - Castelo de Vide. A sua viúva já veio confirmar essa última vontade.

A comoção de Salgueiro Maia

Esta é a foto ao mesmo tempo mais bela e mais importante do dia 25 de Abril. Salgueiro Maia, na Avenida das Naus, logo após a desistência das forças fiéis ao antigo regime, muito melhor equipadas, morde o lábio inferior para combater a comoção. Eduardo Gageiro foi o único fotografo presente na alvorada do 25 de Abril. Foi o momento mais longo de todos os momentos...

Salgueiro Maia, herói de Abril

No dia 25 de Abril fui testemunha presencial do cerco ao Quartel do Carmo. No meio da multidão em fúria e dos soldados jovens e inexperientes, um capitão houve que manteve a serenidade e a coragem. Evitou um banho de sangue tanto para a multidão de civis como para os militares sob as suas ordens . O Quartel do Carmo, para quem o conhece por dentro, é uma fortaleza inexpugnável. O portão por onde as tropas sitiantes podiam entrar estão na mira de cem janelas que, estavam ocupadas, cada uma delas, por um militar da GNR.

Salgueiro Maia, conseguiu obter a rendição do Quartel e do Prof Marcelo Caetano, de uma forma digna e firme. Não se deixou empurrar pelas paixões dos que queriam sangue, encobertos no anonimato e teve mesmo que ser diplomata ante a cadeia hierarquica de que era o principal operacional.

Antes disso esteve sempre disposto a morrer como aconteceu na Praça do Comércio impedindo, com risco da sua própria vida, que as tropas em confronto  abrissem fogo.

Cumprida a missão voltou para Santarém sem pedir nada. Recusaram-lhe uma medalha que mereceu como ninguém. É altura de todo um povo prestar homenagem a este herói. Deve ser transladado para o Panteão Nacional!