São as exportações que estão a crescer mais do que as importações e por isso o saldo externo está bem melhor. Não quer dizer que indique só coisas boas. Por exemplo, se o investimento arrancasse as importações de máquinas fariam crescer as importações o que seria uma benesse. Mas não é o que está a acontecer.
“A reposição de poder de compra é uma política de substituição do investimento pelo consumo”, acrescenta Augusto Mateus, ex-ministro da Economia do governo de António Guterres. “Uma política de sacrifício do investimento é mais austera do que de sacrifício do consumo”, garante, deixando o aviso: “Os défices parecem estar controlados, mas estão a gerar problemas duradouros na medida em que comprometem o PIB potencial“.
Aliás, para o ex-ministro “a reposição de rendimentos deveria ser feita na sequência de ganhos no investimento. Caso contrário, os seus efeitos são muito modestos do ponto de vista do crescimento, não colocando o consumo a crescer 4% ou 5%”, explica.
É um virar de página na economia. As exportações passaram de cerca 28% do PIB para 40%. Pela primeira vez em setenta anos o saldo externo é positivo.
Não há outra forma de sustentar financeiramente o estado social. Pedir emprestado lá fora e cá dentro para fazer obras públicas que, por natureza, oferecem trabalho precário, leva-nos ciclicamente à bancarrota. Já vamos em três, chega!
É, claro, que as obras públicas são necessárias mas é preciso saber qual é o seu custo/beneficio. E sem agricultura, indústria, pescas e serviços não há como pagar as obras públicas. Nenhum país consegue manter-se competitivo com o estado a gastar 50% da riqueza criada. Não é uma opinião é uma constatação.
"Creio que a economia portuguesa está a viver um momento de viragem, que terá confirmação em 2015 e que se traduzirá, eu espero, num sentimento mais positivo também na vida das pessoas ao longo deste ano, com uma recuperação do emprego e uma melhoria gradual do rendimento das pessoas", afirmou o Ministro da Economia.
É verdade. Desde os anos 40 que não havia saldos externos positivos. Agora vejam como este indicador de uma importância primeira na recuperação da economia é tratado na comunicação social.
Até no Observador : " saldo externo é positivo mas está a cair". No Público : "Turismo salva balança comercial do défice" como se o Turismo fosse uma actividade que caiu por cá de paraquedas.
O Blasfémias explica bem : Foi portanto o 1º ano desde pelo menos o 25 de Abril de 1974 em que a economia portuguesa cresceu sem se endividar. 2014 foi o 3º ano consecutivo em que a balança comercial (bens + serviços) foi positiva. Os anos de 2012, 2013 e 2014 foram os únicos de balança comercial positiva desde os anos 40. A 1ª notícia do Observador diz-nos que há défice comercial. A 2ª diz-nos que afinal há superavit, mas que isso não interessa, o que interessa é que o superavit está a descer. E o Observador é possivelmente o jornal mais à direita em Portugal.
As exportações continuam com um bom comportamento. O saldo em Novembro é superior em mil milhões de euros ao do mesmo trimestre em 2013.
Segundo o INE, no trimestre terminado em novembro as exportações para mercados europeus cresceram 3,1% (7,7% as importações), face ao período homólogo de 2013. Nas importações, regista-se a subida de produtos químicos e automóveis.
Já as exportações para mercados fora da União Europeia cresceram 6,8% enquanto as importações registaram uma redução de 7,6%. A balança comercial tornou-se favorável a Portugal, com um excedente de 125 milhões de euros.
"Cherchez la femme " é a explicação para muitos casos conturbados entre casais . Nas relações entre países é mais o crude. Portugal está bastante dependente da compra do crude angolano que alimenta a nossa capacidade de refinação. Angola pela primeira vez na história tem um saldo comercial positivo com Portugal. Não se procure mais, se não fosse a "boutade" de Machete a servir como pretexto seria outra coisa qualquer. E, é verdade, que o segredo de justiça não é quebrado inocentemente. É um crime que o Magistério Público comete e que os jornalistas aproveitam. E, como, neste crime não há defesa possível, cada um utiliza as armas que tem à mão.
Dizem os jornalistas que também publicam casos em segredo de justiça de cidadãos portugueses. Mas a questão é que estes não têm crude para vender nem milhares de postos de trabalho para preencher.
Mais importante que todos os outros rácios económicos. (...)
O Banco de Portugal estima um saldo positivo da balança de bens e serviços de 2,1% do PIB este ano, “o que constitui um elemento muito importante do processo de ajustamento da economia portuguesa, traduzindo simultaneamente um forte ajustamento da procura interna, com a resultante redução das importações, e um crescimento forte das exportações associado a ganhos significativos de quota de mercado”.
Um dos aspectos mais marcantes do actual processo de ajustamento da economia portuguesa é a redução muito significativa das necessidades de financiamento externo que, a partir de 2012 deu lugar a uma capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa”, refere o Banco de Portugal.
No primeiro semestre de 2013, a capacidade de financiamento da economia portuguesa, medida pelo saldo conjunto das balanças corrente e de capital, aumentou para 2,3% do PIB.