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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Brexit é igual a "choque instantâneo" diz Banco de Inglaterra

Já lá vão três anos e o Brexit não ata nem desata. E a razão é bem simples. O "choque da saída sem acordo" será instântaneo e "O responsável pela política monetária justificou à BBC Radio 4 que “as implicações económicas de uma saída sem acordo são que as regras do jogo para exportar para a Europa ou importar da Europa vão mudar completamente e algumas indústrias muito grandes neste país, que são altamente lucrativas, vão deixar de ser lucrativas“.

O Banco de Inglaterra estima que um Brexit sem acordo levará a uma desvalorização da libra, um aumento da inflação e uma desaceleração da economia britânica.

É só por isto não é por mais nada.

 

Antes que seja tarde

Aí está, ao fim de apenas um ano, o resultado das políticas do governo. Um governo a desmoronar-se com importantes ministros na porta da saída.

Para Março de 2017 o BCE prepara-se para acabar com a política de compra de dívida pública o que fará que os juros da dívida portuguesa saltem para perto dos 5%. Insuportável com uma dívida que não para de crescer.

Uma coisa é certa. Sem os investidores que PCP e BE tanto odeiam não haverá crescimento da economia para criar riqueza e postos de trabalho.

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Mau para a Grécia pior para a União Europeia

A saída da Grécia do euro é a curto prazo má para o povo grego mas também é, muito má para a UE. Fica percebido que o que falta na UE é solidariedade, porque os montantes em jogo, para a Europa, não são significativos. Mas a Grécia também tem muitas culpas no cartório, andou a brincar demasiado tempo e por último acreditou no aventureirismo do Syriza.

As condições que se perfilam para a Grécia entregar em três dias novas propostas são quase um convite a que a Grécia saia do Euro pelo seu pé. A administração pública não tem um serviço de informação estatística capaz. A sua máquina fiscal é ineficaz e corrupta. Há interesses organizados à volta do estado que viveram toda a vida à conta do orçamento. O seu sistema de pensões é uma calamidade que envolve milhões de pessoas. Mesmo num país organizado seria difícil preparar a proposta em três dias.

Da dignidade mostrada no referendo o povo grego prova agora a humilhação. Não se humilha um povo impunemente e as autoridades europeias estão cegas politicamente. Não ver que muito para além do dinheiro há a situação geoestratégica, a vizinhança de países em conflito e onde a paz é periclitante. Não perceber que tudo isto vai custar muito mais à UE do que a solidariedade ( desde que haja da parte da Grécia garantias de cumprimento) é não estar á altura do momento.

Se é para impedir a ascensão do PODEMOS em Espanha, do partido de extrema direita de La Pen na França  e outros movimentos extremistas, então o erro não podia ser maior. A única forma de manter a Europa no caminho certo é o desenvolvimento, a Democracia e o Estado Social.

A Europa representa a maior produção mundial de riqueza, o que corresponde a 7% de toda a riqueza mundial produzida e ao mesmo tempo, as suas despesas sociais representam 50% das despesas sociais de todo o mundo. Não há syriza que valha uma noite mal dormida.  

Portugueses preparam-se para a saída do Euro

O crédito ao consumo bate recordes. Isto só se pode entender no quadro da preparação dos portugueses para a saída do Euro. Carro novo e  outros créditos pessoais, sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades:  crédito pessoal com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos .

Sempre é melhor sair de bolsos cheios e bem montados do que correr o risco que os nossos amigos Gregos, correm. Sem tusto, sem emprego e a bater a todas as portas apelando à generosidade dos credores. Cá c'a gente nem pó. Sair é para sair à grande. Senão vejam :

- mais de um terço do crédito é para comprar automóvel

- crédito ao consumo aumenta 31% em Abrirl

- empréstimo para casa dispara 50% em Abril

- financiamento às famílias aumenta 20% até Abril

Digam lá se isto não são sinais inequívocos que o pessoal se prepara para " dar de frosques"

Se a saída não for "limpa" o governo falhou

Sabem quem há bem pouco tempo gritava esta frase todos os dias, em todos os locais e a todas as horas? Esse mesmo, o Tó Zé! Agora diz que a saída não é aplaudida pelo PS porque o governo tem uma almofada financeira. Isto é o mesmo que ir ao circo e não aplaudir o trapezista porque trabalha com rede. É o mesmo que dizer que quem vai ao circo não vai admirar a arte do trapezista vai só ver se ele cai.

António José Seguro será, muito provavelmente, o próximo primeiro ministro num governo de coligação. Felizmente a sua margem de manobra está muito limitada tal como a de Passos Coelho pelo que estou descansado. Ambos são europeístas e querem continuar no euro. Mas não deixo de admirar a  desfaçatez de quem mente todos os dias enquanto chama aldrabão aos outros.

Os que andaram a chamar pela espiral recessiva não pedem desculpa perante o crescimento da economia; quem dizia que as exportações e o saldo comercial externo positivo se deviam, primeiro à venda do ouro das família e , depois, aos combustíveis refinados não se envergonha perante os resultados cada vez mais consistentes; os que juravam que o deficit das contas do estado não descia não pedem a demissão; e quem aplaudia as taxas de juro da dívida elevadas e insustentáveis não tem agora a humildade de se felicitar.

Agora andam a chorar lágrimas de crocodilo pelo montante da dívida como se o seu pagamento não dependesse dos êxitos atrás descritos e que negam. Até o desemprego está a baixar o que muito me surpreende mas que me dá uma enorme alegria. Alguns deles são "só" maus e incompetentes mas, outros há, que não têm terra natal nem conterrâneos. Só camaradas!

Governo e PS é que só têm uma única saída

Peter Praet diz que há outras opções para além da saída limpa e o programa cautelar. "Importante é encontrar uma maneira de sinalizar o compromisso com as reformas nos próximos anos" .Portugal, em Maio, pode sair do programa com mais ou menos intervenção externa. Uma monitorização reforçada pós-programa, sem qualquer seguro financeiro associado, seria a maneira encontrada para dar aos mercados uma sensação de maior segurança relativamente a Portugal. Com eleições legislativas em 2015, essa monitorização dificilmente poderia ser acordada sem a participação do PS e passaria por Portugal assumir determinados objectivos para os próximos anos, para além daqueles que já estão previstos no tratado orçamental.

O país tem mais que uma saída, o governo e o PS é que não. Só têm uma. Entenderem-se!

Já temos duas moedas : o Euro Alemão e o Euro Cipriota

O Euro foi criado à imagem do Marco Alemão. Serve para as economias fortes e prejudica as economias frágeis. Quando da preparação para a entrada no Euro, houve poucas pessoas que chamaram a atenção para este erro original . Mas os subsídios falaram mais alto e, a Alemanha, jogou com subsídios generosos para terminar com qualquer contestação por mais pequena que fosse.

O Prof Ferreira do Amaral foi uma dessas poucas pessoas. Continua a dizer, em livro recentemente publicado, que Portugal não tem salvação se não sair do Euro. O que não quer dizer que tenha que sair da UE. Assim, a jeitos do Reino Unido. Só um intenso choque competitivo levará a economia a crescer, mas para ser suportado pela população tem que provir, necessariamente, da desvalorização cambial. Sem a saída do Euro a estagnação da economia manter-se-á por décadas e sem um mínimo de autonomia política. Ferreira do Amaral insiste na "saída controlada".

Sair do Euro empurrados seria um desastre mas é o que acontecerá se persistirmos em lá nos mantermos a todo o custo. Isto não implica a saída da UE, mas temos um continente à nossa espera : a América!

O Chipre é um pequeno exemplo do que virá a seguir se persistimos na política do "custe o que custar".