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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como se arruína um país

Não podem dizer que não sabiam e que não viram porque isso seria uma enorme prova de incompetência ou mesmo de cumplicidade.

Quem durante mais de 10 anos atuou de forma politicamente inaceitável, defendendo Sócrates para além do limite, não se preocupando com a verdade, mas pelo contrário, não tendo pudor em atacar, ofender, insultar e prejudicar quem questionava qualquer episódio que envolvesse o “querido líder”, não pode agora vir simplesmente mostrar “vergonha”. Afinal não era tudo “calúnias, difamações e campanhas negras”.

Mas convém reforçar um aspeto: Muitos dos que agora se dizem “envergonhados” com Sócrates, no passado defenderam-no para além do razoável. Passo a explicar: pessoas como o ministro Augusto Santos Silva e o deputado João Galamba não podem vir agora fazer de vítimas (ou como lhes chamou o Alberto Gonçalves, de “lesados do Sócrates”). Não apenas porque politicamente foram coniventes. Porque foram muito mais do que isso. Durante anos participaram numa campanha de encobrimento de todas as suspeitas sobre Sócrates. Durante anos usaram o insulto e a arruaça para atacar aqueles que duvidavam da honestidade do “querido líder”.

O resultado desse governo foi a bancarrota, a ruína do país .

Aquelas obras públicas faustosas poderiam ser fruto apenas de uma mente doentiamente soberba ? Não,  o “PS tem responsabilidade política sobre tudo o que se passou nesse período”, pois o “resultado desse governo foi a bancarrota, a ruína do país”.

Sobre o tema corrupção, Ferreira Leite admite que nunca pensou que as PPP pudessem incorrer em algum tipo de ilegalidade. “Achava que era irresponsabilidade, eleitoralismo, incompetência e até uma megalomania doentia. Mas nunca me atravessou o espírito que houvesse qualquer ilegalidade ou corrupção”, admitiu, considerando que a corrupção “não se combate, evita-se avaliando profundamente aquelas que são as consequências das decisões”.

O tempo de reconhecer coisas óbvias é o tempo escolhido pelo PS

É deprimente . Mas, nestes últimos dias, o mais chocante foi perceber como para muitas pessoas – militantes, dirigentes, jornalistas, opinadores, etc. – o tempo de assumir coisas óbvias e graves é o tempo escolhido pela liderança do PS. É possível que haja medo sobre o que Sócrates possa revelar e que isso condicione muita gente. Seja qual for a razão, é uma demonstração de fragilidade, da política e das forças da "sociedade civil", perante o interesse do partido que há anos teve um dirigente que avisou: quem se mete com o PS leva".

E perante o "saco de ventos" que já soprava houve muita gente que se agarrava ao PEC IV como se de uma panaceia universal se tratasse. Não foi mais que uma derradeira e desesperada tentativa de manter o poder a todo o custo.

Deprimente !

Câncio criticar Sócrates no exacto momento em que o PS o deixa cair, é rídiculo

É uma coincidência do catano.

Que só tenha descoberto agora que Sócrates lhe terá mentido, ou seja, no mesmo exato momento em que o PS o passou a criticar publicamente, é ridículo.Curiosamente, ou talvez não, no momento em que o PS lançou uma ofensiva sobre José Sócrates e em que um dos núncios foi, nem mais nem menos, do que a mesma alma que terá avisado aquele de diligências em segredo de justiça, Câncio decidiu escrever um artigo, onde não apenas não pede desculpa como se vitimiza por actos praticados por José Sócrates. Dito de outra forma, uma mulher que tem formação superior, é jornalista e, como tal, é suposto não desconhecer quanto ganha um primeiro-ministro, quer-nos convencer que foi enganada. E, não inteiramente contente com tal, aproveita para cavalgar de novo a onda, desta feita renegando o que antes elogiou.

Também tu , Rui ?

Rui Tavares sobre José Sócrates :  o facto de até hoje nunca ter visto da parte de José Sócrates o mínimo exame de consciência moral ou política sobre o seu comportamento. Não me refiro especificamente às acusações judiciais, mas a tudo aquilo que José Sócrates já confirmou ou não nega. Nunca lhe vimos um vislumbre de exame de consciência moral, ou de consequências políticas, em relação a ter vivido anos na dependência financeira de um empresário. Nunca lhe vimos um assomo de incómodo com a camada de ocultações e dissimulações, omissões e mentiras, que tal facto o obrigou a criar e gerir, juntos dos seus próximos, correligionários e concidadãos. A não ser que me tenha escapado, jamais ele demonstrou qualquer tipo de estranheza pelo facto, assumido pelo seu advogado, de preferir remessas de dinheiro vivo em vez de transferências bancárias. É isto normal, neste dia e hora, no atual estado de democracia? Não, não é. Mas para José Sócrates, e de acordo com a sua recusa em aceitar a necessidade de se examinar, tudo isto é normal, tudo foi bem feito, nada apresenta qualquer problema. E enquanto for assim, Sócrates é o seu pior inimigo.

Também tu, Fernanda ?

Sócrates mentiu, mentiu e tornou a mentir.

Mas, claro, José Sócrates sai vitimizando-se, falando de "embaraço mútuo" e ameaçando, segundo o Expresso, "vingar-se" - aventa mesmo "um amigo" que poderá "usar escutas a que teve acesso como arguido". Chocante, porém não surpreendente. De alguém com uma tal ausência de noção do bem e do mal, que instrumentalizou os melhores sentimentos dos seus próximos e dos seus camaradas e fez da mentira forma de vida não se pode esperar vergonha. Novidade e surpresa seria pedir desculpa; reconhecer o mal que fez. Mas a tragédia dele, que fez nossa, é que é de todo incapaz de se ver.

Acabou o silêncio dos indecentes

Era o silêncio dos inocentes . Sabemos hoje que na verdade era o silêncio dos indecentes.

O sucesso de Sócrates também dependeu, e muito, do trabalho dessas sinistras figuras, uma das quais é hoje ministro dos Negócios Estrangeiros, e a outra deputado do PS no Parlamento Europeu, com um programa de televisão semanal onde nunca arranjou oportunidade para explicar se é verdade, ou não, que Carlos Santos Silva também pagou casa ao seu filho em Paris e deu emprego à sua mulher. Colocar na lista dos meros “enganados” personagens deste calibre, que cresceram ao lado de Sócrates, adoptaram os seus métodos e assumiram alegremente durante anos a fio os papéis de capangas do socratismo, não é apenas fazer deles idiotas úteis – é fazer de idiotas cada um de nós.

Os cenários que cercam Sócrates

Cenários possíveis para explicar o surto de manifestações de vergonha pelo caso Sócrates vindas nas últimas horas de conceituados desavergonhados:

Cenário Tragam pipocas: estão em vias de ser conhecidos novos e graves desenvolvimentos; as manifestações de vergonha são uma forma atabalhoada de tentar uma desvinculação do lamaçal.

Cenário Chefe, isto fugiu-nos das mãos: a vergonha era apenas dirigida aos comportamentos do Pinho, com o objectivo de controlar danos; mas até mentes rotinadas na distorção de factos têm dificuldade em negar o que se viu; o discurso não sai fluido; os jornalistas dão uma ajuda, transmitindo mais do que os novos envergonhados disseram; uma queimada destinada a eliminar matéria combustível fica descontrolada e provoca um incêndio; para além de Pinho, também Sócrates fica queimado; perante a situação, o próprio Chefe vem a público prestar declarações para parecer que tudo está alinhado.

Cenário Isto está dominado: promove-se uma ignição pública criando uma frente de fogo controlada mas nos bastidores está garantido que o incêndio não danificará bens essenciais (prisão, perda de fundos, etc); assegurado o objectivo, a crítica a Sócrates visa despistar qualquer associação do PS actual a movimentações necessárias para o conseguir.

Cenário Incêndio circunscrito: escutas e provas comprometedoras inexistentes/eliminadas, podendo deixar-se cair Sócrates sem risco de arrastamento da actual nomenclatura.

Cenário Lama no sistema de ventilação: com o aproximar das decisões fundamentais, Sócrates deu sinais de que não se afundará sozinho; a manifestação de vergonha tem como objectivo descredibilizar tudo o que venha a dizer sobre o assunto.

Rui Rocha

O PS deixou cair Sócrates que abandona o partido

O que é que ainda não se sabe mas que o PS já sabe que tenha levado alguns dos seus dirigentes só agora a assumir vergonha pelo comportamento de alguns dos seus elementos ? Há mais socialistas que foram governo Sócrates a saltar brevemente para a comunicação social ? É que Manuel Alegre diz que " O PS abriu a Caixa de Pandora" e, como se sabe, da Caixa saem demónios que ganham vida.

É que da Caixa nem sequer deixam sair os nomes dos cinquenta maiores devedores. Sigilo bancário ? Mas o sigilo bancário serve para proteger os clientes que cumprem não os devedores relapsos que obrigam os contribuintes a por lá o seu dinheiro.

Sigilo bancário para proteger os milionários devedores que não pagam o que devem ? Essa é boa.

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Socialistas assumem : casos Sócrates e Pinho envergonham qualquer socialista

O PS andou este tempo todo a fazer o que de melhor sabe. A fugir entre os pingos da chuva. Mas é possível enganar muita gente durante algum tempo mas não o tempo todo. E palpita-me que o maior problema do PS é que há mais gente do governo de Sócrates a vir à baila, por ventura alguns que são ainda hoje ministros.

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