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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Sérgio Sousa Pinto : este regresso a 1975 é grotesco

 Sérgio Sousa Pinto é um notório socialista sempre ligado à ala esquerda do PS. Agora vem dizer que " este regresso a 1975 é grotesco" , referindo-se ao actual governo e ao apoio do PCP e do BE. E diz também que dentro do PS passou de "esquerdista a reaccionário".

É preciso dizer ao deputado SSP que anda cheio de sorte.Todos nós os que acreditamos na democracia, na liberdade, na economia social de mercado e no estado social e de direito há muito que sentimos o travo amargo da acusação. Reaccionário, porque não pensamos como eles.

O António Costa precisa de salvar a pele e arranja, perdedor, um truque ? Se criticas é porque és reaccionário. E se não alinhas com as narrativas de José Sócrates também és um reaccionário. Limpinho.

Ana Gomes ( que sempre achei ser uma desbocada) critica o convite a Sócrates pelo PS de Lisboa ? Lamentável. No PS que já foi de Mário Soares, instalou-se a voz única e o pensamento anti-europeu que Costa chegou a apoiar no caso da Grécia e do governo Syriza.

Meu caro, Sérgio Sousa Pinto, junte-se à maioria, aos que estiveram na Alameda em 75, está na altura de cerrar novamente fileiras . Se não fosse estarmos na União Europeia teríamos novamente que lutar pelas liberdade democráticas. Uma a uma como aconteceu nos anos da brasa.

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Eu gosto do modelo, Mariana

E o modelo fez o que nenhum outro alguma vez fez. Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo.

Embora a ideia de “perder a vergonha” e o desafio de "superar o modelo" capitalista seja todo um programa, apenas Sérgio Sousa Pinto deu conta do risco que esse canto de sereia do BE implica para o PS. "Eu gosto do modelo. Foi construído pelo PS, com tremenda dificuldade, e pela direita democrática. Com o contributo do radicalismo esquerdista nunca se conseguiu construir uma cadeira de pau. Quanto mais o Socialismo."

E qual é o modelo para o PCP . O da Coreia do Norte,o de Angola ou o da Venezuela ? E fixe-se bem, esta é a pergunta que o BE faz ao PCP. Este, por seu lado, diz que o modelo do BE é social-democratizante, capitalista.

A verdade é que não há em lugar nenhum a indicação do modelo que a extrema esquerda defende. O PCP apoia países onde o modelo, chamemos-lhe assim, é um vómito em termos de liberdade e de miséria. O BE não indica nenhum não vá o diabo tecê-las.

O capitalismo tem reduzido o número de pobres em todo o mundo como nunca se viu antes.

Do lado de cá do muro

No PS há quem queira o partido do lado de cá do muro . Para Sérgio Sousa Pinto, a própria história do partido deixa claro que os que agora servem de apoio parlamentar ao Governo de António Costa não são necessariamente os seus aliados naturais. “Nunca foi esta a cultura do PS, forjada na oposição à ditadura e, depois, ao projeto de assalto ao poder do PCP”, sublinha, defendendo que o fim do “muro” que separava as esquerdas – como lhe chamou Costa – não é forçosamente uma coisa boa para os socialistas, que se devem manter ao centro para não perderem o seu espaço político histórico.

Falar por cima do muro que permanece onde sempre esteve facilitando uma solução de governo é uma coisa outra, não desejável e bem diferente, é o PS deixar que outros se apropriem  em seu benefício, do radicalismo e da demagogia dos que se imaginam ‘mais de esquerda’, apropriando-se com estridência das grandes realizações sociais dos governos do Partido Socialista”, avisa o deputado.

Os partidos não gostam de independentes

Sérgio Sousa Pinto abre fogo sobre Sampaio da Nóvoa. Há bem pouco tempo saiu do PS Alfredo Barroso por causa de António Vitorino. Esta não é a esquerda deles.

Sampaio da Nóvoa é "virgem" quanto a militar em partidos e António Vitorino é um facilitador de negócios. Não servem para candidatos a Presidente da República.

"Assistimos com horror à demagogia venezuelana do PODEMOS e o fenómeno político latino-americano apareceu-nos pela porta traseira. Esta não é a minha esquerda", escreveu Sousa Pinto.

Na verdade o que está por trás de toda esta trapalhada é que no PS há quem queira coligar-se com os partidos à sua esquerda e há também quem queira pura e simplesmente ir para o governo. Sozinho ou acompanhado não interessa por quem.

Bem andou António Costa em não querer falar nas presidenciais antes das legislativas. Não chegam inteiros a Outubro.

Marques Mendes antevê que a possível candidatura de Sampaio da Nóvoa com apoio socialista, pode causar divisões dentro do partido, referindo o artigo de Francisco Assis no Público, quando este pediu uma “candidatura presidencial genuinamente de centro-esquerda”.