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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Centeno não vê dificuldade em alcançar 2,7% de aumento do PIB proposto por Rio

Continuamos a ser um país poucochinho a crescer abaixo das necessidades de um país pobre e desigual. Há muito que não crescemos porque apostamos no crescimento da despesa pública em detrimento do investimento e da elevada carga fiscal.

A alternativa, a alternativa que vale a pena, é fazer crescer a riqueza produzida pela iniciativa privada e isso faz-se incentivando o investimento e tornando o país competitivo fiscalmente.

Tudo mantendo as contas públicas equilibradas. Estes últimos quatro anos foram neste contexto uma oportunidade perdida. Aliás, o programa eleitoral apresentado pelo PS com Centeno a coordenar também propôs o PIB a crescer. Só que os parceiros da geringonça obrigaram a dirigir as políticas para os "avanços" com o resultado poucochinho que está à vista.

Quando a economia cresce no seu todo cresce para todos embora cresça mais para uns do que para outros. Não há outro forma de combater a pobreza.Tirar à classe média para dar a alguns grupos que dependem do estado não é justo e não termina com o desagrado como se vê pelas greves.

Rui Rio para ter uma economia mais forte quer baixar a maior carga fiscal de sempre

Baixar a maior carga fiscal de sempre às empresas e aos cidadãos é o objectivo de Rui Rio.

Sem uma economia mais forte tudo é poucocinho como estes quatro anos mostraram à saciedade. Já estamos numa trajectória de redução do crescimento do PIB, a dívida não diminui e os serviços públicos é o que se sabe.

Baixar a carga fiscal de 34,9% para 33% sobre o PIB.

- Redução gradual da taxa de IRC em 4 pontos percentuais na legislatura. Custo de 1.600 milhões de euros

- Outras medidas em sede de IRC, como incentivos fiscais a investimentos no interior. Custo de 300 milhões de euros  

- Redução de 23% para 6% da taxa de IVA do gás e eletricidade para uso doméstico. Custo de 500 milhões de euros

- Redução de taxas nos escalões intermédios de IRS; Aumento das deduções das despesas com educação e Forte incentivo fiscal à poupança das famílias. Custo de 1.200 milhões de euros

- Redução da taxa mínima do IMI para 0,25% e eliminação do adicional ao IMI (imposto "Mortágua"). Custo de 100 milhões de euros

O líder do PSD garante que não há perda de receita, a origem da mesma é que difere da atual política, indicou Rio. “Ninguém está a dizer que a receita fiscal vai descer. Vai crescer por via do crescimento da economia e que os portugueses pagariam caso o PS” ganhe as eleições, tratando-se de “uma opção política.”

 

Taxo eu, taxas tu, taxamos nós

Numa entrevista, ontem à noite na SIC Notícias, Fernando Medina manifestou-se contra a taxa Robles. O autarca afirmou que “penalizar a rotação no mercado imobiliário não aumenta o número de casas”, acrescentando que a prioridade imediata deve ser aumentar o número de casas disponível” para as famílias de classe média.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que a autarquia tem mesmo que atuar no mercado de arrendamento através de uma aumento da oferta e de uma diminuição fiscal sobre contratos de longa duração.

O Jornal de Negócios foi ver o que se passa noutros países e conclui que a Taxa de Rio existe em seis países europeus. São casos em que a detenção de um imóvel durante um determinado número de anos é compensada com um imposto mais baixo ou mesmo com uma isenção no momento da venda.

PS : Ricardo Costa - Expresso

 

Rui Rio fez detonar a bomba e não foi preciso levantar muito a voz

E DE REPENTE FEZ-SE LUZ...
PORQUÊ?
Um dos temas da actualidade política é o Parlamento querer ouvir Manuel Pinho.
Isto porque este Senhor, enquanto ministro da economia, terá continuado a receber o vencimento do BES, sua entidade patronal antes de ir para o governo de José Sócrates, em acumulação com os seus proventos de ministro.
Sobre este ponto parece que toda a gente concorda que, em termos políticos, éticos e morais, é insustentável um governante ter de decidir sobre assuntos do interesse público sob a suspeita de estar condicionado a interesses particulares. E ao receber dinheiro do BES enquanto ministro, Manuel Pinho, independentemente da rectidão ou não das suas decisões, expôs-se claramente à fragilização dessa suspeita.
Ora, este facto é do domínio público há mais de um mês e ninguém lhe atribuiu grande relevo, para além de um ou outro comentário, mais ou menos jocoso.
O PCP e o BE, amarrados ao PS, guardaram cobarde e cúmplice silêncio sobre um assunto que, se fosse com alguém de outro quadrante político, é certo e sabido que estes partidos teriam clamado e esganiçado a sua indignação contra semelhante escândalo.
O PS, nunca se pronunciou e mesmo algumas vozes, tidas como próximas de António Costa, até relativizaram o caso não lhe atribuindo grande significado.
Mas eis que o líder do PSD, Dr. Rui Rio, anunciou, e muito bem, uma iniciativa parlamentar para Manuel Pinho ir à Assembleia da Republica dar explicações aos deputados e ao País sobre aquela sua conduta como governante.
A partir daí é o que se sabe.
O BE, que com o apoio do poder mediático procura apresentar-se de forma enganosa como o campeão da ética e da transparência, acha que tem de cavalgar uma iniciativa que possa suplantar o PSD e que, se possível, desvie o foco do Manuel Pinho. Fica-lhe bem e presta um serviço ao PS, a quem amanhã irá cobrar esse crédito.
O PCP, com alguma sobriedade, anuncia o seu apoio à iniciativa do BE.
Quanto ao PS, que sempre esteve caladinho e que procurava passar despercebido, de repente coloca alguns dos seus soldados a fuzilar Manuel Pinho e, imagine-se, José Sócrates. Para não perder o pé ante a opinião pública, ainda vamos ver, agora e de forma oportunista, o PS a acusar José Sócrates como nenhuma força política o fez até hoje.
Porquê este desnorte dos parceiros do governo?
Todos percebemos porquê, as causas da transparência e do combate à corrupção são muito caras aos Portugueses e no próximo ano há eleições.
De registar o detonador - a iniciativa do PSD!...

Rui Rio : quem são os 50 principais devedores da CGD ?

Esconder os principais devedores da CGD, banco público, é um enorme escândalo até porque somos nós os contribuintes que estamos a pagar o enorme buraco . Qual sigilo bancário ?

"Se agora vierem com subterfúgios do ponto de vista legal, dizendo que não o podem fazer porque a lei não o permite, então podem contar com o apoio do PSD para mudar a lei que não permite que os portugueses saibam quem é que deve tanto dinheiro ao banco público".

Se todos os partidos falam em transparência então a primeira coisa a fazer é mudar a lei que impede essa mesma transparência . Então num banco público onde é que está a dúvida ? Será que a divulgação dos nomes dos devedores nos trás mais surpresas sobre gente ligada aos partidos ?

É esse o medo ?

A habilidade do governo ao ir indirectamente aos bolsos dos portugueses

Rui Rio diz que é preciso baixar a carga de impostos e reduzir a dívida.

Ainda sobre a carga fiscal, já à margem do encontro e em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que em caso de não haver condições para baixar, “o Governo tinha a obrigação de não aumentar a carga fiscal”. O presidente do PSD denuncia que este “nível brutal de impostos” não é cobrado diretamente no salário, mas vai aos “bolsos dos portugueses”, por exemplo, quando na gasolina. O facto da cobrança de impostos ser indireta é, para Rui Rio, uma “habilidade do Governo”.

Sondagem - PSD sobe PS desce

Rui Rio começa a ter razões para optimismos.

Sendo certo que o PSD vem subindo no barómetro da Aximage há seis meses consecutivos, o crescimento alcançado entre Fevereiro e Março - primeiro mês desde que o partido é presidido por Rio, que assumiu formalmente a liderança social-democrata no Congresso de meados de Fevereiro - representa a maior subida em quatro meses. Por outro lado, a distância agora verificada entre os dois maiores partidos (12,2 pontos percentuais) é menor do que era em Dezembro de 2016 (12,7 pontos).

As intenções de voto começaram a mexer, venceram a inércia e o que vem aí na governação não é melhor .

A oferta em bandeja de ouro ao PS do centro político

É o que acontecerá se o PSD for empurrado para a direita e disputar o eleitorado natural do CDS. E é esta a razão primeira da guerra que Rio comprou dentro do seu próprio partido.

Voltemos às razões estruturais para a contestação interna a Rui Rio. A primeira tem que ver com a máquina partidária. Há demasiada gente instalada e que vive basicamente à custa do partido (seja por poder exercer influência, seja por empregos diretos, seja por outra razão qualquer) que se sente ameaçada pela previsível mudança. Por outro lado, a máquina está alinhada, o que é normal, com a estratégia de posicionamento do partido dos passistas. Mudar a máquina de alto a baixo é muito difícil, se não impossível. Mais uma vez, Rio terá de ganhar o partido de fora para dentro. Ou seja, há uma parte da máquina que terá de ser mudada, mas há outra parte que será convencida se o presidente do partido mostrar que pode ganhar eleições com um novo posicionamento político.

E é aqui que entra a segunda parte da razão da contestação a Rui Rio. Há um conjunto de pessoas que acredita que o PSD deve ser claramente de direita - os deputados rebeldes dividem-se entre os que já perceberam que vão perder o lugar, os aparelhistas e os que defendem a viragem à direita.

O discurso social democrata de Rui Rio

Sem ambiguidades, Rui Rio sublinhou a génese social democrata do seu programa, a permanência de Portugal na NATO e na União Europeia , o reforço da sociedade civil ( pessoas, famílias e empresas) face ao Estado, a descentralização da Administração Pública, a proximidade dos decisores políticos aos problemas e o reforço do Estado nas funções que lhe são próprias.

Chamou a atenção para o estado calamitoso dos serviços públicos, em especial da Saúde e da Educação, da desertificação do interior, da insegurança dos cidadãos e do fraco crescimento da economia num quadro exterior benéfico raro.

A economia cresce arrastada pelas economias dos outros países europeus, abaixo do necessário e a dívida permanece das mais altas do mundo. O seu arrefecimento é previsto pelo próprio governo já este ano e no próximo.

A solução governativa presente está aprisionada pelos seus apoios parlamentares, anti- NATO, anti - UE e anti- empresas, estando de mãos atadas para levar a efeito as reformas que o próprio PS reconhece como inevitáveis.

É tempo de falar verdade ao país . Rui Rio veio para confrontar a propaganda do governo .

 

 

Rio não pode apoiar um Orçamento desenhado para um ano eleitoral

A primeira decisão é óbvia. Rui Rio não pode apoiar um Orçamento de 2019 desenhado para ano eleitoral . A partir dessa decisão tem a estratégia de oposição definida.

A economia vai arrefecer em 2018 e 2019 ( 2,2% e 1,8%, previsões do governo) a margem será mais estreita e os juros da dívida vão crescer . PCP e BE vão fazer mais exigências . Rui Rio vai ter argumentos para fazer uma oposição firme e responsável.

Neste fim de semana em pleno Congresso do PSD, Rui Rio vai ter que deixar esta estratégia bem clara .  O país não pode tornar a perder a carruagem do crescimento.