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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A habilidade do governo ao ir indirectamente aos bolsos dos portugueses

Rui Rio diz que é preciso baixar a carga de impostos e reduzir a dívida.

Ainda sobre a carga fiscal, já à margem do encontro e em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que em caso de não haver condições para baixar, “o Governo tinha a obrigação de não aumentar a carga fiscal”. O presidente do PSD denuncia que este “nível brutal de impostos” não é cobrado diretamente no salário, mas vai aos “bolsos dos portugueses”, por exemplo, quando na gasolina. O facto da cobrança de impostos ser indireta é, para Rui Rio, uma “habilidade do Governo”.

Sondagem - PSD sobe PS desce

Rui Rio começa a ter razões para optimismos.

Sendo certo que o PSD vem subindo no barómetro da Aximage há seis meses consecutivos, o crescimento alcançado entre Fevereiro e Março - primeiro mês desde que o partido é presidido por Rio, que assumiu formalmente a liderança social-democrata no Congresso de meados de Fevereiro - representa a maior subida em quatro meses. Por outro lado, a distância agora verificada entre os dois maiores partidos (12,2 pontos percentuais) é menor do que era em Dezembro de 2016 (12,7 pontos).

As intenções de voto começaram a mexer, venceram a inércia e o que vem aí na governação não é melhor .

A oferta em bandeja de ouro ao PS do centro político

É o que acontecerá se o PSD for empurrado para a direita e disputar o eleitorado natural do CDS. E é esta a razão primeira da guerra que Rio comprou dentro do seu próprio partido.

Voltemos às razões estruturais para a contestação interna a Rui Rio. A primeira tem que ver com a máquina partidária. Há demasiada gente instalada e que vive basicamente à custa do partido (seja por poder exercer influência, seja por empregos diretos, seja por outra razão qualquer) que se sente ameaçada pela previsível mudança. Por outro lado, a máquina está alinhada, o que é normal, com a estratégia de posicionamento do partido dos passistas. Mudar a máquina de alto a baixo é muito difícil, se não impossível. Mais uma vez, Rio terá de ganhar o partido de fora para dentro. Ou seja, há uma parte da máquina que terá de ser mudada, mas há outra parte que será convencida se o presidente do partido mostrar que pode ganhar eleições com um novo posicionamento político.

E é aqui que entra a segunda parte da razão da contestação a Rui Rio. Há um conjunto de pessoas que acredita que o PSD deve ser claramente de direita - os deputados rebeldes dividem-se entre os que já perceberam que vão perder o lugar, os aparelhistas e os que defendem a viragem à direita.

O discurso social democrata de Rui Rio

Sem ambiguidades, Rui Rio sublinhou a génese social democrata do seu programa, a permanência de Portugal na NATO e na União Europeia , o reforço da sociedade civil ( pessoas, famílias e empresas) face ao Estado, a descentralização da Administração Pública, a proximidade dos decisores políticos aos problemas e o reforço do Estado nas funções que lhe são próprias.

Chamou a atenção para o estado calamitoso dos serviços públicos, em especial da Saúde e da Educação, da desertificação do interior, da insegurança dos cidadãos e do fraco crescimento da economia num quadro exterior benéfico raro.

A economia cresce arrastada pelas economias dos outros países europeus, abaixo do necessário e a dívida permanece das mais altas do mundo. O seu arrefecimento é previsto pelo próprio governo já este ano e no próximo.

A solução governativa presente está aprisionada pelos seus apoios parlamentares, anti- NATO, anti - UE e anti- empresas, estando de mãos atadas para levar a efeito as reformas que o próprio PS reconhece como inevitáveis.

É tempo de falar verdade ao país . Rui Rio veio para confrontar a propaganda do governo .

 

 

Rio não pode apoiar um Orçamento desenhado para um ano eleitoral

A primeira decisão é óbvia. Rui Rio não pode apoiar um Orçamento de 2019 desenhado para ano eleitoral . A partir dessa decisão tem a estratégia de oposição definida.

A economia vai arrefecer em 2018 e 2019 ( 2,2% e 1,8%, previsões do governo) a margem será mais estreita e os juros da dívida vão crescer . PCP e BE vão fazer mais exigências . Rui Rio vai ter argumentos para fazer uma oposição firme e responsável.

Neste fim de semana em pleno Congresso do PSD, Rui Rio vai ter que deixar esta estratégia bem clara .  O país não pode tornar a perder a carruagem do crescimento.

O PS não reforma porque tem as mãos atadas por PCP e BE

As reformas de que o país precisa para acompanhar o desenvolvimento da Zona Euro, são incompatíveis com o sentir das bases dos dois partidos esquerdistas que apoiam o governo do PS. É aqui que está a oportunidade de Rui Rio se apresentar como o reformista de que o país precisa. Sem essas reformas continuaremos a crescer abaixo da média europeia como aconteceu nos últimos quinze anos e a empobrecer relativamente aos outros países europeus.

Creio que a melhor resposta a esta pergunta seria PSD-CDS liderarem um projecto reformista para o país. Porque é precisamente aí que o governo PS tem as mãos atadas: ao depender do apoio de PCP e BE, os socialistas não têm condições para implementar reformas nos vários sectores da governação que, inevitavelmente, chocam com as intenções sindicais e as clientelas dos partidos de esquerda. Gerir o dia-a-dia serve, por enquanto, para estar à frente nas sondagens – e, muitos argumentarão, é isso que realmente interessa. Mas, num contexto europeu competitivo, o sucessivo adiar de reformas nas áreas-chave da governação dificilmente será sustentável para o país.

O carácter e a coerência de Rui Rio ganharam

Não andamos todos a queixarmo-nos da falta de carácter e de coerência dos políticos ? E, contrariamente, aos que auguravam a vitória de Santana menosprezando aquelas qualidades de Rui Rio, a verdade é que os membros do partido ansiavam por elas. Como, aliás, no país em que os cidadãos o consideram o melhor colocado para disputar as legislativas a Costa.

A carreira de Rui Rio na política não tem paralelo na vida portuguesa. Por onde passou mudou e mexeu na paz podre do pântano, contra os interesses instalados. Os seus 12 anos como Presidente da Câmara do Porto são um exemplo único de carácter e de boa gestão. Não o vergaram e o povo sempre lhe deu a vitória reconhecendo a nobreza do trabalho feito.

Não interrompeu o mandato fazendo da Câmara do Porto um degrau na caminhada para primeiro ministro como o PS e António Costa fizeram ( e Sampaio ) assim cumprindo o seu compromisso com quem o elegeu. O povo do Porto sabe isso e o país também.

Rui Rio vai nos próximos dois anos preencher a agenda política com as essenciais reformas que o PS e os seus apoiantes da extrema esquerda nunca farão. Hoje, já é claro, que o país está no mesmo lugar, atrás de todos, ligado à máquina do ambiente positivo da Zona Euro. Vamos ser novamente apanhados mal preparados e seremos duramente atingidos ( tal como em 2008) quando a próxima crise chegar. Porque ela vai chegar só não se sabe quando.

O BCE prepara-se para retirar o Programa de Compra de Dívida, os falcões pressionam cada vez mais e os juros vão crescer apanhando-nos com uma dívida monstruosa .

Tal como dizia o outro é só fazer as contas

 

Rio esmaga Santana e depois tem dois anos para ganhar a Costa

A recente sondagem mostra que Rui Rio ganha folgadamente a Santana Lopes e que vai ser o próximo presidente do PSD.

Depois tem dois anos que vão ser muito difíceis para António Costa para mostrar o que vale. A economia crescerá menos que em 2017, grande parte do aumento de salários e pensões já é despesa efectiva, o BCE está a apressar a retirada da compra de dívida o que fará subir os juros e o petróleo vai na casa dos 70 dólares o que não acontecia há vários anos.

E a dívida em valor absoluto vai manter-se ao nível que está o que quer dizer que os juros a pagar vão continuar ao nível a que estão : 7,4 mil milhões a maior rubrica do orçamento logo após a despesa da saúde.

PCP e BE com o caderno de encargos mínimo concretizado vão agora subir a parada com novas exigências e já se admite que quer no Novo Banco quer na CGD os muitos milhões lá injectados são uma espada afiada sobre o cepo do défice.

É preciso afastar da área do governo os partidos anti-União Europeia . 

 

 

Rio garante que tudo fará para impedir o governo das esquerdas

A leitura é simples mas a sua comunicação e a sua implementação exigem uma lucidez e coragem assinaláveis. Impedir a continuação do governo das esquerdas é suficientemente importante para o país e resume todo um programa partidário se mais não for possível. Ganhar as eleições legislativas com maioria absoluta.

É que o actual governo é apoiado por dois partidos anti-União Europeia e anti-Zona Euro, e a sua natureza mais profunda é visceralmente diferente do PS europeu, democrático e pró-economia social de mercado.

É, por isso, que a sua acção governativa está esgotada com a devolução parcial dos rendimentos, que exigiu um aumento brutal da carga fiscal em impostos indirectos, e não foi capaz de efectuar qualquer reforma estrutural sem as quais Portugal não sairá do fundo da tabela e não lançará o crescimento do PIB para 3%-4% , condição indispensável para reduzir a dívida para 60%- 90% e eliminar a pobreza ainda existente.

"Há uma pessoa que explicaria melhor isso ao doutor Santana Lopes do que eu, que é o professor Marcelo Rebelo de Sousa. Quando o engenheiro Guterres teve um Governo minoritário, o PSD liderado pelo doutor Marcelo Rebelo de Sousa e eu, na altura secretário-geral, permitiu que aquele primeiro-ministro, que teve mais votos, governasse que foi o caso do engenheiro António Guterres", adiantou.

Já sobre as sondagens para as eleições diretas do PSD, que se realizam no sábado, o ex-presidente da Câmara do Porto sublinhou: "as indicações que o doutor Santana Lopes tem são as mesmas que eu, ambos sabemos que estou francamente à frente e é precisamente por estar francamente à frente que ele, entretanto, teve de mudar de discurso, de agudizar o discurso. Quem vai atrás tem de inventar qualquer coisa".

Deixar o PS com um único cenário que é o de ficar eternamente amarrado à extrema esquerda não é do interesse superior do país.

 

Rui Rio : um PS e um governo prisioneiros de 14% de votos da extrema esquerda

Rui Rio :

Quanto a propostas concretas, Rio acabou por se demarcar do Governo socialista em matéria de política fiscal, acusando-o de ter desistido de fazer reformas estruturais, sem que, no entanto, tenha esclarecido o que faria de facto diferente. “A preocupação de reformas é zero. As políticas públicas têm muita influência sobre o que é o ambiente propício ao investimento e portanto tenho de olhar para a legislação fiscal, para a carga fiscal, para a desburocratização, para a forma como funciona o sistema judicial, a forma como faço a formação de mão de obra. Vê este Governo fazer alguma coisa sobre isto? Não. Vê este Governo refletir nas tabelas de IRS a pequena quebra para as pessoas para o ano terem um reembolso, em vez de receber um cheque de 100 euros recebe um de 150. Para o que é que isto serve para o desenvolvimento do país? Nada. Serve para a simpatia eleitoral em 2019“.