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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo tenta facilitar as PPP ao contrário do que prometeu ao BE

O BE bem andou a anunciar urbi e orbi que as Parcerias-Público- Privadas (PPP) tinham acabado.Grande vitória. Mas com António Costa o que parece nem sempre é.

Bem pelo contrário o que o governo está a tentar é facilitar a constituição das PPP como forma de aliviar a falta de investimento público. O governo não tem dinheiro vai buscá-lo ao privado. É o Estado que precisa dos privados não o contrário.

Há dois dias tivemos a notícia que há uns tantos ex-governantes socialistas a contas com a Justiça por causa das PPP rodoviárias. Não são as PPP que foram constituídas arguidas. Os representantes do Estado que as negociaram é que não acautelaram os interesses de todos nós.

É bem verdade que para o BE é fácil exigir mais investimento público mesmo sabendo que o Estado não tem dinheiro. E sem investimento como vai a economia crescer ? É por isso que o governo em vez de abandonar as PPP como terá prometido ao BE tenta facilitar a sua constituição.

Os partidos que se opõem consideram que as alterações introduzidas aumentam a “opacidade” do processo e diminuem o seu escrutínio. Os partidos também criticam o facto de serem eliminados os anteriores pressupostos previstos na lei para a sua constituição.

Marcelo fala em fim de ciclo

As PPP rodoviárias foram um crime de lesa-pátria

Especialmente estas as outras também. Para quem ainda não percebeu que as decisões políticas de realizar esses contratos, em particular no sector rodoviário, foram um crime de lesa-pátria, por serem investimentos sem justificação económica ou social, aconselho a leitura da European Road Statistics. Verá que Portugal é - à excepção do Benelux, já de si um espaço de elevado tráfego europeu - dos países com mais quilómetros de auto-estrada por quilómetro quadrado de território e menos veículos de passageiros por quilómetro de auto-estrada.

Os dados das PPP significam, então, que o défice orçamental deste ano aumentaria em 776 milhões de euros, tudo o resto constante, e que só para anular este aumento potencial do défice será necessário aumentar a receita ou diminuir a despesa.

Ainda ontem fui ali para os lados de Castelo do Bode comer lampreia. A1 e A23 com meia dúzia de carros para lá e outra meia dúzia para cá. Não sei se hei-de rir se chorar...

 

Inquérito arrasa governos entre 2005 e 2011 e segue para o Ministério Público

As Parcerias Público Privadas rodoviárias podem ascender a 23,7 mil milhões de euros. (...)Paulo Campos é um dos ex--secretários de Estado mais visados no processo e a comissão recorda as acusações do antigo presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques, sobre pressões diretas desse governante e pressões indiretas do ex--primeiro-ministro José Sócrates. Os deputados revelam que a 20 de junho de 2011, a menos de 24 horas da tomada de posse do atual primeiro-ministro, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, assinou um despacho que permitia a reprogramação de verbas do PIDDAC."

 Com eles o país foi à bancarrota. O que é necessário para assumirem a responsabilidade?