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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Aumentos miseravelmente baixos

Não há uma única medida dirigida às empresas e, enquanto for assim, a economia não cresce e os baixos salários e baixas pensões continuarão a ser uma indignidade.

Os rendimentos têm "a ver com a dignidade das pessoas e a maneira como nós tratamos as pessoas", bem como "com os valores base do país e aquilo que o país pode aguentar no futuro".

"Se nós elevarmos a fasquia de quem está cá em baixo, eu tenho a certeza absoluta que a dita resiliência, resistência, capacidade de aguentar quando a próxima crise vier, virá", asseverou.

Não há uma única medida que seja dedicada às empresas. Há muito apoio social, e bem, de preservação do emprego, mas não o emprego através das empresas, que mostraram muita resiliência nesta crise", disse António Saraiva.

Considerou mesmo "quase ofensivo" que o primeiro-ministro diga que a única medida para as empresas seja a de não existir qualquer aumento de impostos.

Têm de ser instrumentos de garantia de um tipo de vida, de dignidade de vida e de capacidade de sobrevivência, que tem que ser mais do que sobrevivência para as pessoas", defendeu.

Não obstante, a economista refere que em termos de aumentos, em Portugal, "tudo tem de ser feito com bom senso e de acordo com a nossa realidade", uma vez que "não vamos passar a ser a Suíça".

E enquanto não criarmos mais riqueza não passamos do poucochinho. Há vinte anos que não crescemos. Chega e não se queixem.

 

A austeridade está presente e vai agravar-se

Em média cada português está a sofrer uma redução no rendimento de 344 euros/mês.

Os inquiridos justificam esta quebra de rendimentos às consequências diretas da pandemia: despedimentos (29,1%), layoff (17,3%), obrigatoriedade de paragem de atividade (17,6%) e quebra na procura no ramo de trabalho (17%).

António Costa aqui atrás dizia que não haveria austeridade mas haveria dor. A austeridade é apanágio do governo de Passos Coelho. Mas os portugueses já a sentem na pele .

Face à profunda crise provocada pela covid-19, um em cada quatro portugueses (24,4%) afirma já ter reduzido gastos, estando mesmo a poupar dinheiro: 61% deixou de frequentar restaurantes, 53% já não compra roupa nem sapatos, 48% não sai à noite e 36% deixou de frequentar ginásios.

Relativamente aos receios para o futuro, destacam-se a perda de rendimentos (45%), a incerteza quanto ao futuro (45%), contrair covid-19 (41%), ficar sem emprego (24%) e contagiar terceiros (23%).

Um pequeno grupo urbano ( socialista/bloquista/comunista) controla o Estado

 O governo mais à esquerda . Os sintomas já se detectavam há algum tempo. Ironicamente, o Governo classificado como sendo o mais de esquerda, nos anos mais recentes em Portugal, é exactamente aquele que mais controlado é por um pequeno grupo urbano chame-se ele socialista, bloquista ou até comunista.

A própria estratégia orçamental de controlo do défice público orientou os recursos para a recuperação dos rendimentos da população urbana, directa ou indirectamente dependente do Orçamento, e sacrificou as pessoas que precisam dos serviços públicos. Sim, todos precisam de serviços público, como Saúde e Educação, mas há uns que precisam mais do que outros, quer por terem rendimentos mais baixos quer porque vivem em sítios onde não há escolha.

 

Que direito especial têm os professores ?

Trabalhadores do público e do privado foram todos ou quase todos afectados com os cortes nos seus rendimentos .

A austeridade provocada pela crise económica e financeira não afetou apenas os professores. Tocou a todos, ou quase todos. Trabalhadores do público e do privado, por conta própria ou por conta de outrem, jovens, pensionistas, foi transversal. Porque haveria o país de devolver com retroativos as progressões nas carreiras dos professores e não devolver, com os mesmos retroativos, as pensões que foram cortadas aos pensionistas? Ou o dinheiro da sobretaxa que todos pagámos? Que direito especial têm os professores, diferente dos restantes funcionários públicos, que viram os seus salários cortados e a sua progressão na carreira igualmente congelada?

Sondagem - a surpreendente revelação

Uma larga maioria prefere que se reduza o défice do que fazer as reversões dos salários e pensões. Os salários repostos dizem respeito à administração pública e as pensões aos pensionista como é bom de ver. De fora fica a grande maioria dos trabalhadores - o sector privado.

Contrariamente ao que nos querem fazer crer o país não quer a reposição de rendimentos sem que antes tenha a certeza que as contas públicas estão consolidadas. Temos resposta para as sucessivas sondagens que mostram que PCP e BE não sobem nas intenções de voto.

Perante o desafio de ter de continuar a baixar o défice ou repor salários e pensões, 55,5% do total de inquiridos disse que adoptaria a primeira opção como prioridade. Mais de um terço dos inquiridos, mais concretamente 36,7%, daria preferência à reposição dos cortes nos salários e pensões. 5,4% revelam que escolheriam as duas opções e 2,4% não teria opinião.

Desde que tomou posse, em Novembro de 2015, o Governo liderado por António Costa já aumentou pensões em 2016 e em 2017 e repôs totalmente os salários dos funcionários públicos, que desta forma regressaram a níveis de 2010, ano anterior à chegada da troika a Portugal.

A força dos que preferem o equilíbrio das contas públicas.

 

 

A mãe de todas as desigualdades

A remuneração do capital cresce mais que a remuneração do trabalho mesmo que nada se faça para que isso aconteça. As séries longas estatísticas de que nos falam vários livros já permitem tirar essa conclusão .

A OIT sublinhava há pouco tempo isso mesmo : na maioria dos países o crescimento do rendimento do trabalho ficou aquém do crescimento da produtividade do trabalho . Ora como o rendimento do capital se concentra num muito menor número de pessoas com mais recursos leva a que as desigualdades aumentem. Os progressos na tecnologia de informação e telecomunicações e uma proporção alta de ocupações que foi automatizada representam cerca de metade da queda dos rendimentos do trabalho.

Isto tem a ver com tudo o que pior nos tem acontecido nas nossas sociedades. Aumentam as desigualdades e o ressentimento,  como se viu na recente eleição de Trump nos USA.  No mesmo relatório indicava-se que em Portugal a fatia do rendimento do trabalho entre 2003 e 2015 tinha caído de 62% para 52%.

Sem resolver esta questão a crise estrutural nas democracias liberais vai continuar .Podíamos dizer que este tendência resulta da mudança de paradigma da economia que estamos a enfrentar mas, o que as séries de dados recolhidas nos últimos 30 anos mostram, é que o rendimento se reparte sempre desta forma em benefício do capital .

Manter uma mais justa repartição do rendimento é, pois, uma medida de puro bom senso como forma de mantermos sustentável o estado social, a democracia e as liberdades e impedir o avanço dos populismos de esquerda e de direita.

Trump, não é de mais repetir, foi eleito com os votos dos trabalhadores . Um certo cabo de bigodinho, na Alemanha, também .  

PS : ler artigo no Expresso

A Catarina Martins não acerta uma

Todos estão de acordo. A austeridade não acabou mas para o BE  não há razão nenhuma para o Plano B e as exportações são uma treta.

Enquanto isso, passados seis meses de governo, o Plano B está na calha, António Costa reúne com as empresas exportadoras e o consumo interno ( os rendimentos que estão a chegar às pessoas) não faz arrancar a economia. Pior não é possível.

actividade económica já vai em terreno negativo e a tão amada criação de emprego nem vê-la. BE e PCP mudam de agulha e o problema é o Tratado Orçamental e a crise externa. Há sempre um culpado e eles têm sempre razão.

Paralelamente à situação portuguesa que mostra não ser solução, na Grécia a austeridade é uma enormidade e em Espanha não se descortina solução. A verdade é que com a chegada dos partidos extremistas à governação o que mudou foi para pior.

 

Ir buscar dinheiro onde o há diz Jerónimo

Esta política defendida por Jerónimo de Sousa, levada ao extremo, deixa-nos nas mãos do estado e do aparelho comunista. É este o modelo do PCP.

Não se trava a despesa, nem melhor se aplica, vai-se buscar dinheiro onde o há. Aos rendimentos do capital, do trabalho e das pensões. Nada mais claro para quem anda distraído. E o plano B em que a geringonça anda a trabalhar resume-se a isto. Onde buscar dinheiro.

Mas como tudo tem limites e felizmente estamos inseridos na UE e no Euro :  “há-de chegar o momento de contradição insanável, quando todos estiverem de acordo com necessidade de mais crescimento mas as amarras proibirem-nos de andar”, referindo-se à União Europeia.

Isto é, há-de chegar o momento em que já não há onde ir buscar dinheiro, resta o crescimento da economia que só se faz depois de rasgar os limites do Tratado Orçamental . Costa não podia arranjar parceiro mais transparente, bem pode dizer que não sabia, que ninguém acreditará.