Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Remodelação já só em família

Quando um primeiro ministro não consegue remodelar o governo fora do seu circulo de amigos é porque não encontrou gente disponível no seu próprio partido .

António Costa entrou na fase de cruzeiro esperando ansiosamente por eleições. Na actual formulação ( apoiado por dois partidos antieuropa e antizona euro) o PS já não tem condições para empreender qualquer reforma de que o país precise. Agora é esperar que o tempo se esgote.

Aliás, mesmo nos dois anos que passaram, o governo não conseguiu mais do que satisfazer as clientelas partidárias a troco de apoio parlamentar. A reação do governo e das bancadas comunistas foi particularmente significativa quando a bancada do PSD propôs a António Costa que levasse à Assembleia da República uma " Moção de confiança ".

Esta formulação governativa está esgotada é agora necessário que o PS em eleições consiga ganhá-las com maioria absoluta. Não parece fácil mas bem pior são os limites impostos à governação pelos dois partidos extremistas .

Os jornais anunciam que o valor do défice vai ser prejudicado para se encontrar o dinheiro necessário ao inicio da recuperação das zonas ardidas.

Bem pregavam os que aconselhavam maior moderação nas reversões e nos aumentos salariais na função pública . Com o PS acaba sempre assim . Não há dinheiro .

 

A remodelação feita esta 2º feira preparou a saída de Centeno ?

Além do afastamento de Centeno, Rangel exige que esta seja acompanhada da “inibição de Mourinho Félix fazer parte da equipa do próximo ministro das Finanças”. Isto porque acredita que a “remodelação feita esta segunda-feira pelo Governo já tinha um objetivo escondido. O Governo sabia que Centeno podia ter que abandonar o cargo e pôs Mourinho Félix a número dois, para que o substituísse. Foi uma manobra. Uma cortina de fumo para preparar a saída de Centeno.”

O deputado europeu admite que esta demissão, a acontecer, seria “má para o país, mas é pior para o país ser visto como um estado que tem uma equipa ministerial capaz desta promiscuidade. É a credibilidade junto das instituições europeias que está em causa”. Rangel atira ainda aos parceiros de Governo do PS, dizendo que o PCP e o BE “que eram no passado tão moralistas, agora são o detergente que lava mais branco.

Paulo Rangel não vê outro caminho senão o afastamento de Centeno, depois de se saber que “o Governo, através do ministro das Finanças e do Secretário de Estado Mourinho Félix andaram a fazer uma lei especial com escritórios privados.” O eurodeputado acrescenta ainda que esta “já não é a primeira vez, depois de levarem um administrador privado a negociar com a Comissão Europeia e o BCE a recapitalização do banco público. Isto demonstra a promiscuidade desta equipa das Finanças.”

Segundo fôlego

Segundo fôlego. O governo com caras novas e nova organização, pode agora empunhar a bandeira que tem sido do PS. Retoma da economia ( este trimestre foi o primeiro desde há dez trimestres que a economia cresce) e emprego. Se a tendência de inflexão se confirmar o governo pode ainda apresentar resultados até 2015. E a confiança e credibilidade serão reforçadas com a moção de confiança. Os novos elementos trazem mais valias para o governo. É gente com currículo profissional fora da política. Faltam ainda os secretários de Estado em que podem ser substituídos os que não têm apresentado resultados . Portas tem, enfim, o desafio do qual sempre fugiu. Desta vez tem que chegar mesmo á outra margem.

Falta saber qual será a evolução dos nossos parceiros europeus. Uma coisa parece certa.Sem mudança nas condições externas Portugal dificilmente sairá sozinho da situação.

Cavaco raramente esquece e nunca perdoa!

Cavaco agora deu  em arriscar. São tantas as coisas que podem correr mal que é, quase certo, que uma pelo menos vai mesmo correr mal. A curto prazo afastou de vez as eleições antecipadas e, com isso, chateou PS, BE e PCP. E chateou o PSD e o CDS porque se afastou do governo.

Ganhou tempo para acabar com o memorando da Troika ao mesmo tempo que chama ao serviço os três partidos democráticos. Que estão chateados com ele.

A médio e longo prazo manda um sinal para o exterior e para os mercados. Se não for com este governo será com uma personalidade aceite por todos. A verdade é que o verdadeiro objectivo de Cavaco foi mesmo dar um sinal de estabilidade. Agora os dados estão lançados, todos sabem que instabilidade só a partir de Junho de 2014. E tira o tapete a Portas e à sua estratégia de estar ora como PSD ora com o PS.

Portas afiava o dente à repartição dos muitos milhões do QREN. Esqueceu-se que Cavaco raramente esquece e nunca   perdoa.

Cavaco a proteger-se

Quem acredita que tendo a UE aprovado a proposta de remodelação do governo, o Presidente da República diga não? Mas é uma forma de Cavaco Silva sempre poder dizer que ouviu toda a gente se a solução correr mal. Claro que o país pode bem aguentar duas semanas, até porque o governo está em funções.

Entretanto a 8ª avaliação atrasa-se. São danos colaterais ínfimos comparados com os seis meses de letargia se fossem decretadas eleições antecipadas.

A remodelação mostra que o essencial se joga em Bruxelas

Quem não entende isto não percebe nada e vai continuar a pedir remodelações profundas e até a substituição de Gaspar. A manutenção do centro de poder do Governo na dupla Passos/Gaspar evidencia também que a resolução dos problemas do País joga-se, na perspectiva do primeiro-ministro, sobretudo, na Europa, na relação com o ministro das Finanças da Alemanha e com a ‘troika'. Particularmente esta semana, por causa da reunião que decorre hoje e amanhã em Dublin, mas nos próximos doze meses, até ao fim da presença dos credores externos em Portugal.

Remodelação do governo - primeiros nomes

Está em preparação a remodelação governamental. Reforço da posição do líder do CDS na coordenação política do Executivo (com a sua ascensão a vice primeiro-ministro?), podendo Luís Montenegro, actual líder parlamentar do PSD e que mantém uma ótima relação com o CDS, ficar como ministro adjunto ou dos Assuntos Parlamentares.

Para o lugar de Álvaro Santos Pereira - que continua a ser dado como remodelável, o nome mais apontado no PSD e no CDS é o de Pedro Reis, atual presidente da AICEP. A criação de uma nova Secretaria de Estado da Indústria poderá estar em causa, surgindo o nome do deputado do PSD, Luís Campos Ferreira, como hipótese.

A remodelação do governo não pode ficar para além das autárquicas

As autárquicas tem sido o calendário para Passos Coelho mexer no executivo. Mas vai ter que o fazer antes. Como disse Marques Mendes hoje no seu programa na SIC, é preciso dar sinais fortes que se fecha uma fase da governação e se abre outra, a da economia.

No CDS também há quem assim pense.

"Eu acho que é necessário reforçar a capacidade política deste Governo, a capacidade de coordenação política deste Governo. Falta muitas vezes capacidade e competência política a este Governo. E falta, do meu ponto de vista, dar uma outra prioridade ao tema importante da economia, nomeadamente outra eficácia na captação de investimento”, afirmou o presidente da Mesa do Conselho Nacional do CDS-PP.“E isto provavelmente implica reforçar o Governo, eventualmente remodelar. Eu penso que esse seria um sinal importante e inequívoco que o primeiro-ministro daria no sentido do compromisso que tem de levar esta legislatura até ao fim, com um Governo eficaz, com um Governo competente e com um Governo preparado para agarrar os desafios fundamentais que temos nesta segunda fase da legislatura”, acrescentou Pires de Lima.

Achamos todos. Oxalá Passos Coelho, Cavaco Silva e António José Seguro também pensem o mesmo.