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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A escola pública rejeita os feios porcos e maus

A verdade vem sempre ao de cima como o azeite por muito que custe aos extremistas proprietários da verdade absoluta. Se algum dia conseguirem o poder absoluto sobre a escola eliminando as que não conseguirem controlar nunca saberemos o que realmente se passa. 

"Não chega cumprir a lei, quando é evidente que a injustiça cresce diante dos nossos olhos. O problema é muito grave e já o seria se envolvesse um só aluno da cidade. Mas, desgraçadamente, envolve muitos. Depois, é grave porque está a criar dois tipos de escolas públicas. De um lado, as escolas públicas que rejeitam este tipo de alunos, chamamos-lhes as escolas públicas limpas, do outro, as escolas que os aceitam porque, situadas em “bairros sociais problemáticos” (ex. Cerco, Viso, Leonardo Coimbra), estão a ficar sem alunos, na sequência da debandada gradual da “classe média”, que apreende bem este movimento e retira os seus filhos para escolas mais limpas, que todos sabem quais são, mesmo ultrapassando disposições administrativas. Assim, este segundo tipo de escolas da cidade, as escolas públicas sujas, que a designação TEIP só ajuda a denegrir, concentram cada vez mais alunos com percursos escolares “irregulares”, como os que acima descrevo.

Além disto, há uma rejeição de alunos, mais sistemática, por parte das escolas secundárias, com base nas classificações e outros motivos burocráticos que se entende invocar apenas perante alguns alunos, para afastar os “indesejados”, pois podem estragar o perfil da escola e das turmas.

Cai assim mais uma mentira, a rejeição era atribuída exclusivamente aos colégios privados para daí se concluir que a escola pública integrava, dava igual oportunidades a todos . Mas como se vê só a democratização das escolas nos seus vários modelos de gestão permite o combate às desigualdades. Apoiando boas escolas sejam elas públicas ou privadas

Ninguém é obrigado a frequentar uma escola pública que rejeita

Os alunos com corte no financiamento não são obrigados a frequentarem uma escola pública que rejeitam. É, aliás, uma humilhação para uma escola que abre os braços a quem a rejeitou. Não porque os alunos tenham mudado de posição mas porque o ministério e os sindicatos a isso os querem obrigar

Uma vergonha para um estado que se diz democrático, usar a carência financeira das famílias mais pobres para encher as salas das más escolas públicas rejeitadas. É que os alunos que têm dinheiro não aceitam essa ordem do estado e frequentam os bons colégios. Pode o estado obrigar os alunos pobres a frequentarem as más escolas públicas ? Não, não pode, num estado de direito, não pode. Havendo boas escolas os alunos têm o direito de as frequentar.

Se o estado quer fechar escolas só pode fechar as escolas rejeitadas que não conseguem encher o vazio das salas de aula. É assim num estado democrático. De outra forma o cidadão teria que aceitar o mau serviço público sem direito a recusa e a alternativa em todos os sectores. Há aí na tua zona um hospital especialista em deixar os doentes numa cadeira de rodas? Pois, tens que escolher esse e não outro. Uma aberração como bem se entende. Uma administração pública sem qualidade que o contribuinte teria que aceitar pagando-a.

O que o ministério da Educação está a atacar não é só a liberdade de escolha é também o estado democrático. É nosso dever dizer não. E há sempre quem diga não.

O povo rejeitou a incerteza derrotando o PS nas urnas

Só o PS é que ainda não compreendeu que foi rejeitado nas urnas. É por isso que António Costa e os seus lugares tenentes nos andam a vender a reversão do empobrecimento não percebendo que a incerteza, a maior, é essa.

Vamos ver como é que a economia vai crescer uns impossíveis 2,4% ( única forma de pagar a reversão) quando todas as previsões apontam para 1,5% . E se o orçamento passa em Bruxelas e no Parlamento.

Com Sócrates também começou assim, todos viam menos o PS.