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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Já não é cool ser banqueiro

No seu livro – que explica, de forma simples e concreta, como tantos escândalos financeiros puderam ser orquestrados sem que ninguém desse conta –, Marc Roche aponta também a actual cultura de “ganância” como uma das principais responsáveis pela falta de ética que se sente nas finanças. Para o especialista, o facto de ser o sector onde as pessoas conseguem enriquecer mais rapidamente leva a que sejam muitos os que escolhem trabalhar em finanças apenas pelo dinheiro. Roche é também um acérrimo defensor do corte dos bónus dos banqueiros. “Se não houver bónus, não há razão para que licenciados brilhantes escolham a finança. Podem ir para a indústria ou o governo. O que temos agora é que os licenciados mais brilhantes, de Harvard, do MIT, da London Business School, vão para o sector financeiro. Ganância. Glamour. Filmes. Boa vida. O desejo destas coisas, que ainda são aquilo que os jovens procuram, tem de ser erradicado.”

E continua: “Não há nenhuma necessidade de os banqueiros ganharem duas, cinco, dez vezes mais que um empresário da indústria, com o mesmo nível de responsabilidade e competência. Não há qualquer razão para isso acontecer! A mensagem para estas pessoas é que já não é cool ser banqueiro.

Apertar a regulação dos bancos

A Europa aprovou uma série de medidas com vista a controlar a actividade dos bancos. Desde a limitação das remunerações dos gestores ao reforço do equilibro dos balanços, com mais transparência e maior responsabilização no que toca à assunção de riscos.

Para limitar os incentivos a curto-prazo que fomentam a assunção de riscos especulativos excessivos, a avaliação das componentes da remuneração dependentes do desempenho "deverá basear-se no desempenho a longo prazo e ter em conta os riscos actuais e futuros que lhe estão associados". Durão Barroso afirmou que esta medida põe “fim a uma cultura de bónus excessivos, que encorajaram a assunção de riscos para lucros de curto prazo”.

Aperto na regulação da banca

Os 27 com a possível excepção do Reino Unido aprovaram uma série de medidas para tornar a regulação bancária mais apertada e os bancos mais responsáveis. "Este conjunto de regras bancárias para a União Europeia vai assegurar que a banca tenha capital suficiente no futuro, em termos de qualidade e quantidade, para que seja capaz de aguentar choques. Isto vai permitir que os contribuintes na Europa estejam protegidos no futuro", afirmou o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, citado pela Associated Press.

Nos US o estado acusou em tribunal duas agência de rating e exige biliões de dólares de indemnização. As coisas estão a mudar.