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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Reduzir o horário no SNS é a melhor forma de encaminhar doentes para o sector privado

Os trabalhadores do SNS exigiram a redução do horário de 40 horas para 35 horas e o governo para agradar à extrema esquerda fez de conta que não percebia que com essa medida aprofundava a já débil situação do sector. As listas de espera, as greves e a degradação dos serviços estão aí para evidenciar a cegueira ideológica.

Os (i)responsáveis dizem agora que a culpa é das cativações de Centeno e da intransigência de Costa. E eles que com a sua cegueira ideológica vão destruindo o SNS não têm culpa nenhuma é bem de ver. Felizmente que o privado é uma opção .

A ideia de reduzir o tempo de trabalho nessa dimensão sem aumento substancial da despesa e sem degradação dos serviços públicos foi uma das mais improváveis fábulas políticas desde há muito tempo. O SNS foi a principal vítima dessa imprudente fantasia política, até porque favoreceu a acumulação de funções no setor privado.
 

Por uma enorme redução dos impostos

É preciso aproveitar o bom momento da Zona Euro .

Depois de um “enorme aumento de impostos” declarado no governo da PAF (crescimento da receita fiscal em 1.706M€ no período 2011-14)*, tivemos mais um ainda maior aumento de impostos, dissimulado na neoausteridade da geringonça (crescimento da receita fiscal em 4.016M€ 2014-16)*.

O peso esmagador da dívida pública a juros transitoriamente baixos, é uma bomba relógio de contas públicas. Que, olhando à história recente, lá tentarão resolver com mais um gigantesco aumento de impostos. Isso não é aceitável. É essencial que o Estado reduza as suas necessidades – reduzindo a dívida pública e reduzindo-se a si mesmo, e o momento bom para o fazer é aproveitando o crescimento e a conjuntura favorável que vivemos.

A dívida, em termos absolutos, cresce todos os meses

A dívida já ultrapassou os 250 mil milhões de euros . O governo que a faz crescer todos os meses diz que agora a vai fazer descer. O que não diz é que a descida é para os níveis anteriores ao crescimento. Faz novos empréstimos aumentando-a, para a fazer descer. E assim se batem novos recordes .

O ministro das Finanças, Mário Centeno, ainda em meados de Setembro, reiterou a previsão de descida da dívida em percentagem do PIB, assumindo mesmo que esta deveria registar "a maior redução em 19 anos" ainda este ano. Mas em valores reais, o montante da dívida continua a subir. 

Ninguém quer discutir esta questão. A dívida continua insustentável. "

O primeiro-ministro António Costa referiu, após a melhoria da notação da S&P, que prevê que a partir de Outubro o rácio da dívida pública sobre o PIB comece a baixar, terminando o ano abaixo dos 128%. Note-se que em 2008, antes da grande crise financeira do subprime, a dívida pública em percentagem do PIB era de 71%. Depois apresentou um crescimento muito acentuado até 2012, atingindo 126%, e agravando-se, estabilizou, nos últimos anos, nos 130%.

O Ministério das Finanças prevê que até 2020 este rácio ainda seja de 118%, num cenário em que o quadro macroeconómico se mantém estável e positivo como é actualmente.

Ora isto demonstra, por si só, a insustantibilidade da dívida pública portuguesa. Mesmo num cenário bastante positivo de economia a crescer 2%, défice público abaixo dos valores apresentados nas últimas décadas e economia europeia e mundial a crescer, Portugal será incapaz de, nos próximos anos, reduzir acentuadamente a dívida pública em percentagem do PIB para valores sustentáveis, que cumpram com os compromissos que Portugal assumiu com os seus parceiros europeus.

95% da redução do défice deve-se a Passos Coelho

António Costa é mais que um malabarista é um charlatão de feira. Leiam e reflictam :

  • Assim, quando o primeiro-ministro afirma que em 2016 se registará “o melhor défice do país dos últimos 42 anos“, e atribui os louros a Mário Centeno, na realidade os contemplados deveriam ser os Portugueses, que continuam a suportar sacrifícios para que as contas públicas se possam tornar mais equilibradas. Mas se António Costa pretende mesmo atribuir o mérito a quem gere a pasta das finanças, então é óbvio que também deveria agradecer aos dois antecessores de Mário Centeno. É que 95% – a fatia de leão – da redução do défice permanente no período 2011-2016, corresponderá aos anos em que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque foram ministros.

    O óbvio, é que o controlo do défice dificilmente deixará de ser a principal prioridade no nosso País. Pensar que a austeridade vai ser revertida, tal qual o PS prometeu nas últimas eleições legislativas, é quase tão absurdo como acreditar que o São Nicolau vai descer pela chaminé no próximo Natal.

O aumento do salário mínimo pode levar a uma redução de 30 000 empregos

Estudos recentes para Portugal chegam a esta conclusão. O aumento do salário mínimo pode levar a uma redução de 20 000 a 30 000 empregos. Claro que continua baixo. A questão está em saber se é adequado à realidade de um país ou não. E há medidas objectivas que nos respondem a essa questão. Infelizmente, como argumentei antes, tudo leva a crer que o salário mínimo é demasiado elevado.

Estimativas recentes para Portugal, feitas por especialistas em Economia do Trabalho, são o melhor guia que temos. E essas estimativas dizem-nos que o aumento do salário mínimo deverá levar a uma redução de 20 a 30 mil empregos.

Ora, se em Portugal o salário mínimo é demasiado elevado para a nossa realidade económica, o que devemos fazer é apostar a sério num crédito fiscal que funcione como um complemento salarial.

E de onde viria o dinheiro para pagar esse complemento? Do Orçamento do Estado, naturalmente. Ou seja, dos nossos impostos. Esta medida redistributiva que é usada nos US, por exemplo, é bem mais justa porque coloca todos a suportar a medida e não só alguns.

Por cá a redistribuição da riqueza é feita à custa das empresas sem levar em linha de conta a produtividade . Fecham-se empresas e criam-se menos postos de trabalho. Parece que não mas há especialistas nesta matéria a começar pelo actual ministro das Finanças Mário Centeno que publicou vasta obra sobre o assunto.

 

 

 

Portugal já pode reduzir a austeridade

Convém não ir além do que os responsáveis europeus dizem. Portugal tem que reduzir o déficite mas já pode abrandar na austeridade. E tem que tratar o magno problema da Segurança Social não basta empurrá-lo com a barriga para a frente.

O crescimento da economia, com mais descontos, poderá ser suficiente para resolver o problema? Não deixa de ser irónico que seja o PS a acreditar nessa solução. Afinal o PS sempre acredita que a economia está a crescer e o desemprego a diminuir.

Quanto à reforma do sistema de pensões, esta não é uma medida imediata, mas para ser feita a médio e longo prazo, considerando que se deve avançar logo que possível e de preferência com um "suporte alargado" entre os partidos e os parceiros sociais.

"Fizemos essa recomendação [de reformar os sistemas de pensões] a vários Estados-membros. A Europa está a envelhecer e temos de tornar os sistemas de pensões sustentáveis. Quanto mais demorarmos a fazer ajustes mais dramático será"

Só o PS é que acredita que retirar receita onde falta dinheiro é solução.E o governo que não tenha pressa. Sabe-se o que acontece às cadelas apressadas ...

 

Dívida diminuiu pela primeira vez desde 2011

Mais uma boa notícia que se junta a tantas outras. Desta vez é a dívida que começa a dar sinais de estabilização, aliás como estava previsto.

Em termos nominais, a dívida pública diminuiu de 214,8 mil milhões de euros para 211,14 mil milhões de euros. 

A dívida na óptica de Maastricht líquida de depósitos da administração central também diminuiu de 118,4% para 117,9%, no mesmo período. Em termos nominais este indicador recuou de 193,54 mil milhões para 193,29 mil milhões.

A contribuir para esta evolução esteve a generalidade dos segmentos. Empresas públicas, sector público não financeiro, empresas privadas e particulares verificaram reduções do endividamento.

Portugal também conseguiu juntar uma boa almofada de poupança de cerca de 15 mil milhões de euros para financiar em melhores condições o serviço da dívida em 2014. Esperemos que ninguém estrague nada.

 

O título do Público é uma grossa e não inocente mentira

Diz que no 1º trimestre a economia recuou 4%, para depois no texto dizer que foi 0,4%. A única previsão que se pode tirar deste valor é que a economia poderá recuar 1,6% menos de metade, em termos anualizados. Os 4% foi o recuo de Janeiro a Janeiro, isto é, um ano. A comunicação social está cheia disto. De mentiras. E de amplificação do ruído. Meia dúzia de manifestantes aqui e ali são transformados num sublevação, senão mesmo numa revolução.

Face ao trimestre anterior, o PIB registou uma diminuição de 0,4% (variação de -1,8% no quarto trimestre de 2012) diz também o Público. Notícias ao serviço do sensacionalismo. Leiam-se os comentários ao texto do Público para se perceber o efeito de tais títulos sem rigor. É este o objectivo!