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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A noticia comentada hoje pode ser dos anos 90

Nas redes sociais há um fenómeno tenebroso. Dar vida a notícias que têm anos como se fossem de hoje.

A notícia pode ser colocada num contexto diferente e os comentadores até se dão ao luxo de fazer os seus comentários sem lerem a notícia.

Mário Soares foi mandado parar pela GNR mas isso foi nos anos 90.  A economia está a crescer mas isso foi há 10 anos. O emprego aumentou mas isso foi há 5 anos.

Como estas notícias agora interessam aparecem como sendo actuais. E quem as coloca sabe bem o que está a fazer aproveitando-se da ligeireza de quem navega pela internet. Até porque ter assim à mão um menu de notícias que aparecem como por encanto nos momentos em que podem lançar a confusão não é para todos. É para gente instruída na contra-informação.

Com as más noticias actuais sobre a economia estas "não noticias" fazem coro com António Costa que diz que está tudo como previsto. E com Catarina Martins que esboça uma critica ao poucochinho  não sem antes dizer que é preciso mais crescimento do emprego ( ele não está a crescer). Jerónimo de Sousa vai alinhando com a cassete habitual. A culpa é dos constrangimentos europeus ( como se sem a Europa o país não estivesse sujeito a metas e a rigor )

É a realidade a misturar-se com a ficção.

Morder a mão a quem lhes dá o pão

Um empregado de uma empresa de segurança foi despedido porque veio para o Facebook dizer mal da empresa que lhe pagava o salário. Esta decisão do tribunal é inédita até por ser a primeira que envolve as redes sociais. E é capaz de abrir caminho a que, todos aqueles que não se inibem de receber o salário ao fim do mês, passem a ter mais consideração e respeito por quem lhes dá trabalho.

Tive uma discussão há uns tempos com dois jovens comunistas que me diziam. "Tenho ódio ao meu patrão". Eu dizia-lhes que nunca trabalharia para alguém naquelas circunstâncias. Ao que eles respondiam que não tinham alternativa. Ora a alternativa é respeitar quem nos paga o salário.  

Se alguém é, ideologicamente, contra a iniciativa privada, não se lhe pede que mude de ideologia, mas exige-se contenção e respeito. E, há sempre a alternativa de arriscar, criando o seu próprio posto de trabalho como fazem muitos milhares.