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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Vem aí uma crise com a dívida portuguesa em 120% e a da Alemanha em 60% do PIB

É claro que a Alemanha tem a culpa toda bem como todos os outros países que têm uma dívida inferior à nossa.Eles vão poder dar corda a uma política orçamental expansionista, deixando aumentar o défice e a dívida. Já nós com a dívida elevadíssima, o défice a depender da elevada carga fiscal e de serviços públicos subfinanciados estamos à mercê do que aí vier.

Claro que os 50 mil milhões que a Alemanha se propõe injectar na sua economia também anima a nossa, as nossas exportações muito dependem do mercado alemão e do mercado da UE.

Estivemos a viver da política monetária do Banco Central Europeu agora, vamos passar a viver da política orçamental expansionista da UE.

E é isto, enquanto a nossa economia não crescer decentemente estamos dependentes do que acontece com os nossos parceiros europeus.  

E há quem queira sair.

Crédito e dívida elevados conduzem a recessões

Temos as duas o que mostra que não aprendemos nada. Aliás, instituições internacionais já prevêem que Portugal caminha alegremente para ser o país mais pobre da Europa nos próximos dez anos.

Quando as expectativas extrapolativas são combinadas com um sistema financeiro inerentemente frágil, o resultado é um ciclo previsível de booms e crises. Em algum momento durante os tempos de prosperidade económica, o entusiasmo irracional ganha força e empurra os preços das acções, dos imóveis ou de ambos para a estratosfera. Quando eles inevitavelmente caem, os bancos entram em colapso, arrastando o resto da economia com eles.

Outros documentos encontram uma correlação entre o rápido crescimento do crédito e o aumento do risco de recessão.

Todos esses documentos têm uma coisa em comum - usam a dívida para prever recessões com anos de antecedência. Isso condiz com a sabedoria popular que surgiu depois da crise de que os problemas nos mercados de crédito são a fonte tanto dos colapsos financeiros como das desacelerações económicas que vêm depois.

 

A dívida tem que baixar para 90% do PIB

Só não sabemos se será daqui a 2/3 anos se daqui a 10 anos . E a questão fundamental é saber em que situação estaremos quando vier. Se a próxima crise nos apanhar com 130% de dívida estaremos novamente no fundo e teremos que pedir novamente ajuda externa

A grande questão é se teremos tempo para chegar aos 90%-100% antes da próxima recessão.

Mas como se escreve aqui aqui andamos num novelo com a dívida que não baixa

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Uma notável recuperação económica

Onde estão os que diziam que este caminho nos levaria a uma recessão económica? As perspectivas que o Banco de Portugal divulgou esta semana indiciam uma notável recuperação económica e não são bem sérios os que disseram que, a descer tanto, algum dia tínhamos que subir. Porque os mesmos, há poucos meses, especulavam que, com as politicas seguidas, a economia portuguesa só poderia seguir o caminho das pedrinhas, que denominaram como espiral recessiva.

PCP, BE e PS vão ter que responder . Estavam de má fé? E o que se passou e passa em França ? Há ou não há mudanças inevitáveis? Vamos ou não salvar o estado social com mais desenvolvimento e melhor equilíbrio nas contas nacionais ? Chegou o momento das respostas. Não há por onde fugir.

Confirma-se. Fim da recessão na Zona Euro

Com uns fantásticos 1,1% bem acima das estimativas a economia dá por finda a recessão de dois anos e meio. Mas tão importante como este resultado da economia Portuguesa está também o comportamento das economias mais importantes da Zona Euro.

Também a França saiu da recessão no segundo trimestre, ao crescer 0,5% face aos três primeiros meses do ano, mais do que previam os analistas, já a contar com o fim do ciclo recessivo na segunda economia da moeda única. E também o motor da economia da moeda única, a Alemanha, ao crescer 0,7% teve um desempenho melhor do que projectavam os analistas.
 Agora esperemos que a ortodoxia dos cortes não se sobreponha a este caminho de crescimento e de criação de emprego. Repare-se que o crescimento se deveu à queda menos acentuada do investimento, ao comportamento muito positivo das exportações e da retoma do consumo interno.

Fim da recessão na Zona Euro

Tudo aponta para o fim da recessão na Zona Euro. A economia da zona euro deverá ter crescido no segundo trimestre pela primeira vez desde 2011, segundo a média das estimativas dos economistas sondados pela Bloomberg. As previsões apontam para um crescimento de 0,2%, com a locomotiva alemã a recuperar tracção. As perspectivas para a maior economia da zona euro são de uma subida de 0,75% do PIB. Os dados oficiais serão conhecidos na quarta-feira.

Para Portugal é o comportamento positivo das exportações bem como a importância do consumo privado e do sector industrial para a inversão do comportamento do produto. Quarta feira sabemos oficialmente.

Indicadores mostram que a actividade industrial e manufactureira nos 17 países da moeda única entrou finalmente em zona de expansão

Os sinais positivos não têm origem neste ou naquela país. São generalizados .É o fim da recessão? Hoje a surpreendente subida dos indicadores PMI suporta claramente a noção de que a economia da zona euro está a deixar a recessão para trás", explica Martin Van Vliet, economista do Banco ING de Amesterdão, que considera "o estímulo monetário do Banco Central Europeu (BCE), a retoma da economia mundial mais cedo que o esperado e um abrandamento da austeridade fiscal" as principais causas do fim da contracção económica europeia."

Também tu, Holanda?

Holanda pode provocar o colapso do euro

A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

ARTIGO | 13 MAIO, 2013 - 20:57

 

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.