A avaliação das agências de rating não sobe e sabe-se porquê. Há, aliás, um grande consenso sobre as medidas necessárias a implementar só falta fazer."
“Não estou a ver porque é que as agências de rating devem subir as notações do país”, disse o antigo ministro da economia Daniel Bessa durante um debate sobre competitividade da economia portuguesa, na Porto Business School (PSB) – para enfatizar que sobrevivem deficiências estruturais que não foram tocadas. Está nesse âmbito, nomeadamente, a dívida pública – o mais recente ‘cavalo-de-batalha’ do debate político entre o Governo e a oposição. Mas também a despesa – ou mais propriamente a má despesa, que atira dinheiro para cima dos problemas, sem contudo os resolver.
Está também neste âmbito, disse ainda, alterar algum do ‘satatus quo’: Portugal é um dos piores países do mundo desenvolvido em termos de custo da energia – nomeadamente da energia elétrica. “E parece que é tudo legal”, ironizou, comentando, sem a referir, a EDP e a questão das rendas excessivas.
Nestes termos, para o economista, o primeiro desafio do país em termos de competitividade tem a ver com um tema central do debate político: “a redução estrutural do défice público, de forma a alcançar excedentes permanentes e permitir a redução da dívida pública”. Outros temas que o economista revela são “a sustentabilidade do sistema bancário; o fomento da inovação e do empreendedorismo; implementar reformas no mercado do trabalho; e desmantelar a burocracia dos serviços públicos.
Seja como for há um “enorme consenso sobre o que fazer” em todas essas frentes, o que, para o ex-ministro de um governo socialista, “só falta fazer”.
Com PCP e BE a apoiar o governo estas medidas nunca serão implementadas.
Portugal está no radar internacional pelas más razões. Há pressão que aumenta sobre o país na expectativa de a única agência que mantém o rating acima do lixo possa baixá-lo. É a integração de Portugal na União Europeia que serve de escudo a um possível novo resgate.
Os investidores têm vindo a deixar o país.
Enquanto isso, em Espanha, Irlanda e Chipre os dados económicos coloca-os na vanguarda do crescimento na Europa.
O El Economista diz que neste momento só a Grécia e Portugal ainda não estão a recuperar da crise de forma sustentável.
Portugal fue uno de los países rescatados por Europa; hasta el año 2011 era una economía donde el Gobierno había incrementado enormemente el gasto público, con una forma de administrarlo y financiarlo tremendamente criticable. Esa política llevó a una enorme expansión de la deuda pública, actualmente en el 130% del PIB, mientras su prima de riesgo supera los 300 puntos básicos.
A agência de rating S & P subiu o rating de Portugal porque as politicas do actual governo são para continuar seja qual for o resultado das eleições .
A S&P considera que "apesar das eleições poderem resultar num cenário político mais fragmentado, continuamos a pensar que desvios significativos ou reversões das políticas são improváveis, reflectindo um consenso político relativamente forte e, até à data, a ausência de novos partidos populistas que poderiam ameaçar a tradicional tendência pró-europeia dos partidos políticos portugueses".
A S&P espera que "após as eleições legislativas, o novo governo irá comprometer-se com políticas que sustentem o crescimento económico e mais consolidação orçamental".
O PS nada tem para oferecer a quem quer entrar em aventuras. PCP e BE não fazem parte da solução
A Moody's subiu o rating de Portugal de B2 para B1. Goste-se ou não ( e eu não gosto) a verdade é que estas agências de rating têm uma influência determinante no comportamento dos mercados. Neste momento com o problema BES em desenvolvimento, esta subida de rating é ouro sobre azul. A dívida do país ficou a um passo de sair da classificação de "lixo". Será na próxima vez assim se continue a traçar o caminho difícil que estamos a percorrer. O Executivo está comprometido com um défice de 4% do PIB no final do ano, um objectivo que a agência prevê que seja alcançado.
Isto das agências de rating, ao mesmo tempo, estarem a alterar a classificação da dívida portuguesa só pode ser mentira. Para mais estão preparadas para tornar a rever em alta nos próximos meses. Dizem elas ( as agências) que é por que a economia está a crescer, as exportações a cumprirem, a consolidação financeira no bom caminho. Ora isto só pode ser mentira como, aliás, dizem e bem os partidos da oposição. Não acertou ela (a oposição) no 2º resgate?