Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O que Costa não percebe o seu segundo explica

O que Costa não percebe : "Em declarações à agência Lusa, Fernando Medina explicou que "a taxa de execução, de acordo com os critérios do Governo, é de 83%", enquanto "a taxa efetiva de execução do município de Lisboa é de 92% no total dos programas do QREN", explicando que "a diferença reside na despesa já paga pelo município e aquilo que foi registado na CCDR". Exactamente o argumento apresentado por Poiares Maduro e que Costa não compreende...

António Costa questionou uns quadros do Orçamento relativos aos subsídios comunitários. O secretário de estado e o ministro da tutela desmentiram-no . Tinha trocado as mãos e tirado as conclusões erradas. Portugal lidera na Europa a execução do QREN com 83%. Como é que liderando está a perder dinheiro ?

Na "Quadratura do Círculo", António Costa apresentou uns quadros que foram rebatidos por Lobo Xavier. Mas como se trata de um assunto muito importante ( para lá do uso eficiente dos subsídios joga-se a credibilidade de Costa) o secretário de estado veio dizer que a câmara de Lisboa só executou 63%, isto é, 20% abaixo da execução governamental. Mas Costa já colocou o seu segundo na discussão protegendo-se da tempestade que desencadeou. Qual quê, isto não é mais nem menos que um ataque político.

O velho António Costa está aí novamente...

Reestruturar e poupar no estado

Quantas operações como esta se poderão ainda fazer ? Converter três institutos em um, poupando na alta direção, nos níveis intermédios, nas rendas e no pessoal . Poupar três milhões de euros por ano. Esta poupança resulta de um corte de custos de um milhão de euros com a direcção superior e intermédia (-36%) e um corte de dois milhões de euros (-18%) em despesas de funcionamento, nomeadamente com rendas, já que os três institutos passam a estar concentrados num só edifício. Por outro lado, houve uma redução de 44 pessoas do mapa de pessoal, mas ainda não está estimado o valor desta poupança. Estou a lembrar-me das rendas milionárias do "Campus da Justiça" que o estado, o maior proprietário imobiliário do país, paga .

 

Os dinheiros do QREN deixam muita gente nervosa

São vinte e um mil milhões de Euros mais seis mil milhões para a agricultura. O que sabemos é que há uma comissão de notáveis a trabalhar para escolher os projectos que vão ser apoiados. Também sabemos que, ao contrário do passado, metade deste dinheiro será encaminhado para as Pequenas e Médias Empresas e será reembolsável.

De vez em quando pelas reacções de uns quantos "habitués", também podemos saber quem é afastado. Hoje apareceu nas TVs um "eterno" de Coimbra que indignado, dizia que no " metropolitano de superfície de Coimbra" já lá estavam metidos muitos milhões, faltavam "só" cem milhões, sem estes perdia-se tudo. E que neste projecto se tratava de transportar pessoas não era como nas fábricas e nas empresas que se tratava apenas de economia. Andou por ali a evitar dizer "lucro" e "economês" mas pronto, ao "metropolitano" é que não pode faltar "trata-se de pessoas". Claro que a lógica, a ser aceite, levaria o dinheiro para todas as autoestradas que acabam no meio de "nenhures", para as rotundas que ainda não se fizeram e  para os pavilhões que já precisam de ser alargados. E nas escolas e hospitais que já caiem aos bocados.

E eu fico a pensar como é que esta gente tão fraquinha anda há quarenta anos em lugares de nomeação, ora governamental ora distrital,  mas sempre  com os microfones por perto.

Os subsídios do QREN

São vinte e um mil milhões de euros para investimento para um prazo de sete anos. Reembolsáveis. Esta é uma das razões para que alguns tenham tentado alterar a data das eleições. À volta deste documento devia haver uma discussão profunda e o envolvimento de todas as forças sociais e partidárias. É com este investimento que podemos dar o salto em frente e criar postos de trabalho.

Há uma comissão de notáveis há alguns meses a trabalhar neste documento com o objectivo de o implementar a partir do primeiro semestre de 2014. Também é verdade que muitos dos projectos escolhidos para serem apoiados já estão em diferentes fases de concretização pelo que o calendário talvez não atrase. Mas só razões políticas podem explicar que o programa não entre em execução logo no inicio de 2014.

Vem aí dinheiro para investir - largar o betão e apostar nas pessoas

Esperemos que o conjunto de sábios que tem como função definir as áreas para onde serão canalizados os subsídios do QREN estejam inspirados e libertos de pressões venham de onde vierem. Entre 2014  e 2020 teremos ai 21 mil milhões e mais seis mil milhões para a agricultura. Vão contribuir de forma decisiva para desenvolver as empresas, substituir equipamentos, inovar produtos, investigar e, com tudo isso , criar emprego. Não faltarão os abutres!