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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os portugueses estão a descobrir a realidade e as sondagens mostram-no

O PSD há três meses consecutivos que encurta a distância para o PS nas sondagens. Voltou a acontecer em Abril em 5 pontos.

Não é só nas intenções de voto para as eleições europeias que o PSD se está a aproximar do PS. De acordo com o barómetro da Aximage relativo a abril, feito para o Negócios e para o Correio da Manhã, a distância entre os dois partidos na corrida às eleições legislativas encurtou-se este mês em cinco pontos percentuais, descendo para o nível mais baixo dos últimos dois anos e meio.

A trajetória descendente do PS não é propriamente uma novidade. Desde setembro, mês em que as intenções de voto no PS rondavam os 40%, que a tendência é de queda gradual, mas o que o barómetro da Aximage mostra é que o declive se agravou neste mês de abril. Já a subida do PSD impressiona. A subida de 3,4 pontos é inédita não só durante o mandato de Rui Rio mas também durante toda a legislatura.

Não é possível enganar  todos durante o tempo todo.

PSD dispara nas intenções de voto

O PSD aproxima-se do PS e nos últimos três meses cresceu 10 pontos nas intenções de votos.

Os socialistas, cuja lista é encabeçada por Pedro Marques, mantêm os 34,1% das intenções de voto já registados em fevereiro, enquanto a candidatura social-democrata, que é protagonizada por Paulo Rangel, ganha mais de quatro pontos para se fixar nos 29,1%. Esta subida é ainda mais expressiva tendo em conta que na sondagem de janeiro o PSD não ia além de 19,8%. Em apenas dois meses, os sociais-democratas subiram perto de 10 pontos percentuais para um crescimento de quase 50% nas intenções de voto.

Esta sondagem sugere que PSD e PS venham a eleger o mesmo número de deputados

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Costa e César estão preocupados com as eleições - PSD sobe dez pontos

António Costa já veio dizer que " há quem queira que o PS tenha um mau resultado" e César regista " que governar com o apoio do BE e PC foi "penoso".  Nesta segunda feira uma sondagem no Negócios e no CM aponta para um crescimento do PSD em dez pontos nos últimos três meses . Em política não há coincidências .

O PS é tão europeísta como o PSD -até  reivindica maior europeísmo- pelo que o essencial está assegurado mas como se sabe as europeias podem influenciar as legislativas . E até Outubro as notícias não vão ser boas com excepção da medida relativa aos passes dos transportes públicos de Lisboa e Porto. E o BE também muda o discurso sobre o Euro .

Rangel revela-se assim um excelente cabeça de lista, com notoriedade pública e com larga vantagem sobre um apagado Pedro Marques que carrega uma má prestação ministerial

O abraço de urso tão temido por PC e BE está a apertar

Ou se portam bem ou voltam para o isolamento político, partidos de protesto sem influência na governação. Quem o diz é  Carlos César presidente do PS. Querem mais claro ?

Entretanto para que não hajam dúvidas PS e PSD acordam no essencial da descentralização do Estado a medida mais importante tomada nesta legislatura. Significativamente PC e BE não entram no acordo.

O segundo recado foi ainda mais claro: “Nem o PS se desviou do seu percurso, nem os partidos que apoiaram o Governo querem voltar a um regime de isolamento e de falta de influência”, afirmou o socialista. A estratégia é simples: responsabilizar Bloco, PCP e PEV pelo eventual falhanço da atual solução parlamentar e pressionar os partidos à esquerda a moderarem as suas reivindicações, nomeadamente nas negociações do Orçamento. Ou isso, ou voltam à condição de partidos de protesto, sugeriu Carlos César.

O abraço de urso à esquerda

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PS e PSD à conquista do centro

É ao centro que se ganham eleições . Para isso PS tem que se afastar da extrema esquerda e o PSD da extrema direita. É o que ambos estão a fazer.

Neste momento, o que ambos os líderes estão a fazer é política, cálculos, a desenhar cenários e a tentar fazer crescer os respetivos campos. O PS comanda à esquerda. O PSD tem o mesmo poder à direita. Resta ver como, neste jogo de sombras e habilidade, conseguem dividir o centro. É nisso que estão, porque não se descortina nenhuma terceira via. Só mais à frente, nas urnas, se saberá quem ganhou e perdeu.

 

A oferta em bandeja de ouro ao PS do centro político

É o que acontecerá se o PSD for empurrado para a direita e disputar o eleitorado natural do CDS. E é esta a razão primeira da guerra que Rio comprou dentro do seu próprio partido.

Voltemos às razões estruturais para a contestação interna a Rui Rio. A primeira tem que ver com a máquina partidária. Há demasiada gente instalada e que vive basicamente à custa do partido (seja por poder exercer influência, seja por empregos diretos, seja por outra razão qualquer) que se sente ameaçada pela previsível mudança. Por outro lado, a máquina está alinhada, o que é normal, com a estratégia de posicionamento do partido dos passistas. Mudar a máquina de alto a baixo é muito difícil, se não impossível. Mais uma vez, Rio terá de ganhar o partido de fora para dentro. Ou seja, há uma parte da máquina que terá de ser mudada, mas há outra parte que será convencida se o presidente do partido mostrar que pode ganhar eleições com um novo posicionamento político.

E é aqui que entra a segunda parte da razão da contestação a Rui Rio. Há um conjunto de pessoas que acredita que o PSD deve ser claramente de direita - os deputados rebeldes dividem-se entre os que já perceberam que vão perder o lugar, os aparelhistas e os que defendem a viragem à direita.

O discurso social democrata de Rui Rio

Sem ambiguidades, Rui Rio sublinhou a génese social democrata do seu programa, a permanência de Portugal na NATO e na União Europeia , o reforço da sociedade civil ( pessoas, famílias e empresas) face ao Estado, a descentralização da Administração Pública, a proximidade dos decisores políticos aos problemas e o reforço do Estado nas funções que lhe são próprias.

Chamou a atenção para o estado calamitoso dos serviços públicos, em especial da Saúde e da Educação, da desertificação do interior, da insegurança dos cidadãos e do fraco crescimento da economia num quadro exterior benéfico raro.

A economia cresce arrastada pelas economias dos outros países europeus, abaixo do necessário e a dívida permanece das mais altas do mundo. O seu arrefecimento é previsto pelo próprio governo já este ano e no próximo.

A solução governativa presente está aprisionada pelos seus apoios parlamentares, anti- NATO, anti - UE e anti- empresas, estando de mãos atadas para levar a efeito as reformas que o próprio PS reconhece como inevitáveis.

É tempo de falar verdade ao país . Rui Rio veio para confrontar a propaganda do governo .

 

 

É preciso que o PSD vença as terceiras legislativas consecutivas

Uma vez que venceu as duas últimas.  Luís Montenegro fez, depois, um ataque a Rio, dizendo que o atual PS é “o de António Costa, de Carlos César, de Pedro Nuno Santos, João Galamba ou Pedro Delgado Alves”, que se rendeu ao “bloquismo”. Por isso, avisa o ex-líder parlamentar, “é suicidário qualquer compromisso pré-eleitoral com este PS. Prometi que iria contrariar esta ideia .

Fazer do PS aquilo que o partido sempre quis, ser o fiel da balança, ora governa com a extrema esquerda ora com a direita sem precisar de ganhar eleições.

Ora o grande objetivo do PSD é afastar a extrema esquerda da governação mas Montenegro classifica a ideia de Rui Rio de viabilizar um governo minoritário do PS como “suicidária.” O ex-líder parlamentar do PSD diz que não compreende a polémica em torno das declarações de Miguel Relvas ao Público — onde o antigo ministro que o próximo líder “é para dois anos”e que “se não ganhar será posto em causa” — já que é uma observação de La Palisse.

O que Rui Rio disse é um erro político inaceitável. Em primeiro lugar, o líder do PSD é obrigado a candidatar-se para ganhar eleições. Era o mesmo que o Sporting ou o Porto dizerem "vamos para o segundo lugar, não para sermos campeões, não há essa expectativa". O líder do PSD é obrigatoriamente candidato a PM, não candidato a viabilizar um Governo do PS. E esse é o seu maior erro nesta campanha eleitoral. Porque não é aceitável que o PSD ainda antes das eleições venha dizer que viabiliza um Governo do PS, sem que, aliás, o PS diga se viabiliza um Governo minoritário do PSD...

O PS de Costa, este PS, ou ganha com maioria absoluta ou continua amarrado ao BE já que o PCP fartou-se.

António Costa abre a porta ao bloco central

Hoje na Assembleia da República António Costa fechou a porta ao CDS de Cristas acusando a presidente do partido de direita de proferir insultos e desqualificar os adversários . Quem quer entendimentos tem primeiro que respeitar os adversários disse Costa a Cristas.

Já com o chefe da bancada do PSD a conversa foi bem mais cordata.

Ora PCP e BE já se pronunciaram pela não renovação dos acordos de apoio parlamentar ao governo do PS restando pois, obter uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas ou entender-se com o PSD .

É, claro, que tudo dependerá do resultado das eleições mas após riscar Cristas do mapa será muito dificil ao PS fazer que o CDS deixe passar a humilhação. 

Com as dificuldades na governação a acentuarem-se, e em 2018 e 2019 não será melhor, bem pelo contrário, o PS vê o caminho a estreitar-se.

Cada vez é mais importante a eleição interna no PSD do seu presidente. Um Rui Rio próximo de António Costa ( pessoal e ideologicamente) ou Santana Lopes ? Um PSD mais centro esquerda ou mais centro direita ? Com Costa ou com Cristas ?

E, Costa, continuará a engolir por muito mais tempo não só as exigências do PCP mas também os insultos do BE ( "palavra dada não é palavra honrada" e "república das bananas" ? ")

Ou engole-se tudo sem problemas digestivos ? Sem azia ? Lá estômago têm eles capazes disso ...