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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PS é um eucalipto seca tudo à sua volta

Não há uma só reforma no actual Orçamento como não houve nos últimos quatro orçamentos. E o essencial das medidas da Tróika continuam de pé.

Com uma elevada carga fiscal sem margem para crescer, com uma elevadíssima dívida, que não ajuda o aumento do investimento, os sindicatos morrem lentamente, a despesa rígida só pode crescer. O crescimento do PIB é uma ilusão numa manhã de verão que nos deixará cada vez mais longe da UE.

O país tem uma janela de oportunidade como aliás teve nos últimos quatro anos. A exportação. Curiosamente o Orçamento quase não fala nela. E os exigentes mercados europeus que podem alavancar as nossas exportações estão em fase de arrefecimento. Quanto aos tradicionais mercados amigos da África e da América do Sul estão todos em imensas dificuldades. Então como fazer ?

O que sabemos já, sem dúvidas, é que esta táctica governativa de Costa trouxe o país para um beco e daqui a quatro anos estamos num bloqueio de onde só sairemos com compromissos estratégicos sectoriais.

Mas o PS quer governar à sua maneira, o BE tem medo de ficar a falar sozinho, o PCP quer reganhar a força das ruas e a direita ainda não sabe o que será nos tempos mais próximos.

Um pântano onde crescerão os sindicatos inorgânicos, os partidos oportunistas e surgirão cada vez mais focos de contestação.

Olhar para o que se passa nalguns países é preciso.

As PPP são a tentação do PS e o regabofe do governo

A luta no interior do governo é sobre o investimento para o qual não há dinheiro e as PPP ( Parcerias-público-privadas) que permitem lançar as grandes obras públicas na falta de investimento público.

Foi o RU que inventou este modelo de financiamento. Os privados avançam com o dinheiro e o  Estado paga ao longo de vários anos com rendas que englobam a devolução do investimento e os respectivos juros. O RU lançou uma meia dúzia mas Portugal passa a centena.

Para já sabemos hoje que as PPP deixaram de estar sob a tutela das Finanças ( Centeno) e  passaram para as mãos da Economia ( Siza Vieira). O BE até passou a ideia que não havia mais PPP esqueceu-se foi de dizer que as "suas" PPP são as da gestão de hospitais públicos. As mais levezinhas.

Agora o governo já fez aprovar um decreto-lei que determina que as PPP são decididas caso a caso em Conselho de Ministros e que deixa cair os pressupostos de controlo anteriormente observados. BE e CDS já reagiram e querem discutir o decreto-lei na Assembleia da República tentando controlar o regabofe. Daqui a uns anos vamos ter um culpado do governo seguinte.

Mais uma festa !

O PS salvou a pele mas perdeu o país

Com a situação a que chegou novamente o país pela mão do PS aquele discurso de que não tem culpa nenhuma não serve mais.

Os últimos 20 anos foram preenchidos por governos PS e António Costa esteve em todos eles.O PSD esteve no governo no tempo da Troika chamada por Sócrates com o país em bancarrota. Face ao aparecimento de novos partidos não vale a pena ensaiar desculpas.

A culpa é dos problemas que não se resolvem. Os polícias sentem-se humilhados.O SNS bateu no fundo e já há as vozes de Carlos César e Ana Catarina Mendes a exigirem solução para os serviços que fecham e para a falta de médicos e enfermeiros. Claro que estas vozes vindas do aparelho do PS é só para doentes em listas de espera verem.

As previsões de Bruxelas apertam com o optimismo de Centeno que é o primeiro a sentir-se atacado pelas vozes vindas do interior do partido. O primeiro ministro prepara-se para deixar cair o seu ministro das finanças como, aliás, já começou a fazer na hierarquia do governo. Costa fará a Centeno o que for preciso como sempre fez ao longo da sua carreira.

Se António Costa não colocar o crescimento da economia como o objectivo principal ( e para isso tem que fazer reformas que vão ao arrepio do PCP e do BE) e encarar de frente o endividamento crescente do país, não resolverá nenhum dos problemas.

Só o crescimento da economia dará margem para resolver problemas que se devem exclusivamente à falta de dinheiro apesar da elevada carga fiscal que os contribuintes suportam.

Não há margem para aumentar impostos nem para mais endividamento e descer a dívida o PS nunca o fez e não o fará agora.

António Costa voltou à Quadratura do Círculo.

As propostas anti-Europa do BE e do PCP

É preciso saber o que votamos.

Em matéria europeia, o PCP preconiza a linha “catrapum”, pretendendo “o desmantelamento da União Económica e Monetária e a necessária libertação do país da submissão ao Euro”, assim como a “revogação do Tratado Orçamental e da União Bancária, do Programa de Estabilidade, da «Governação Económica» e do «Semestre Europeu».” É para ir tudo a eito.

Já o BE anuncia uma linha mais à moda de um Brexit aos bochechos e por parcelas. Exige a “desvinculação do país do Tratado Orçamental”, engrossa a voz contra “um ultimato das instituições europeias” para apontar à “desvinculação da União Monetária” – leia-se, saída do euro – e proclama a “insubmissão à União Europeia dos tratados e das regras do euro”, seja lá isto o que for.

São estes partidos que o PS levou para a área da governação e de que necessita agora para governar. Ninguém diga que vai ao engano.

Os votos que o PS está a perder estão a voltar ao BE e ao PCP ?

António Costa terá razão em não querer a companhia dos seus camaradas bloquistas e comunistas.Ao afastar-se do BE tencionava que os votos úteis para alcançar a maioria absoluta se concentrassem no PS. À imagem do que já tinha acontecido ao PC.

Acontece que após ser mais ou menos óbvio que o PS não alcançará a maioria absoluta os votos úteis estão a voltar aos partidos da extrema esquerda.

O caso das "golas" também estará a minar o eleitorado do PS e o caso de Tancos está aí a rebentar. Um e outro não são bonitos de se verem.

António Costa perde popularidade e em compensação Mário Centeno é apresentado como o "mago" das finanças. Há nervosismo no PS.

 

 

O BE aponta ao PS contas erradas

Tão amigos que nós éramos. O BE não gostou que António Costa desmontasse aquele programa singular do BE que pretende investir e nacionalizar várias empresas. E fê-lo de forma que dói. Tudo somado dá 30 mil milhões de euros, 15% do PIB. Inviável, caricato, mentiroso.

O PM disse e bem que se tivesse aquele dinheiro ou perto disso investia no SNS, na Educação, nos serviços públicos tão degradados.Foi humilhante para Catarina Martins que de números percebe népia.

Louçã já tinha escrito no Expresso que o programa para a habitação apresentado pelo PS é falso faltam 900 milhões. A Mariana diz que o programa do PS não dá a bota com a perdigota. Querem ver que aquela de haver despesa escondida é mesmo verdadeira?

O que Centeno disponibiliza não chega para metade do que Costa promete aos eleitores”, conclui o agora conselheiro de Estado, num artigo publicado esta terça-feira no Expresso Diário, antes de explicar que se o preço médio de cada nova habitação for o que Costa disse no debate com Catarina, “então faltam-lhe 2300 milhões”.

O BE e PCP não contam para as contas que contam

Bem pode o BE dizer-se social-democrata como já se afirmou da esquerda radical, ainda está longe de contar para o que é verdadeiramente importante. Só o PSD pode impedir a maioria absoluta do PS de António Costa que, este sim, é social-democrata, pró-Europa e pró-Euro. Estas sim são as contas que contam. 

O reforço da votação no PCP também não conta para retirar a maioria absoluta ao PS. Para quem não quer um governo de maioria absoluta do PS de tão má memória o melhor mesmo é ignorar o suposto efeito eleitoral de aumentar a votação na esquerda radical.

Lá se vai mais um argumento eleitoral

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