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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A política que o PS tem que executar sem PC e BE

Não é por acaso que António Costa nos últimos tempos, insistentemente, afasta o cenário de se juntar ao PC e ao BE em nova governação. Há um caminho que os dois partidos da extrema esquerda não aceitam.

No caso de Portugal, convém sempre recordar que o país ainda tem uma dívida pública de cerca de 120% do PIB, enquanto a média da zona Euro está abaixo dos 90%.

Entendo que Portugal tem de aproveitar esta bonança económica para atuar nos grandes problemas estruturais de competitividade da economia nacional. E, simultaneamente, reduzir a sua divida pública rapidamente para valores abaixo dos 100%. Isto com contas públicas equilibradas do ponto de vista estrutural. Reformando a gestão financeira do setor público, tornando os serviços públicos mais eficientes, promovendo investimento público de qualidade e garantindo a sustentabilidade da segurança social.

Se atuarmos do lado da melhoria da competitividade da economia, promovendo reformas e medidas que aumentem a posição de Portugal, e do lado de um setor público mais eficiente, iremos aumentar o nosso PIB potencial, e com isso a nossa capacidade de crescimento económico no médio e longo prazo.

Com tudo isto, e com taxas de juro baixas, reduziremos a divida pública, bem como a despesa com juros, protegendo Portugal de eventuais crises financeiras e tornando a economia nacional mais forte, gerando assim os recursos necessários para uma melhor função de redistribuição, nomeadamente através de serviços públicos na área da saúde e da educação, bem como nas prestações sociais.

O PS europeu a pôr o PCP e o BE no seu lugar

Querem ou não sair do Euro ? Depois de Pedro Marques foi agora António Costa a atirar sobre PCP e BE.

Se o PCP tem sido coerente na defesa da saída de Portugal do euro, mesmo que "não explique a ninguém" as consequências dessa decisão, "o Bloco é mais ambíguo", comentou o cabeça de lista do PS. Dividir para conquistar.

"Afinal, [os bloquistas] estão disponíveis para fazer parte da coligação de europeístas, como Alexis Tsipras, ou está com um pé fora do euro como o PCP? Estão do lado do europeísmo ou do pessimismo? Não é tempo de ambiguidades", provocou o cabeça de lista do PS. "Nós sabemos onde estamos. Estamos do lado da Europa."

Na saúde só há um lado o do doente

Catarina Martins desafia o PS a escolher um lado, ou o público ou o privado. Mostra bem ao que vem. É uma posição ideológica que não tem em apreço o bem estar do doente.

O doente não pergunta se o hospital é público ou privado, interessa-lhe que seja bom, que seja tratado com profissionalismo segundo o "estado da arte" e a tempo, que não seja atirado para listas de espera onde muitos acabam por morrer. 

O BE já teve uma boa resposta do PS . Isto não é a União Soviética onde o estado toma conta de tudo e de todos. Não, obrigado, o povo português anda em repetidas eleições a recusar esse modelo.

Um país pobre com um estado endividado e com maus serviços públicos não consegue manter um bom Serviço Nacional de Saúde . Pode ter alguns serviços de excelência mas não pode manter uma boa rede de serviços universais e gratuitos. Essa é a razão maior da existência de uma rede alargada de serviços privados e sociais. O Estado perante esta evidência só tem que escolher o lado do doentes. Tratá-lo dentro dos prazos medicamente indicados seja no público seja no privado. O resto são fantasias ideológicas.

Um bom exemplo é o Serviço Nacional de Saúde de Cuba que reconhecidamente tem bolsas de excelência a par de uma rede velha e desactualizada de hospitais . Um país pobre não pode ter um SNS rico.  

O que o BE tenta com esta agenda ( hoje recuou ) é dar uma importância excessiva à gestão privada de três ou quatro hospitais públicos . Pessoalmente só vejo uma vantagem que é a de  podermos retirar lições quanto aos modelos em confronto e, dessa comparação, melhorar a gestão pública e a gestão privada.

Alguém acredita que um hospital de 200 camas por exemplo, possa ter um orçamento na gestão pública de 10 e na gestão privada de 200 ou vice-versa ? Se pode é porque mais uma vez o Estado é incapaz de olhar para o interesse geral da nação.

A família do PS nem a paz dos cemitérios respeita

Não têm vergonha, não dá para mais, é um escândalo . A família agora assalta os cemitérios com sobrinhos, tios e primas . Ora veja

"Jorge Ferreira, fotógrafo de campanhas do PS e de eventos da Junta de Freguesia do Lumiar; Pedro Almeida, funcionário do PS no Parlamento; Inês César, sobrinha de Carlos César; a sua mãe, Patrocínia Vale César (deputada municipal do PS) e o seu pai, Horácio Vale César (irmão de Carlos César e ex-assessor de João Soares quando ele foi ministro da Cultura); João Soares; Diogo Leão, deputado do PS; Filipa Brigola, assessora do grupo parlamentar do PS. E podia continuar a elencar nomes",

E, mesmo antes do protocolo assinado, a Associação já recebeu 10 mil euros de subsídios da câmara.

A bronca é de tal ordem que o proponente retirou a proposta face ao pânico de Medina . O PS come tudo e não deixa nada.

E se a família perde as eleições ?

Estiveram no governo de António Guterres que acabou num pântano . Estiveram no governo de José Sócrates que acabou na bancarrota . Estão agora a multiplicar-se no governo de António Costa que vai acabar na cauda da Europa. 

E com a composição das listas para as eleições virão ao de cima as nomeações na administração pública, nas câmaras, nas empresas públicas, nas assessorias tudo o que tenha cartão. As elites de Lisboa que andaram nos mesmos colégios, nas mesmas universidades e que agora frequentam os mesmos restaurantes. Os que têm rodeado António Costa desde a presidência da Câmara de Lisboa.

O problema é que são muitos casos que formam clãs que tomaram o poder no Largo do Rato. Não há gente da província que ainda assim aparecia nos tempos de Guterres e Sócrates . E dos Açores aparece Carlos César envolto em nevoeiro, com filho e sobrinho e os mais que se saberão. 

O aparelho foi surpreendido e já há vozes que se fazem ouvir. É que pode ocorrer um desastre neste verão, ou um roubo de armas . E professores e enfermeiros não desistem.

De repente António Costa percebe que tudo pode acontecer incluindo a revolta em curso no PCP contra a geringonça. E se o PS junto com o BE não chega aos 112 deputados ?

 

PSD dispara nas intenções de voto

O PSD aproxima-se do PS e nos últimos três meses cresceu 10 pontos nas intenções de votos.

Os socialistas, cuja lista é encabeçada por Pedro Marques, mantêm os 34,1% das intenções de voto já registados em fevereiro, enquanto a candidatura social-democrata, que é protagonizada por Paulo Rangel, ganha mais de quatro pontos para se fixar nos 29,1%. Esta subida é ainda mais expressiva tendo em conta que na sondagem de janeiro o PSD não ia além de 19,8%. Em apenas dois meses, os sociais-democratas subiram perto de 10 pontos percentuais para um crescimento de quase 50% nas intenções de voto.

Esta sondagem sugere que PSD e PS venham a eleger o mesmo número de deputados

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António Costa quer ser o conditiere estar sempre no poder

António Costa casou com o BE e o PCP durante quatro anos mas agora quer voltar a ser solteiro. Se a maioria for com a direita ( 116 deputados) junta-se à direita se não volta para os braços da esquerda.

Quer ser o conditiere da política portuguesa, estar sempre no poder. Da mesma forma que derrubou o muro levando para o governo os dois partidos da esquerda também levou a direita a erguer um muro. O PS é de esquerda.

E se o PS é de esquerda tem que comportar-se como tal, não pode cantar loas à União Europeia que o PCP e o BE repudiam e, no resto da semana , deitar-se com os pretendentes .  O PS não se importa de se deitar à vez ora com a esquerda ora com a direita cabe às noivas repudiar o promíscuo.

É que a esquerda quer continuar a aumentar a despesa pública mas a direita tem como prioridade aumentar a riqueza  (Aqui, lá está, é uma questão de prioridade política. Eu entendo e gostava de convencer o meu país de que o nosso Orçamento pode equilibrar-se também pelo lado do crescimento da riqueza e não só pelo controlo da despesa. Porque a que é que leva esta visão ortodoxa? Leva a que, como já não há mais por onde cortar, comecem a cortar nos serviços essenciais.) .

E como a carga fiscal já é a maior de sempre não se vê como é que o promíscuo vai tentar a noiva por agora  abandonada.

António Costa : quem conheceu Portugal antes e depois da União Europeia

Quem ataca a UE e ou dela quer sair esquece sempre a modernização que Portugal teve com a aplicação dos subsídios que recebeu . António Costa não esquece.

O PS é o partido da UE diz e é preciso um PS forte dentro da Europa.

"O partido, que, desde o pedido de adesão e até hoje, nunca teve dúvidas de qual era a sua posição: defender a integração de Portugal, o aprofundamento do projecto europeu, defender que haja cada vez mais Europa e maior solidariedade dentro da Europa".

E ainda nos lembramos todos como havia alguns que queriam sair da UE ou do Euro .

O líder do PS disse que os portugueses "sabem bem porque é que importa defender a União Europeia", lembrando que "é graças à União Europeia que temos 32 anos de modernização, de progresso e de desenvolvimento, como era muito difícil imaginarmos que poderíamos ter tido se não estivéssemos na União Europeia".

E deu como exemplo Alqueva esse gigantesco projecto que mudou o Alentejo e que não teria sido possível sem os subsídios da Europa.

Uma grande maioria ( PS - PSD - CDS ) de eleitores são pró- UE . A minoria está contra mas paradoxalmente apoia um governo PS .

Estamos a chegar ao fim da legislatura e dá para perceber que a água e o azeite não se misturam .