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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BE aponta ao PS contas erradas

Tão amigos que nós éramos. O BE não gostou que António Costa desmontasse aquele programa singular do BE que pretende investir e nacionalizar várias empresas. E fê-lo de forma que dói. Tudo somado dá 30 mil milhões de euros, 15% do PIB. Inviável, caricato, mentiroso.

O PM disse e bem que se tivesse aquele dinheiro ou perto disso investia no SNS, na Educação, nos serviços públicos tão degradados.Foi humilhante para Catarina Martins que de números percebe népia.

Louçã já tinha escrito no Expresso que o programa para a habitação apresentado pelo PS é falso faltam 900 milhões. A Mariana diz que o programa do PS não dá a bota com a perdigota. Querem ver que aquela de haver despesa escondida é mesmo verdadeira?

O que Centeno disponibiliza não chega para metade do que Costa promete aos eleitores”, conclui o agora conselheiro de Estado, num artigo publicado esta terça-feira no Expresso Diário, antes de explicar que se o preço médio de cada nova habitação for o que Costa disse no debate com Catarina, “então faltam-lhe 2300 milhões”.

O BE e PCP não contam para as contas que contam

Bem pode o BE dizer-se social-democrata como já se afirmou da esquerda radical, ainda está longe de contar para o que é verdadeiramente importante. Só o PSD pode impedir a maioria absoluta do PS de António Costa que, este sim, é social-democrata, pró-Europa e pró-Euro. Estas sim são as contas que contam. 

O reforço da votação no PCP também não conta para retirar a maioria absoluta ao PS. Para quem não quer um governo de maioria absoluta do PS de tão má memória o melhor mesmo é ignorar o suposto efeito eleitoral de aumentar a votação na esquerda radical.

Lá se vai mais um argumento eleitoral

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O PS pode vir a pagar muito caro ter puxado o BE para a governação

A criatura ameaça o criador foi sempre o grande medo de António Costa. A realidade está a confirmar que o PS pode vir a pagar caro ter puxado o BE para o arco da governação.

Estamos prontos, camaradas, gritava Mariana Mortágua no último congresso do partido e Costa ouviu bem. Tão bem que a partir daí começou a distribuir pantufadas.

Carlos César :

O BE e outros, no dizer do dirigente socialista, não mandam no país.

"Se nós fôssemos sempre atrás do estilo de aventura e de que tudo é fácil, tudo é barato e tudo pode ser feito - que o BE em especial mas também alguns dos nossos parceiros alimentam frequentemente - nós tínhamos um país com uma mão à frente e outra atrás e voltávamos ao tempo da bancarrota. Ora com o PS isso não vai acontecer."

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Mais uma ramo da família PS a fazer negócios com o Estado

Graça Fonseca : Este é mais um caso para juntar aos que nos últimos dias têm vindo a público: a empresa do pai de Pedro Nuno Santos fez contratos públicos, assim como o marido da ministra da Justiça tem colaborado várias vezes com o Governo, incluindo com o Ministério da Administração Interna, além do filho do secretário de Estado da Proteção Civil, que celebrou pelo menos três contratos com o Estado já depois de o pai assumir funções governativas. O nome de Graça Fonseca junta-se agora ao leque.

Bem faz o governo é melhor mudar a lei já que o PS não muda

Uma rede organizada (também) ao nível das autarquias

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Mas bem podem tirar o cavalinho da chuva. A deputada de Castelo Branco que tem o marido ( presidente da câmara) envolvido em negócios com familiares já veio agradecer a António Costa a recondução do mandato como deputada.

Cada cavadela, cada minhoca. E, claro, a imprensa só cava quando há um problema qualquer. Imaginem os milhares de casos deste tipo que não estão associados a problemas mediáticos e por isso não foram escrutinados. A teia de interesses que torna as compras públicas mais caras com menor qualidade, num roubo organizado aos contribuintes e aos utentes dos serviços públicos. Quanto se poderia poupar se as compras públicas fossem efectivamente concorrenciais em vez de serem entregues a familiares de dirigentes do PS? Quantas mais empresas se atrairiam para Portugal com a respectiva redução de impostos? Quão maiores seriam os salários de todos?

Este é o partido que se prepara para ter uma maioria absoluta e que, mesmo não tendo, não lhe faltam parceiros de coligação (do PSD ao PCP) disponíveis para os deixar continuar a gerir esta teia de interesses.
 
 
 

A política que o PS tem que executar sem PC e BE

Não é por acaso que António Costa nos últimos tempos, insistentemente, afasta o cenário de se juntar ao PC e ao BE em nova governação. Há um caminho que os dois partidos da extrema esquerda não aceitam.

No caso de Portugal, convém sempre recordar que o país ainda tem uma dívida pública de cerca de 120% do PIB, enquanto a média da zona Euro está abaixo dos 90%.

Entendo que Portugal tem de aproveitar esta bonança económica para atuar nos grandes problemas estruturais de competitividade da economia nacional. E, simultaneamente, reduzir a sua divida pública rapidamente para valores abaixo dos 100%. Isto com contas públicas equilibradas do ponto de vista estrutural. Reformando a gestão financeira do setor público, tornando os serviços públicos mais eficientes, promovendo investimento público de qualidade e garantindo a sustentabilidade da segurança social.

Se atuarmos do lado da melhoria da competitividade da economia, promovendo reformas e medidas que aumentem a posição de Portugal, e do lado de um setor público mais eficiente, iremos aumentar o nosso PIB potencial, e com isso a nossa capacidade de crescimento económico no médio e longo prazo.

Com tudo isto, e com taxas de juro baixas, reduziremos a divida pública, bem como a despesa com juros, protegendo Portugal de eventuais crises financeiras e tornando a economia nacional mais forte, gerando assim os recursos necessários para uma melhor função de redistribuição, nomeadamente através de serviços públicos na área da saúde e da educação, bem como nas prestações sociais.

O PS europeu a pôr o PCP e o BE no seu lugar

Querem ou não sair do Euro ? Depois de Pedro Marques foi agora António Costa a atirar sobre PCP e BE.

Se o PCP tem sido coerente na defesa da saída de Portugal do euro, mesmo que "não explique a ninguém" as consequências dessa decisão, "o Bloco é mais ambíguo", comentou o cabeça de lista do PS. Dividir para conquistar.

"Afinal, [os bloquistas] estão disponíveis para fazer parte da coligação de europeístas, como Alexis Tsipras, ou está com um pé fora do euro como o PCP? Estão do lado do europeísmo ou do pessimismo? Não é tempo de ambiguidades", provocou o cabeça de lista do PS. "Nós sabemos onde estamos. Estamos do lado da Europa."

Na saúde só há um lado o do doente

Catarina Martins desafia o PS a escolher um lado, ou o público ou o privado. Mostra bem ao que vem. É uma posição ideológica que não tem em apreço o bem estar do doente.

O doente não pergunta se o hospital é público ou privado, interessa-lhe que seja bom, que seja tratado com profissionalismo segundo o "estado da arte" e a tempo, que não seja atirado para listas de espera onde muitos acabam por morrer. 

O BE já teve uma boa resposta do PS . Isto não é a União Soviética onde o estado toma conta de tudo e de todos. Não, obrigado, o povo português anda em repetidas eleições a recusar esse modelo.

Um país pobre com um estado endividado e com maus serviços públicos não consegue manter um bom Serviço Nacional de Saúde . Pode ter alguns serviços de excelência mas não pode manter uma boa rede de serviços universais e gratuitos. Essa é a razão maior da existência de uma rede alargada de serviços privados e sociais. O Estado perante esta evidência só tem que escolher o lado do doentes. Tratá-lo dentro dos prazos medicamente indicados seja no público seja no privado. O resto são fantasias ideológicas.

Um bom exemplo é o Serviço Nacional de Saúde de Cuba que reconhecidamente tem bolsas de excelência a par de uma rede velha e desactualizada de hospitais . Um país pobre não pode ter um SNS rico.  

O que o BE tenta com esta agenda ( hoje recuou ) é dar uma importância excessiva à gestão privada de três ou quatro hospitais públicos . Pessoalmente só vejo uma vantagem que é a de  podermos retirar lições quanto aos modelos em confronto e, dessa comparação, melhorar a gestão pública e a gestão privada.

Alguém acredita que um hospital de 200 camas por exemplo, possa ter um orçamento na gestão pública de 10 e na gestão privada de 200 ou vice-versa ? Se pode é porque mais uma vez o Estado é incapaz de olhar para o interesse geral da nação.