Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Na criação de riqueza estamos a correr para 2008

De 1999 a 2019 crescemos 8% uma miséria que nos levou a ser ultrapassados pelos países do nosso campeonato. Os países do Sul e Leste Europeu.

A incapacidade do PS levar a efeito políticas públicas capazes de relançar a economia é bem evidente. Nesses 20 anos o PS governou 80% do tempo.

Nas últimas duas décadas a economia Portuguesa perdeu competitividade e estagnou do ponto de vista do crescimento económico. Entre 1999 e 2019 a economia Portuguesa cresceu cerca de 0.5% ao ano em média. Teve três recessões (2003; 2008-2009; 2011-2013). Como resultado disto, o PIB per capita (ou seja, a riqueza gerada por habitante) cresceu em termos reais, isto é, descontando o efeito da inflação, apenas 8% em 20 anos. Ou seja, entre 1999 e 2019 cada Português, ficou em média, apenas 8% mais rico. Um resultado medíocre.

Adicionalmente a este baixo crescimento, há uma espécie de barreira ao crescimento da economia Portuguesa em torno dos 2%. Isto é, a economia nacional não consegue, de forma duradoura e sustentada, crescer acima dos 2%/ano. Isso resulta de um PIB potencial que estará em torno de 1.5%, um dos mais baixos da União Europeia.

É verdade que as exportações deram um salto muito significativo em percentagem do PIB entre 2010 e 2015. Passaram de cerca de 28% do PIB para 42%. Mas desde então que praticamente não cresceram em termos do seu peso no PIB. Passaram de 42% para 44% nos últimos 5 anos.

Manter as políticas do PS é manter o país na pobreza, baixos salários, baixas pensões e maus serviços públicos. Não vale a pena fazer de conta com as histórias que o governo nos conta.

Carlos César : O caminho comum do PS e do MPLA

Francisco Louçã não manda dizer por ninguém .

Nos congressos do MPLA desfilava uma procissão de políticos portugueses a tecer loas ao cônsul. Mesmo sendo membro da Internacional Socialista e parceiro do PS, o partido do poder procurava aliados em quase todos os quadrantes. Em 2016, de 17 a 20 de agosto, em mais um congresso de consagração de Dos Santos (e no período em que o nosso atual ministro já cuidava do “melhor relacionamento possível” com o “mais alto dos patamares”), o PS fez-se representar pela secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, e pelo presidente, Carlos César, que enfaticamente brindou os anfitriões com um “o MPLA e o PS têm trilhado um caminho comum, um continuado diálogo político e uma colaboração concreta em áreas de interesse mútuo, incluindo no âmbito da nossa família política no seio da Internacional Socialista. Estou convencido que esse caminho de proximidade será cada vez mais produtivo e a nossa presença neste congresso e a nossa saudação neste congresso é justamente para aqui testemunhar a garantia desse caminho novo de proximidade, de afetividade, de colaboração e de luta comum”.

O PS é um eucalipto seca tudo à sua volta

Não há uma só reforma no actual Orçamento como não houve nos últimos quatro orçamentos. E o essencial das medidas da Tróika continuam de pé.

Com uma elevada carga fiscal sem margem para crescer, com uma elevadíssima dívida, que não ajuda o aumento do investimento, os sindicatos morrem lentamente, a despesa rígida só pode crescer. O crescimento do PIB é uma ilusão numa manhã de verão que nos deixará cada vez mais longe da UE.

O país tem uma janela de oportunidade como aliás teve nos últimos quatro anos. A exportação. Curiosamente o Orçamento quase não fala nela. E os exigentes mercados europeus que podem alavancar as nossas exportações estão em fase de arrefecimento. Quanto aos tradicionais mercados amigos da África e da América do Sul estão todos em imensas dificuldades. Então como fazer ?

O que sabemos já, sem dúvidas, é que esta táctica governativa de Costa trouxe o país para um beco e daqui a quatro anos estamos num bloqueio de onde só sairemos com compromissos estratégicos sectoriais.

Mas o PS quer governar à sua maneira, o BE tem medo de ficar a falar sozinho, o PCP quer reganhar a força das ruas e a direita ainda não sabe o que será nos tempos mais próximos.

Um pântano onde crescerão os sindicatos inorgânicos, os partidos oportunistas e surgirão cada vez mais focos de contestação.

Olhar para o que se passa nalguns países é preciso.

As PPP são a tentação do PS e o regabofe do governo

A luta no interior do governo é sobre o investimento para o qual não há dinheiro e as PPP ( Parcerias-público-privadas) que permitem lançar as grandes obras públicas na falta de investimento público.

Foi o RU que inventou este modelo de financiamento. Os privados avançam com o dinheiro e o  Estado paga ao longo de vários anos com rendas que englobam a devolução do investimento e os respectivos juros. O RU lançou uma meia dúzia mas Portugal passa a centena.

Para já sabemos hoje que as PPP deixaram de estar sob a tutela das Finanças ( Centeno) e  passaram para as mãos da Economia ( Siza Vieira). O BE até passou a ideia que não havia mais PPP esqueceu-se foi de dizer que as "suas" PPP são as da gestão de hospitais públicos. As mais levezinhas.

Agora o governo já fez aprovar um decreto-lei que determina que as PPP são decididas caso a caso em Conselho de Ministros e que deixa cair os pressupostos de controlo anteriormente observados. BE e CDS já reagiram e querem discutir o decreto-lei na Assembleia da República tentando controlar o regabofe. Daqui a uns anos vamos ter um culpado do governo seguinte.

Mais uma festa !

O PS salvou a pele mas perdeu o país

Com a situação a que chegou novamente o país pela mão do PS aquele discurso de que não tem culpa nenhuma não serve mais.

Os últimos 20 anos foram preenchidos por governos PS e António Costa esteve em todos eles.O PSD esteve no governo no tempo da Troika chamada por Sócrates com o país em bancarrota. Face ao aparecimento de novos partidos não vale a pena ensaiar desculpas.

A culpa é dos problemas que não se resolvem. Os polícias sentem-se humilhados.O SNS bateu no fundo e já há as vozes de Carlos César e Ana Catarina Mendes a exigirem solução para os serviços que fecham e para a falta de médicos e enfermeiros. Claro que estas vozes vindas do aparelho do PS é só para doentes em listas de espera verem.

As previsões de Bruxelas apertam com o optimismo de Centeno que é o primeiro a sentir-se atacado pelas vozes vindas do interior do partido. O primeiro ministro prepara-se para deixar cair o seu ministro das finanças como, aliás, já começou a fazer na hierarquia do governo. Costa fará a Centeno o que for preciso como sempre fez ao longo da sua carreira.

Se António Costa não colocar o crescimento da economia como o objectivo principal ( e para isso tem que fazer reformas que vão ao arrepio do PCP e do BE) e encarar de frente o endividamento crescente do país, não resolverá nenhum dos problemas.

Só o crescimento da economia dará margem para resolver problemas que se devem exclusivamente à falta de dinheiro apesar da elevada carga fiscal que os contribuintes suportam.

Não há margem para aumentar impostos nem para mais endividamento e descer a dívida o PS nunca o fez e não o fará agora.

António Costa voltou à Quadratura do Círculo.

As propostas anti-Europa do BE e do PCP

É preciso saber o que votamos.

Em matéria europeia, o PCP preconiza a linha “catrapum”, pretendendo “o desmantelamento da União Económica e Monetária e a necessária libertação do país da submissão ao Euro”, assim como a “revogação do Tratado Orçamental e da União Bancária, do Programa de Estabilidade, da «Governação Económica» e do «Semestre Europeu».” É para ir tudo a eito.

Já o BE anuncia uma linha mais à moda de um Brexit aos bochechos e por parcelas. Exige a “desvinculação do país do Tratado Orçamental”, engrossa a voz contra “um ultimato das instituições europeias” para apontar à “desvinculação da União Monetária” – leia-se, saída do euro – e proclama a “insubmissão à União Europeia dos tratados e das regras do euro”, seja lá isto o que for.

São estes partidos que o PS levou para a área da governação e de que necessita agora para governar. Ninguém diga que vai ao engano.

Os votos que o PS está a perder estão a voltar ao BE e ao PCP ?

António Costa terá razão em não querer a companhia dos seus camaradas bloquistas e comunistas.Ao afastar-se do BE tencionava que os votos úteis para alcançar a maioria absoluta se concentrassem no PS. À imagem do que já tinha acontecido ao PC.

Acontece que após ser mais ou menos óbvio que o PS não alcançará a maioria absoluta os votos úteis estão a voltar aos partidos da extrema esquerda.

O caso das "golas" também estará a minar o eleitorado do PS e o caso de Tancos está aí a rebentar. Um e outro não são bonitos de se verem.

António Costa perde popularidade e em compensação Mário Centeno é apresentado como o "mago" das finanças. Há nervosismo no PS.