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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Segurança Social trata mal os contribuintes

Nunca precisei dos serviços da Segurança Social até ao momento da reforma. Ao tempo  era legal estar no Desemprego 2 anos até perfazer 55 anos e a seguir entrar na reforma.

Desde chamarem-me aos serviços para me darem aulas sobre gestão de empresas ( que foi toda a vida a minha profissão) por umas meninas que nunca tinham saído do conforto da burocracia até ameaçarem-me com " tirar fotocópias" foi um fartar. Do alto de uma raiva inexplicável ( eu tinha terminado o meu contrato de Director Geral no Ministério da Saúde ). A minha culpa foi mesmo não ter arranjado um emprego bem remunerado no Estado ou nas empresas do estado.

Juntei os documentos necessários e exigidos e passados três meses fui saber como estava o processo. Perante a minha indignação a senhora funcionária pública disse-me que faltava o documento da tropa. Mostrei-lhe a lista ( passada pelos próprios) dos documentos que tinha entregue e onde constava o tal documento perdido que era o que mais tempo demorava a obter na instituição militar ( seis meses).

Tiveram o azar de um alto dirigente da instituição ser meu amigo de infância a quem transmiti o que se estava a passar. Claro que passados duas semanas recebi o documento que me dava como reformado.

A Segurança Social trata mal as pessoas que precisam de ajuda. Pelos vistos a Provedora de Justiça também é da mesma opinião.

HÁ PALAVRAS ESDRÚXULAS QUE SÃO RIDÍCULAS

Venho de ouvir a Provedora do Ouvinte da RDP, falando, no exercício do seu cargo, aos microfones da Antena 1.

Versava o serviço público de rádio e televisão, sustentando que nunca ou muito dificilmente um privado poderia executá-lo com proficiência. E dedicando larga parte do programa de hoje a tal matéria.

Será interessante ler a norma do art. 23º-D da Lei nº 33/2003, de 22 de Agosto (na republicação da Lei nº 2/2006, de 14 de Fevereiro) a qual define as competências do Provedor.

Dela vemos que a incursão por tal domínio extravasa claramente as ditas competências. A Senhora Provedora migrou das funções (pelas quais é paga, com dinheiro nosso) de defesa dos interesses dos ouvintes e do rigor e adequação dos conteúdos, envolvendo-se na querela política das bases de funcionamento do serviço público.

Por outras palavras, abandonou a provedoria do ouvinte para tratar da sua própria e da daqueles a quem (devidamente remunerados, também por nós) incumbe a prestação desse serviço.

Não é de deixar passar em claro, mas, neste caso, é de somenos.

Avançando na temática da sua intervenção, salientou, bem, que a comunicação pela rádio exige rigor de dicção e o uso correcto da língua. E, em exemplos que deu, lá falou em “rúbricas”. Isso mesmo, assim pronunciado, esdruxulizando o que é grave.

É grave.

Porque é grave a palavra “rubrica”; por se tratar de texto que era lido, logo, sem os percalços do improviso; porque o exercício do cargo deve ser confiado a pessoas de reconhecidos méritos na área da comunicação (art. 23º-A, da mesma lei).

Também sou de opinião que o serviço público não deve ser exercido por privados. O que, porém, não significa que o monstro de lixo e de caros privilégios indevidos que é a RTP não deva ser desmantelado, se não for possível passá-lo a patacos.

E, por falar em privilégios, que a provedoria seja entregue a quem saiba e seja independente. Como manda a lei.