Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A actual discussão orçamental é o sinal que a geringonça morreu

Terminadas as reversões de rendimentos já nada há em comum entre os partidos da actual solução conjunta. As mil propostas de mudança( montam a 5 mil milhões de euros) ao Orçamento inicial mostra bem que o governo vai governar com um orçamento que não é o seu ou, então, que governa com o seu orçamento dando por terminada a actual maioria parlamentar.

O arranjo inédito a quem poucos auguravam uma vida longa sobrevive, mas este último orçamento é um orçamento já em esforço: as negociações prévias que viabilizaram os orçamentos anteriores já não foram suficientes para encontrar o equilíbrio político necessário, e por isso se assiste à formação, quase medida a medida, de consensos negativos entre direita e esquerda parlamentares, muitas vezes ao arrepio da vontade expressa do Governo.

A campanha eleitoral vai ser mais brava que nunca . Tão amigos que eles eram.

 

Alemanha e França trabalham em propostas comuns para a Zona Euro

A integração da Zona Euro vai no bom caminho numa política de pequenos passos. Há toda uma série de questões que têm que ser tratadas antes de novo alargamento porque pretendente a entrar na União Europeia não faltam .

“Há que atuar agora” para cumprir a vontade comum de “uma integração rápida da zona euro nos próximos meses”, indicou Le Maire, assinalando que o objetivo é que a zona euro esteja em condições de competir com a China e os Estados Unidos. Altmaier acrescentou que o prazo indicado para encerrar um acordo sobre a reforma da zona euro “vai até finais de 2018”.

Em matéria de fiscalidade, segundo o ministro francês, a ideia é que haja uma proposta franco-alemã, o mais tardar em junho, com uma base comum em relação ao imposto sobre empresas. O ministro alemão afirmou que se deve evitar uma competição nesta matéria no interior da União Europeia (UE).

E Merkel e Schultz no mesmo governo querem despertar a Europa .

 

Voltas e baldrocas orçamentais

Depois de todas as voltas e baldrocas ainda há orçamento ? Ou devemos perguntar se já há orçamento ? Com este governo já houve ou nunca houve orçamento?

E se há é o mesmo ou estamos a falar de outro(s) ? Bem sabemos que ainda não foi aprovado na Assembleia da República, estamos a falar de propostas. Mas já foi apresentado como proposta, foi analisado por Bruxelas, pela UTAO, e por um sem número de instituições nacionais e internacionais. Estamos a trabalhar no mesmo documento ou já não tem nada a ver ?

Era para ser mas já não é. O resultado final? Bruxelas quer mais medidas para garantir que o défice é cumprido tal como acordado e quer que isso aconteça já, antes de o Orçamento ser aprovado. O aviso ficou, para já, que em maio a Comissão vai voltar a avaliar os planos orçamentais, aí com mais informação e com a atualização do Programa de Estabilidade, e pode vir a exigir mais medidas.

E o aumento nos combustiveis ? Já não se aplica às empresas que vão ter um benefício fiscal para compensar o aumento previsto.

E ao fim destes recuos e cedências o orçamento bate certo ? É credível ? Os juros da dívida já crescem

 

A TAP tem duas boas propostas estratégicas

Pelo menos duas propostas - ambas de companhias de transporte aéreo - preenchem os requisitos do caderno de encargos. São empresários do ramo, querem juntar sinergias . Há dinheiro, há aviões novos no imediato.

A empresa está a centrar-se tanto nas sinergias que os novos donos poderão possibilitar, como nos focos de crescimento e interligações em outros hubs - que a experiência e operações de Neeleman e Efromovich prometem assegurar.

Os dois candidatos estão a basear os projetos na capitalização direta da companhia e reformulação da frota de aviões. Prometem novas aeronaves para a frota, renovação das antigas e, aumento de rotas e tráfego, tendo por base as operações que lideram na América do Sul.

Quem quer fazer de Lisboa uma porta para a Europa não paga para a fechar.

Três bons sócios para a TAP

Com conhecimento do negócio do transporte aéreo e com dinheiro. E com companhias a operar ao nível  da própria TAP do outro lado do Atlântico.

Estas empresas como não podem crescer organicamente ( operam num mercado estável) querem crescer comprando a TAP que lhes garante uma porta de entrada na europa e lhes assegura novas rotas. É bom para todos. E querer uma porta de entrada na europa garante que Lisboa será sempre um "hub" das operações das duas empresas. De e para a Europa.

E há dinheiro disponível e capacidade concorrencial única forma de manter a TAP a voar. O Executivo promete decidir rapidamente o nome do vencedor que irá ficar com uma fatia de até 61% da companhia aérea nacional e, daqui a dois anos, os restantes 34% que agora ainda ficam na mão do Estado.

António Costa é capaz de concretizar as boas propostas que faz?

Em democracia é sempre possível através da discussão de ideias abordar os problemas de diferentes ângulos. Mais difícil é concretizá-las. António Costa apresenta boas ideias que devem ser levadas a sério : ... recursos do mar, e aproveitar o posicionamento estratégico do território e as vantagens competitivas que poderão surgir com a revalorização das rotas marítimas do atlântico, após a conclusão do novo canal do Panamá.

Por outro lado, António Costa defendeu que o País não pode desperdiçar a oportunidade de conquistar novos mercados, incluindo o mercado ibérico, lembrando que só nas regiões de fronteira com Espanha há mais seis milhões de habitantes, que representam um acréscimo de 60% ao mercado nacional e uma oportunidade de crescimento para muitas empresas portuguesas.

António Costa considerou ainda que esta aposta estratégica no mercado ibérico seria também uma forma de valorizar e promover o crescimento económico do interior do País, neste projecto a dez anos para resolver os problemas estruturais do desenvolvimento económico do País.

Sem um plano a dez anos e sem a colaboração de todos os que comungam das ideias centrais para o desenvolvimento do país não vamos lá. Sem aventuras fora da União Europeia e do Euro .

A proposta de Cavaco teria salvo Seguro

Seguro, cercado pelos barões do Rato, não aceitou convergir com o PSD em troca de eleições antecipadas. Asneira da grossa. Seria agora, muito provavelmente, primeiro ministro até porque o país atravessava o seu período mais difícil. Mas Seguro anda a reboque de um octogenário que semana sim semana não dá provas de estar como o tempo desta primavera. Ora chove ora faz sol sem que se percebam as razões. Eram os mesmos que exigiam eleições antecipadas sem que nada augurasse um resultado que servisse o país. Nem maiorias, nem estabilidade. As ameaças a Seguro foram mais que muitas. Se te portares bem estamos contigo. Não estão. Mas estiveram sempre convencidos que bastava gritar alto e esquecer Sócrates. Faltou-lhes sempre convencer as pessoas com um programa de governo sem promessas ridiculas. Não chegam as Aulas Magnas.

Qual é a dificuldade em chegar a um consenso sobre as propostas do PS ?

propostas dirigidas à economia que são pacíficas. Outras nem tanto e outras ainda que já são ou já foram experimentadas - redução do rácio da banca de 10 para 9%, libertando 4,5 mil milhões de euros para apoio às empresas ; financiamento de 5 mil milhões de euros junto do BEI; reencaminhar 3 mil milhões do empréstimo da Troika para as empresas; conversão em capital das dívidas à segurança social, ao fisco e banca nas empresas que se mostrem viáveis ; tratamento fiscal mais favorável para lucros reinvestidos com criação líquida de emprego ;crédito fiscal para os suprimentos dos sócios; Banco de Fomento com um fundo de investimento endógeno para substituir importações; descida do IVA na restauração; programa de reabilitação urbana apostada na eficiência energética.

Emprego, não são mais que generosas promessas; Segurança Social - financiamento do sistema alargado às mais - valias das empresas. É mais do mesmo, mais um imposto.

Saúde, separação do público e do privado para evitar conflitos de interesses e deslocação dos médicos aos centros de saúde para realizar consultas

Europa, criação de um Fundo de redenção para mutualização de parte das dívidas públicas - a partir dos 60% do PIB - ficando à responsabilidade da Europa  e papel mais activo do BCE na emissão da moeda.

Há propostas que dependem só de nós e há propostas que dependem do exterior. Mas todas merecem ser discutidas.

Qual é a dificuldade em chegar a um consenso sobre propostas tão óbvias ?

Cinco propostas concretas de Seguro

Cinco propostas concretas segundo Seguro para sair da crise :Nas medidas para estabilizar a economia, Seguro propôs, por exemplo, a redução do IVA para a restauração, o aumento de salário mínimo nacional e das pensões mais baixas negociados na concertação social e um plano de reabilitação urbana que dê "a prioridade à eficiência energética, com aproveitamento dos fundos comunitários".

Umas aumentam a despesa, outras diminuem as receitas, mas a reabilitação urbana é mesmo uma boa proposta. Dá muito emprego e arrasta várias actividades a montante.